Existem
maneiras e maneiras de dizer as coisas, todo mundo
sabe disso. Mas colocar em prática é
outra coisa. Talvez seja um assunto delicado, porque
envolve também a personalidade das pessoas
e isso sempre é preciso ser levado em conta.
Há pessoas dóceis, outras estouradas;
as francas, as tímidas. Portanto, o comportamento
é algo que pode ser aprimorado, de maneira
que a vida se torne mais fácil para a própria
pessoa. Todo mundo quer viver bem, ser bem tratado,
ter amigos. Todo mundo pode. Só que para aqueles
com temperamento sangüíneo o trabalho
vai ser muito maior e, talvez mais demorado. Mas haverá
resultado sempre. A questão é não
agir depressa demais, pensar um pouquinho e tentar
controlar-se. Independente da personalidade, todo
mundo pode irradiar a paz. E paz contagia, como sorriso
contagia, como olhar terno contagia.
Olhares e sorrisos desarmam muito mais do que longos
discursos. A voz calma e branda traz paz. A maneira
de dizer as coisas, a escolha das palavras, tudo pode
ter uma influência positiva ou negativa nas
situações. É que quando as pessoas
falam, geralmente pensam no que querem dizer e não
no que os outros precisam ouvir, ou no impacto que
vai ter aquilo que diz. A gente não ganha nada
provocando a ira e as palavras impensadas são
muitas vezes como vento em brasas. As abelhas procuram
as flores e as borboletas também. As coisas
doces atraem e a própria natureza é
testemunha disso. Se alguém tem alguma dúvida,
é só experimentar.
Escrevi um pouco sobre isso e talvez ainda um pouco
mais:
A
doçura
Letícia
Thompson
Eufemismo
é uma palavra que muito poucos conhecem o significado.
Portanto, sua prática pode tornar nossa vida
mais agradável e pode não só mudar
a reação das pessoas diante de um fato,
mas também a maneira como vão encará-lo.
É a arte de dizer as mesmas coisas de uma maneira
mais dócil, mais aceitável, menos brusca.
A
franqueza é uma qualidade, mas isso não
desculpa a falta de cuidado ao falar. É preciso
ter em mente a maneira como a outra pessoa vai receber
o que dizemos. A ira provoca a ira, a violência
provoca a violência, a doçura acalma os
corações e os torna ternos.
Ao
darmos uma notícia desagradável, expressarmos
nossa opinião ou reclamarmos nossos direitos,
podemos controlar o impacto que aquilo vai ter, seja
na outra pessoa, seja em um grupo de pessoas.
Pode
ser a mesma coisa dizer "isso fica feio em você"
e "eu penso que aquele ficaria bem melhor."
Mas a pessoa que recebe se sentirá menos agredida
pela segunda maneira. É a mesma coisa em qualquer
situação, onde devemos manter nossa franqueza,
nossa sinceridade, sem que o outro nos veja como portadores
de más notícias, críticos e desagradáveis.
Em
um grupo, numa reunião ou mesmo dentro de casa,
se não concordamos com alguma coisa é
nossa forma de expressão que vai conduzir a resultados
positivos ou negativos. Podemos acalmar ânimos
e acabar com intermináveis brigas de surdos,
com um atitude serena e tranqüila, com voz branda
e calma.
Nós
temos o poder e a capacidade para administrar as relações
que nos envolvem, o olhar das pessoas sobre as situações
do mundo ou fatos dificilmente aceitáveis. Se
realmente for inevitável a nossa missão
de distribuir espinhos ou bebidas amargas, que o façamos
da maneira mais doce possível, porque dura já
é a vida em certas ocasiões.
Eu
sei bem que somos apenas uma pequena gota nesse oceano
da vida e transformar nossa maneira de ser e viver não
vai mudar o mundo, mas essa transformação
pode ter um impacto muito positivo sobre o nosso mundo
pessoal.
Tenham
uma noite cheia da Paz de Cristo!
Abraço carinhoso e cheio de ternura!...
Letícia

A
estrada da vida...
Eu
tenho uma prima que sempre que comprava uma roupa nova,
chegava em casa e vestia imediatamente. Ela dizia assim:
"eu vou usar logo. Vai que depois eu morro e nem
usei." Eu sempre achei aquilo engraçado,
mas sem realmente refletir sobre essa realidade que
é a urgência de fazer as coisas.
E
outro dia conversando com uma amiga ela me falou sobre
o sonho de uma pessoa, que poderia sem problema algum
tê-lo realizado, mas que não o fez e partiu
para a eternidade antes. Então acordei. Pensei
na minha própria condição, em quantas
coisas deixei pra trás, noutras que tenho deixado,
sempre me dizendo que amanhã ou depois poderei
fazê-lo. Moro a uma hora e meia de distância
de Paris e visitei a cidade algumas vezes, sem ter visto
tudo o que gostaria e lá se vão sete anos
que eu me digo que vou fazê-lo. Mas um dia seguinte
tem sempre um dia seguinte e vamos prorrogando as coisas
que achamos que teremos ainda tempo não sei quando.
Assim
os anos passam, as coisas passam e nós ficamos
com nossos sonhos ou desejos. Às vezes coisas
bobas e pequenas, mas que nos fariam, certamente, felizes,
pois estão no coração.
A
vida é uma estrada, por vezes em linha reta e
com grandes prados, outras, com montanhas, curvas, subidas
e, conseqüentemente, descidas inevitáveis.
E vamos atravessando, cada qual sua estrada particular,
no seu tempo, na sua vez, sem que saibamos onde estará
esse fim. E nossas prioridades vão determinando
cada um dos nossos passos, orientando aqui e ali, mudando
aqui e acolá. Cada um de nós deve saber
onde está o seu coração. Fazer-se
feliz é plantar pequenas flores nessa estrada
desconhecida e ir deixando essa felicidade como rastro
do caminho percorrido. É proporcionar beleza
aos que passam do lado, aos que seguem atrás,
aos que olham de longe. É dar exemplo do bem-viver
da vida.
Aqui
vai nosso texto para hoje:

A
estrada da vida
© Letícia Thompson
O
avanço tecnológico nos permite ver e localizar
várias partes do mundo em tempo real. Podemos
saber, com uma precisão quase exata quantos quilômetros
faremos em determinado tempo. Isso nos dá segurança,
nos permite planejar.
Todavia,
a estrada da vida de cada um continua uma incógnita.
Planejamos, sim, mas sem poder afirmar quantos quilômetros
poderemos ainda percorrer e nem o tempo que teremos
para isso. Claro, esse desconhecimento do caminho não
nos impede de ir adiante. Mas, por outro lado, faz por
vezes que nos esqueçamos que não temos
todo o tempo do mundo e vamos adiando certas pequenas
coisas, talvez nem tão importantes em si, mas
que nos fariam felizes.
Alguém me disse outro dia que o sonho de uma
pessoa conhecida mundialmente e que deixou o mundo cedo
demais era ir a Disneyland. E essa pessoa me disse:
_ por que será que nunca foi? Eu respondi que
é por que essa pessoa sempre achava que teria
tempo para isso e deixava para amanhã, para o
ano próximo ou, quem sabe ainda, para a velhice.
Velhice essa que nunca alcançou...
A
vida é uma estrada e cada minuto passado é
irrecuperável. Cada sonho que temos, simples
ou extraordinário, é um futuro que colocamos
no coração. É um pedacinho de felicidade
que almejamos e que, por vezes, pensamos poder deixar
de lado para as outras prioridades da vida.
É
possível que estejamos deixando a verdadeira
felicidade para depois, como quem guarda o melhor para
o fim, sem pensar que esse fim pode vir antes do que
se espera ou que o cansaço da própria
vida cause desânimo. Assim, os sonhos continuam
sonhos, quimeras, felicidades impossíveis, intocáveis.
E
o hoje passa que nem percebemos. Dizemos que a semana
correu, o mês correu, o ano correu. E nós?
Permanecemos nós, carregando muitos dos nossos
sonhos feito balões suspensos por uma linha,
pensando que amanhã ou depois os traremos para
mais perto, que poderemos tocá-los e senti-los.
E nem pensamos que uma hora ou outra nossas mãos
se abrem e o vento carrega a vida que não vivemos.
A
estrada da vida, mesmo se na nossa frente, continua
uma incógnita. Mas somos nós os passantes.
E se nosso sonho é uma flor, que a colhamos!
Se é uma viagem, que a façamos com o maior
prazer! Se é estar com alguém, que estendamos
então nossas mãos e apressemos nossos
passos!
Não sei o que virá depois da próxima
curva. Mas o que sei é que antes dela, cada um
deve procurar fazer-se feliz. Depois, virá o
que virá...
Se
eu puder desejar algo a cada um de vocês é
que olhem com jeitinho dentro do próprio coração
e saibam reconhecer o que ele precisa para bater mais
forte. E, reconhecendo isso, abracem a felicidade com
braços bem fortes!
Obrigada
a todos pelo carinho, visitas, divulgações!
Que
o Senhor os tenha sob Sua proteção, hoje
e sempre!
Carinhoso e forte abraço,
Letícia

A
aceitação
Se pensamos bem,
não somos muito humildes. Ou poucos são.
Somos insubmissos. Nas nossas necessidades vamos a Deus,
mas damos a Ele as respostas prontas daquilo que queremos.
Já ouvi mesmo pessoas dizendo, em oração,
"eu não aceito isso."
Mas Deus não é nosso servo, embora nos
sirva. Ele é Senhor. E Ele conhece nosso coração
além de nós e se Ele nos tira algo, certamente
nos dá outra coisa ou nos ensina algo.
Às vezes as pessoas me escrevem esperando que
eu dê uma solução para algum problema.
E minha solução é sempre a mesma:
buscar a Deus, buscar sabedoria, orar, não para
que os problemas se apaguem, mas para que se resolvam
da melhor maneira, para que aprendamos algo e possamos
passar nossas experiências para outras pessoas.
Não podemos evitar certas estradas, mas podemos
aprender a caminhar por elas porque o importante não
é o caminho, mas o fim dele.
Deixo aqui minha reflexão e espero que seja útil:

A
aceitação
-
Letícia Thompson -
As
adversidades chegam quando menos esperamos. Elas não
se anunciam, como as grandes tempestades ou os vulcões,
elas aparecem, simplesmente. Nos pegam de assalto, nos
deixam estáticos, sem reação.
E
nós que pensávamos que certas coisas só
aconteciam com os outros, sem nunca refletir que somos
os outros de outros! Estamos sim, debaixo do mesmo céu,
sujeitos às mesmas ventanias, aos mesmos vendavais,
somos tão vulneráveis quanto quaisquer
outros seres humanos.
Mas
aprendemos que vida é luta e por isso lutamos.
Utilizamos todas as armas colocadas à nossa disposição
e com a permissão de Deus.
Deus!!!
Ah, sim... nos lembramos dEle com mais freqüência.
Todas as pessoas não possuem essa habilidade
de cada manhã e cada noite chegar aos pés
dEle para agradecer pela saúde, pela felicidade,
por que tudo vai bem. Mas quando o mundo cai na nossa
cabeça é como se descobríssemos
essa verdade irrefutável: Deus existe!
E
com o coração dolorido e cansados, continuamos
lutando, fazemos nossa parte, tentamos segurar a vida
até que nos sentimos impotentes e nos dizemos
que nada mais há a fazer.
Seria
preciso termos a paciência de Jó para esperarmos
com a certeza que dias melhores virão.
Portanto,
há ainda, com o sopro de vida, uma última
esperança: a oração! Quando achamos
que perdemos tudo, podemos ainda dobrar os joelhos para
chegarmos à presença de Deus.
É
difícil aceitar o sofrimento e a dor, mas a aceitação
é o primeiro passo para melhor vivê-los,
suportá-los e, quem sabe, vencê-los. Não
somos assim tão diferentes dos outros, não
possuímos casas construídas sobre rochas
e somos vulneráveis, precisamos reconhecer isso
antes de tudo. Somos humanos. Humanos e dependentes
dAquele que nos criou.
Muitas
vezes é necessário cairmos para que reconheçamos
o quanto precisamos de uma mão; é preciso
uma doença para aprendermos o valor da vida,
para que saibamos o que significa união, como
um balde de água fria na nossa cabeça
que nos acorda e nos deixa mais atentos. Olhamos mais
à nossa volta, percebemos que nossos sentimentos
são mais sólidos e visíveis do
que pensávamos, despertamos, talvez, para pessoas
que estavam perfeitamente invisíveis aos nossos
olhos.
A
dor une muito mais que a felicidade, porque as pessoas
procuram apoiar e se apoiar. E ela nos abre os olhos
para Deus.
Não...
tudo não está perdido! Mas nem sempre
a solução é a que esperamos ou
desejamos. É preciso que, com joelhos no chão
e coração aberto possamos estar prontos
para receber, não o que merecemos, mas o que
precisamos, que seja a cura, a vida ou a consolação.
Jesus
aceitou a cruz porque sabia que seria vitorioso. E que,
hoje, possamos aprender com Ele a aceitar nossos fardos,
não como castigos, mas como lições
de vida, dessas que vamos descobrindo devagarinho, que
doem, mas que nos levam adiante, sempre vitoriosos,
porque sabemos que não carregamos sozinhos.
Amo vocês. Muito. E sinto
saudade.
Obrigada pela presença, real ou virtual, de cada
um.
Que esses lindos raios de sol que iluminam minha casa
e meu dia, possam chegar até a vida de vocês
levando ternura!
Que o Senhor abençoe mais essa semana, cobrindo
as necessidades particulares a cada um!
Um abraço apertado e cheio de amor!
Letícia

A
depressão
Letícia
Thompson
Quando
se olha o mundo de fora é muito fácil
dizer o que se deve fazer, como e até quando.
Achamos soluções para todo mundo, desde
que não estejamos envolvidos.
É fácil falar da dor que não sentimos,
do amor que não perdemos, dos problemas que não
temos e da vida que não vivemos. Somos assim
muito sábios quando o espinho não está
em nós!...
Os altos e baixos são comuns a todo
mundo. Ninguém vive em linha reta.
E há pessoas que suportam mais facilmente as
subidas e descidas da vida que outras, como umas pegam
certas doenças e outras não.
Há coisas que não se controla, pois se
tivéssemos escolha, optaríamos sempre
por uma vida sã.
A depressão é uma doença como uma
outra, não um capricho de quem deseja mais do
que a vida pode oferecer. Só quem passou ou passa
por isso sabe entender o que é.
E como toda doença, deve ser reconhecida, entendida
e tratada como tal.
Infelizmente todo mundo não está preparado
para ajudar em casos assim e tentam resolver os problemas
mostrando que há pessoas mais infelizes.
Contudo, não é possível minimizar
a dor de ninguém, fazendo-o comparar sua infelicidade
com as misérias do mundo.
Ninguém pode se sentir melhor porque do lado
de fora há mais sofrimento.
Se fosse assim, seria fácil ir dormir feliz a
cada dia, bastando assistir ou ler jornais.
É claro que muitas vezes vemos uma coisa triste
e pensamos no quanto somos abençoados por não
vivermos aquilo.
Isso é normal para todo mundo, nos faz refletir
sobre a realidade da vida.
Mas se passamos nossa vida com comparações
não vamos a lugar nenhum, pois sempre haverá
parâmetros diferentes e acabaremos nos sentindo
perdidos. Precisamos respeitar a dor e sentimento do
outro, como respeitamos os limites do seu jardim.
Cada vida é única, é própria.
Podemos ajudar uma pessoa depressiva mostrando-lhe o
lado belo da vida, dando-lhe razões para olhar
além do horizonte, criar objetivos e acreditar
neles. Podemos tirá-la do isolamento em que se
encontra dando-lhe palavras de reconforto e amizade,
fazendo-a sentir-se amada e útil.
Dizer a um depressivo que seus problemas são
mínimos porque há coisas piores na vida
não o fará sentir-se melhor.
Quando Jesus se referiu à pessoas com problemas
e ansiedades, mandou que olhassem os lírios dos
campos e as aves no céu e se repousassem, apontou
para coisas bonitas e alegres, nunca disse para olharem
os necessitados.
E Ele teve, também, Seu momento de dor, tristeza
e lágrima, como todo ser humano. As soluções
para os problemas começam com o reconhecimento
deles. Ter amigos que possam compreender já é
um passo na direção da cura. A compreensão
da dor do outro leva-lhe segurança.
E, segura, uma pessoa poderá se levantar e recomeçar
seu caminho, com toda ajuda que ela deve ter.
Depressão? Uma doença sim. E médicos
são úteis.
Amigos são preciosos. Orações são
imprescindíveis.

A
felicidade do outro
Vocês
sabem quando sabemos que amamos alguém de verdade?
Não é quando está tudo bem, quando
nunca houve maré baixa. Assim é muito
fácil. Que sejam amigos ou amores, é muito
fácil dizer que se ama e desejar a felicidade
do outro quando tudo corre como um rio tranqüilo.
Mas o amor mesmo, só pode ser provado quando
o coração estiver quebrado em pedacinhos.
Não que não exista se nunca ocorrem problemas,
claro que existe. Mas quando a adversidade bater na
porta da relação, aí então
é que podemos estar seguros dos nossos sentimentos.
Amor não se desmancha com mágoa não.
Nem com ressentimentos, nem com decepções,
nem com problemas. Que amor frágil é esse,
se assim for?
Sabemos que amamos alguém quando somos capazes
de desejar sua felicidade passando por cima da nossa
dor.
E é sobre isso que falo um pouquinho hoje.
E quem nunca sentiu um amor assim de tanta grandeza,
ore ao Pai. É um sentimento sublime e só
mesmo nosso Divino Pai é capaz de colocar em
nosso coração. E Ele não nos dá,
Ele nos oferece.
A
felicidade do outro
Letícia
Thompson
Acho
que sabemos que amamos verdadeiramente uma pessoa quando
a vemos partir, isso nos parte em mil, e ainda assim
desejamos que ela seja feliz, mesmo se nossos mil pedaços
vagam chorando em cada canto. Só o amor nos torna
seres assim tão superiores, capazes de tanta
grandeza.
Desejar
a felicidade de quem magoou nosso coração
não é assim coisa tão fácil.
Exige de nós uma força extraordinária.
Uma luta se trava em nós: parte nos empurra,
nos cega para o bom e abre nosso coração
à mágoa e outra parte se enche de ternura
com as lembranças do que de bom vivemos. É
nosso eu doente e nosso eu são dentro de um mesmo
espaço e cada qual tentando falar mais alto.
Como desejar a felicidade de quem nos feriu? Como passar
por cima? Não somos santos, é o que nos
dizemos. Somos feitos de carne, osso, alma e coração.
Temos sentimentos... e os bons ficam assim tão
miúdos quando os maus aparecem...
Só
mesmo um coração maior que nós
e nosso eu para vencer uma luta como essa. Só
mesmo um amor sem tamanho e uma bondade sem limites.
O
amor é uma água bendita! Ele lava as mágoas,
ele purifica, deixa branco, sem mácula. Se você
for capaz de perdoar a alguém que feriu seu coração
e ainda desejar a felicidade dele, saiba que o amor
é o dom maior que vive no seu ser e que você
é uma pessoa bem-aventurada!
E
pessoas bem-aventuradas não só caminham
com a felicidade do lado, elas caminham de mãos
dadas com ela e vai chegar fatalmente o dia em que essa
felicidade vai abraçá-las.
Tenham
todos uma tarde de amor e harmonia!
Que
o Deus de Amor esteja com cada um de vocês!
Um
abraço especialmente carinhoso!...
Letícia

A
generosidade
Quanto
mais pensamos na dor que nos incomoda, mais ela dói.
Quanto mais pensamos na solidão que nos machuca,
mais ela nos destrói. Quanto mais pensamos na
nossa pequenez, mais nos sentimos diminuídos.
As soluções para nossos problemas nos
parecem tão irreais quanto os contos mais fantásticos.
Damos demasiada importância a nós mesmos
e aos nossos problemas, como se fôssemos o centro
do universo. Mas se olhamos ao nosso redor e começamos
a abrir nosso coração, percebemos que
o mundo está cheio de pessoas doloridas, pequenininhas
e diminuídas. Pessoas para as quais a vida parece
sem piedade, pessoas que carecem, talvez não
de alimento, mas de afeto. Dói muito mais e mais
tempo um coração solitário que
um estômago vazio.
A
generosidade tomou, em nossos dias, formas materiais.
Considera-se mais generoso quem tem mais dinheiro para
oferecer. Isso torna as pessoas vaidosas. Mas, muito
mais que mãos generosas, Deus aprecia corações
generosos. Aqueles que não medem esforços,
os que fazem algo não para que o mundo veja,
mas para que este mesmo mundo seja mais completo. As
pessoas mais serenas e mais queridas de Deus são
aquelas que oferecem o coração como presente.
Aqui
vai nosso texto para hoje:
A
generosidade
© Letícia Thompson
Quanto mais caminho, mais percebo o quanto
o mundo anda sedento. As pessoas correm, sofrem, se
desesperam e continuam buscando a felicidade como se
essa fosse apenas uma miragem nesse imenso deserto que
a vida se transformou.
Há
muita gente no mundo, milhares e milhares. Portanto,
a solidão continua assolando vidas, maltratando
corações que, no fim do dia e das contas
acabam desacreditando nas portas que se abrem a elas.
Cada qual pensa no próprio eu e todo mundo se
isola. Enquanto isso, a vida continua, cresce a indiferença,
cresce o desamor, multiplicam-se as depressões
e incompreensões. As pessoas sentem-se vazias
e reagem como pessoas vazias. Vazias, pelo menos, de
amor e caridade, mas cheias de tristezas e desilusões.
Há,
portanto, dentro de cada um de nós um poço
de possibilidades e compartilhar de si é deixar-se
um pouquinho em cada um. Só não tem nada
para oferecer quem possui um coração vazio,
não as mãos. E acabar com a solidão
de alguém é contribuir para o fim da própria
solidão. Oferecer a esperança é
dar-se a si uma nova chance, é reabrir portas,
é descobrir o novo e entregar-se a ele.
Há
melhor presente no mundo que o dom de si? Há
coisa mais bonita que saciar o coração
de alguém? Devolver a esperança, por menor
que seja ela, é dar às pessoas a oportunidade
de descobrir o outro lado da vida, aquele que, embora
um pouco esquecido, ainda existe.
O
dia tem 24 horas e parece muitas vezes que são
insuficientes para fazermos tudo o que temos que fazer.
Lamentamos a falta de tempo para isso ou aquilo e pensamos
que um dia, quem sabe, se atingirmos a bênção
da velhice tranqüila, poderemos dar um pouco mais
de nós aos outros. Quanto engano!!!
Podemos
dar de nós a cada dia e a cada hora, agindo com
o coração e tendo uma atitude que nos
torna diferentes em qualquer lugar. Pode-se resistir
ao ódio por muito tempo, mas quem resiste à
ternura, ao afeto, ao amor e à boa-vontade?
Quando
as pessoas agirem com menos egoísmo e ao invés
de ruminarem a própria infelicidade começarem
a agir para o bem do próximo, as doenças
da alma começarão a encontrar a cura e
o amanhecer terá para cada um de nós um
outro rosto, mais sereno, mais amigo e mais esperado.
copyright © 2008
Que o Senhor Deus os abençoe,
cure suas feridas e suas dores e os encha de paz! Esse
é meu desejo para hoje!
Um forte e carinhoso abraço e até breve,
se assim Deus permitir!
Letícia

A
ilusão
Só
as verdades machucam. É tão real que chega
a ser doloroso. Às vezes as pessoas mentem e
parecem assim agradáveis. E o dia que decidem
ser "reais" acabam ferindo. Me pergunto então
o que as pessoas preferem. Viver num mundo de ilusões
onde tudo é bom, bonito, sem falhas? Isso é
ilusório, é tapar o sol com a peneira,
esconder a cabeça debaixo da terra ou qualquer
outra expressão que diga que as pessoas preferem
ignorar aquilo que pode abrir-lhes os olhos para o mundo
real. Muitos relacionamentos caminham na ilusão
porque as pessoas preferem ignorar os problemas, afinal
a verdade dói e nos obriga a ver o mundo de frente.
Precisamos diferenciar o sonhar com o estar fora da
realidade. Precisamos reconhecer que o mundo está
aó, ora feio, ora bonito, mas é o que
temos pra nós e que o tempo que gastamos não
recuperamos. Precisamos caminhar firme e aprender a
abraçar a vida na sua inteireza. E seremos, assim,
felizes.
A
ilusão
©
Letícia Thompson
A
ilusão é como aquele presente que chega
enrolado num papel bem bonito, às vezes tanto
que nem queremos abrir por medo, talvez, justamente
de saber o que vem dentro.
Não
buscamos ser enganados cientemente, mais inconscientemente
desejamos que tudo o que é feio, mal, que faz
mal, que decepciona, que fere fique em algum lugar longe
do nosso alcance. Fechamos então os olhos a certas
coisas e preferimos viver na ilusão de que tudo
vai bem. Quantas pessoas não vivem assim a vida
inteira de olhos fechados?
O
mundo não é um campo florido sem espinhos
e em muitas ocasiões, particularmente ante o
desconhecido, precisamos abrir nós mesmos o caminho
para uma vida plena. E o que é uma vida plena?
É a vida cheia da maturidade e do conhecimento
do bem e do mal e a faculdade de poder fazer uma escolha.
O
desconhecimento do mal não diminui nosso sofrimento,
apenas encobre-o e dá-nos a ilusão de
que tudo vai bem. É como estar doente e preferir
ignorar, o tratamento não vem e menos ainda a
cura ou a possibilidade dela.
Pessoas
mentem-se porque não têm coragem o bastante
para encarar a realidade, enfrentá-la e passar
por cima dela. Muitos vivem de falsas felicidades, máscaras
que preferem colocar diante dos outros e que somente
nos momentos mais profundos de se estar consigo mesmos
é que tiram e não podem impedir que as
lágrimas corram. Nessas horas são verdadeiras,
feridas certamente, mas vivas e reais.
É
a maneira de encarar o mundo que diferencia os que chamamos
de fracos e fortes. Os primeiros mentem-se e seguem
assim e os segundos abrem essa embalagem bonita, decepcionam-se
com o que encontram e se dizem que ainda assim construirão
alguma coisa...
porque viver é experimentar a vida nos seus pormenores,
provar do doce e do amargo e ter no coração
a certeza de que as verdades, mesmo doloridas, nos tornam
mais fortes e nos condicionam a buscar o que há
de melhor em nós.
copyright ©
2008
Obrigada por estarem
do meu lado, pelas divulgações, pelo carinho
e pelas palavras que me enviam. Que o Senhor dê
a cada um segundo o que pede o seu coração!
Uma linda tarde a todos e um abraço mais que
carinhoso,
Letícia

A
ingratidão
A
felicidade e infelicidade são o nosso estado
de alma, ocasionados geralmente por fatores exteriores,
que buscamos ou não. Quantas vezes a gente não
se sente triste por causa de uma pessoa que nem sabe
que nos ocasionou tristeza? Somos nós quem reagimos
de uma maneira ou de outra ante o que nos acontece.
Resolvi hoje falar sobre a ingratidão, não
ela em si, pois esse assunto eu gostaria de desenvolver
em outro texto, mas sobre o nosso sentimento em relação
às pessoas que achamos nos dever gratidão.
Aquelas às quais nos dedicamos com amor, sem
avaliarmos todas as conseqüências que carregam
essa mesma palavra. E, por causa dessa dedicação,
dessa entrega, renúncia em muitos casos, começamos
a nos sentir injustiçados depois. E então
a infelicidade toma conta do peito, da alma e vai nos
deixando infelizes exatamente por que quisemos fazer
a felicidade de uma outra pessoa. Tudo muito contraditório!...
Amar incondicionalmente é amar de olhos fechados
e coração escancarado. É atravessar
uma ponte e derrubá-la atrás de si, sem
deixar retorno, sem esperar retorno. E se contentar
dessa ação. Sentir-se recompensado e feliz
simplesmente por ter dado algo de si. Utopia? Não,
é uma questão de amor. Simplesmente.
Aqui
vai nosso link para hoje:
A
ingratidão
©
Letícia Thompson
Nos
fazemos felizes, quando acolhemos em nós os resultados
positivos daquilo em que colocamos nossa esperança
e nosso coração.
Mas,
de uma forma igual, a infelicidade nos atinge, não
necessariamente por que nos tem como meta, mas por que
assim a recebemos.
Para
percebermos essa realidade, é só prestarmos
atenção às nossas reações
ante atos e os verdadeiros desejos daqueles que provocaram.
Há
pessoas que nos ferem voluntariamente, mas numa grande
maioria das vezes, nos sentimos feridos, tristes e abatidos
simplesmente por que reagimos a um fato, gesto feito
ou não ou a uma palavra dita ou esquecida.
Nossa
sensibilidade ou melhor dizendo, susceptibilidade, encobre
nosso céu, mesmo se fora o sol brilha com toda
a sua força.
O
amor puro e incondicional, por que amor, deveria fechar
os olhos após cada ato. Dar-se, doar-se por amor
e por que assim deve ser e ponto final seria a sublimação
do altruísmo na raça humana.
Portanto,
falhos somos no nosso amor e daí nasce o sentimento
de ingratidão que machuca tanto nosso peito.
Achamos
que as pessoas são ingratas por que esperamos
delas um reconhecimento pelo que fazemos. Nos sentimos
miúdos, usados, desgastados, por que damos sem
cessar do nosso eu, nosso tempo e o retorno nunca vem.
E nessa ansiedade, nos tornamos infelizes e culpamos
o outro.
Ora...
o verdadeiro amor que Deus nos ensina não é
uma questão de prestar serviço e aguardar
o pagamento. Isso seria um contrato. O verdadeiro amor
é dar-se e ter como recompensa o sentimento de
ter-se dado e feito bem ao próximo. Nada mais
que isso.
Amar
incondicionalmente é amar de olhos fechados e
coração escancarado. É atravessar
uma ponte e derrubá-la atrás de si, sem
esperar retorno. E se contentar dessa ação.
Sentir-se recompensado simplesmente por ter dado algo
de si.
Se
alcançamos essa grandeza de alma e riqueza de
espírito, o sentimento de insatisfação
desaparece e atingimos o ápice do amor.
Já
estava com saudade de vocês. Mas aqui estou e
aqui estamos. Juntos, embora espalhados pelos quatro
cantos da terra.
Obrigada a todos pelas suas presenças na minha
vida, que tanto bem me faz!
Que o Senhor ouça atentivamente a cada coração
nesse dia de hoje! Que as estrelas brilhem mais forte,
que cada um de vocês sinta paz interior para uma
noite de repouso tranqüilo.
Com todo meu carinho, deixo aqui meu abraço cheio
de ternura!
Letícia

A
tentação
Como
cresci evangélica, nunca me passaram pela cabeça
certas coisas que muitas pessoas se perguntam. Um dia
me perguntaram que se Deus sabia que o homem pecaria
por que colocou a árvore do bem e do mal no jardim
do Éden. Não tive resposta e disse que
devemos seguir Deus por fé e que um dia teremos
respostas para todas as coisas. Por que se questionar?
Mas com o tempo
e, talvez, um pouco de maturidade, eu me digo que existe
uma resposta sim, para uma pergunta desse gênero.
Eu já disse em um dos textos que Deus não
nos fez marionetes, mas nos fez humanos; Ele nunca teve
a intenção de nos manipular, mas sempre
nos respeitou, dando-nos o direito de escolher nossos
caminhos. É possível que no coração
dEle tenha doído deixar no meio do jardim a árvore
do conhecimento do bem e do mal, mas Ele nos amou o
bastante para nos deixar livres para escolher. E o que
precisamos mesmo é estar conscientes que, quaisquer
que forem nossas escolhas, deveremos assumir as conseqüências.
Foi assim no princípio e é assim nos dias
de hoje.
Hoje escrevi sobre
a tentação. São várias e
de diferentes formas para cada um. A sabedoria consiste
em vencê-la. Mesmo Jesus passou por ela, fragilizado
pela fome, mais para nos dar exemplo do que qualquer
outra coisa. Ele nos provou que podemos ser mais fortes
e superiores a todas as coisas que possam tentar nos
derrubar. Talvez Sua carne estivesse fraca naquele momento,
mas seu Espírito estava preparado, como o nosso
pode e deve estar.
Aqui
vai um pouco de reflexão sobre isso:
A
tentação
Letícia
Thompson
A
tentação é uma prova pela qual
passa nossa parte humana em grau mais ou menos elevado.
Geralmente atinge nosso lado fragilizado e carente onde,
por isso mesmo, existe uma brecha. Ou seja, chega nos
momentos onde estamos mais vulneráveis e é
preciso estarmos atentos para não cairmos nessa
armadilha que nos conduzirá ou ao sofrimento
ou a perdas, às vezes irreparáveis.
Elas
são diferentes para cada um segundo aquilo que
seu coração dá maior ou menor importância.
Assim, um copo de bebida alcoólica representa
uma tentação para quem está tentando
parar de beber e não representa nada para uma
pessoa comum. Por isso mesmo precisamos estar vigilantes
com as nossas fraquezas, pontos sensíveis onde
sabemos que podemos ser levados.
Não
se julgue forte demais. Você nunca esteve diante
de algo que foi mais forte do que suas próprias
forças e que te fizeram, por um instante, se
esquecer de tudo o mais? Alguma coisa assim tão
forte que por um momento você tivesse perdido
toda a noção de pecado, certo ou errado...
por alguns intantes você não pensou, você
se deixou levar, sem medir conseqüências,
sem pensar no depois. É como se no mundo todo
só existisse você e seu desejo. Mas a realidade
é cruel depois. A consciência acusa. Para
alguns é suficiente esse sentimento de culpa
para refletir e parar por aí. Mas para outros...
a prática contínua de atos pecaminosos
pode levar à idéia de que tudo é
natural e sempre haverá uma desculpa, um meio
de justificação para esse ato ou aquele.
Deus
não nos acusa. O fato de cairmos em tentação
uma vez ou outra não nos torna pessoas perdidas,
desde de que reconheçamos nosso erro. O que Deus
não aprova são essas pessoas para as quais
o pecado torna-se coisa natural e que se justificam
dizendo que a vida passa muito rápido e que devemos
tudo experimentar.
Se
você se conhece o bastante para ter consciência
das suas fraquezas e não sabe se terá
forças ou não para resistir, evite passar
pelo caminho. Isso se chama sabedoria. Se sabemos que
existe um abismo na nossa frente, vamos nos desviar,
não? É assim com a vida... certos caminhos,
certas escolhas, podem ser abismos dos quais dificilmente
poderemos sair.
A
felicidade plena é a paz de espírito,
a sensação de bem estar com a vida, com
o corpo, com a alma. Se estamos nesse caminho, sigamos
em frente. Se não... é sempre tempo de
voltar e escolher uma nova direção.
Agradeço mais uma
vez a presença, carinho e visitas de cada um
de vocês.
Deus os abençoe mais
esta noite com os mais lindos sonhos!
Abraço carinhoso,
Letícia

A
(in)tolerância
Uma
das coisas que mais nos causam sofrimento é a
nossa incompreensão da nossa diferença
com os outros. Não é essa a explicação
para o que chamamos de decepção? Nos decepcionamos
porque algo que esperávamos veio de forma diferente,
segundo outras regras ou outros padrões. Nossos
amigos não são nossos iguais e menos ainda
nossa outra metade. E qualquer contrariedade ao que
somos ou esperamos nos surpreende e nos assusta. E pode
fazer crescer muros onde antes cresciam flores.
Mas não é porque eu não faria isso
ou dessa maneira que o outro não pode fazer porque
eu sou, de todas as formas, o outro de outras pessoas.
E se me decepciono, ah!, como devo, de tempos a outros,
espalhar sem querer sementinhas de tristeza e decepção!
Somos tolerantes com nós mesmos e com nossos
erros. Nos desculpamos, olhamos pro lado, fazemos de
conta que não foi importante. E como somos rudes
quando julgamos que para outras culpas não há
desculpas, que justificativas não atenuam a dor,
que é assim e ponto final!
Dar o braço a torcer, recolher pedaços
do nosso eu quebrado e ter a humildade de estender a
mão requer de nós um esforço sobre-humano.
Mas dar a mão, de qualquer forma que seja, já
é um ganho e é mostrando ao outro o quanto
podemos ser grandes nos fazendo, se necessário,
pequenos, que ensinamos a ele esse caminho estreito
e bem-aventurado da felicidade.
Uma reflexão sobre a (in)tolerância para
todos nós:

A
(in)tolerância
©
Letícia Thompson
As
flores toleram as abelhas, mesmo se estas lhes tiram
o néctar, mesmo se, por vezes, por acidente,
uma pétala se machuca.
A
natureza tolera os ventos que arrastam folhas e quebram
os galhos, tolera as torrentes e correntes que não
perguntam o que carregam na sua passagem.
A
própria lua tolera as mudanças e acolhe
serenamente cada fase com dignidade.
Só
nós, humanos e racionais, somos assim intolerantes
com a vida, com o próximo, com o que nos acontece,
com o que deixa de nos acontecer, com as diferenças
e os diferentes que mal suportamos.
Damos
de nós e queremos ficar inteiros; recebemos e
queremos continuar os mesmos, abastados do nosso eu,
sem as máculas dos pecados que nos deixariam
iguais a todo mundo.
Queremos
amar o que nos é próximo, pois que nos
disseram "ama a teu próximo" sendo
que esse outro deve ser uma correspondência daquilo
que somos. O que é diferente nos decepciona e
nos faz sofrer.
Por isso cobramos tanto dos outros e permitimos que
essa negra nuvem encha nossa alma de tristeza ao depararmos
com ações e reações diferentes
das que esperamos.
Mas
não é amar tolerar que o outro seja outro
e aceitar com resignação e alegria até
que, mesmo nos possíveis deslizes, esse encha
nossa vida de novos ares e novas flores?!
A
tolerância é uma incontestável prova
de amor e de humildade; é o eu que se inclina
para se reerguer mais rico, mais pleno, mais aberto,
mais solto e mais livre.
Mais
livre!!! E por isso mesmo mais feliz!
Ser
flexível na vida não é se curvar.
É simplesmente abrir-se como abrem-se nossas
janelas para que o sol entre e ilumine nosso recinto.
É um ceder que nos enobrece, pois nos permite
degustar da vida nos seus mínimos detalhes.
Obrigada
pelo carinho que me dedicam. E que o amor dAquele que
é maior que nós possa estar enchendo de
plenitude os seus corações!
Tenham uma linda e muito abençoada noite!
Com muito amor!
Letícia
http://www.leticiathompson.net/Livro_LT.htm
©
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