Dentre as histórias
mais bonitas e que mais gosto na Bíblia encontra-se
a de Jacó. Claro, pra uma romântica como
eu tinha que ter algo relacionado a coração.
Mas é uma história que vai muito além
do que uma história de coração.
Diz
a Bíblia que ele trabalhou 7 anos por amor a Raquel.
E eu imagino
quantos sóis e quantas luas coroaram seus dias
e o quanto não sonhou. Lemos no livro de Gênesis
que "serviu Jacó sete anos por amor a Raquel,
mas estes lhe pareceram poucos dias pelo muito que a amava."
E quando o tempo chegou, uma outra foi colocada no lugar
daquela que ele esperava. Imagino a decepção
daquele coração. Talvez um outro tivesse
desistido... mas um coração que
ama, não desiste assim tão facilmente daquilo
que deseja. E ele dispôs-se a trabalhar ainda mais
sete anos por amor.
Se
tivéssemos um coração como o de Jacó,
lutaríamos com mais afinco pelos nossos sonhos,
nossos planos. Enfrentaríamos o sol e as insolações,
as chuvas e períodos de seca, mas nosso coração
continuaria inteiro. Eu sei que não é fácil
guardar-se quando a vida nos quebra, nos mói, exige
de nós coerência e cabeça erguida.
E esses dias que vivemos são particularmente
difíceis! Nos debatemos e nem sempre encontramos
saída. Aprendemos a desacreditar na vida e no amanhã,
por que é difícil manter-se de pé
quando parece nadarmos contra a corrente. Mas não
estamos sozinhos. Temos em nós esse sopro de vida
que nos incita a continuar e não desistiremos assim
com tanta facilidade. Muitas vezes nossa força
está em buscar um pouco de repouso, mas isso não
significa desistir. É preciso ainda acreditar na
vida e trabalhar pelo que acreditamos como se nosso amor
estivesse do outro lado do caminho. Precisamos guardar
intactas nossas metas e, sobretudo, a nossa
fé, que é a que nos segura, nos mantém
livres e fortes.
Hoje
eu escrevi um texto simples e espero que fale a pelo menos
um coração.
Se for o caso, meu coração já estará
feliz:
Acredite!
©
Letícia Thompson
Nossa
visão do mundo é muito limitada. Mesmo nossos
sonhos mais longínquos não nos permitem
ir mais além quando nosso eu está ferido.
Quando
tudo vai mal, quando não conseguimos acrescentar
uma gota sequer de solução aos nossos problemas,
começamos a ver o mundo como se tudo fosse cinza,
como se tivéssemos o poder de ir apagando toda
a beleza que está espalhada à nossa volta.
A
questão nem é ser negativo, pois uma pessoa
negativa o será sempre, mas é de ir deixando
aos poucos de acreditar que algo possa ser mudado, simplesmente
porque o tempo é interminável quando sofremos
ou esperamos alguma coisa que tarda a chegar, ou ainda
quando tomamos as dores dos outros acompanhando o movimento
do mundo.
Mas
mesmo quando tudo estiver cinza, quando as possibilidades
de saída te parecerem como muros altos e instransponíveis,
continue acreditando! Não deixe a peteca cair!
Eu
garanto que enquanto você se mantiver em movimento
para construir alguma coisa, a esperança vai estar
no seu caminho como uma vela acesa iluminando sua passagem.
As esperanças só morrem quando morremos
em nós, quando deixamos de acreditar que a vida
é esse monte de vivências às vezes
contraditórias, doloridas e belas ao mesmo tempo.
Jamais
permita que a tristeza tenha símbolo do seu nome!
Que ela venha quando não puder evitá-la,
mas que fique justo o tempo necessário para ensinar
alguma coisa. Pare um pouquinho e olhe a natureza: ela
nunca desiste! As estrelas continuam brilhando apesar
dos vendavais que agitam as nuvens.
A
solidão às vezes é benéfica,
quando nos faz refletir sobre nosso eu e nossas razões
de vida. Mas não deve ser uma companheira inseparável
que nos isola do mundo. Há mãos estendidas
na nossa direção. Sempre há! Só
não vemos quando olhamos pra trás ou quando
fechamos os olhos.
Mesmo
quando não acreditamos em mais nada, Deus continua
acreditando em nós. E Ele renova nossas forças,
nos sustenta, nos mantém de pé, ainda se
nossos joelhos se dobram e nos sentimos incapazes de continuar.
O
importante é continuar essa aventura da vida, sem
baixar os braços, sem baixar a cabeça. Temos
todo o direito de cair, mas temos o dever de resistir.
Ainda que a lua se consuma e o sol desapareça,
que o infinito se desfaça e a terra se perca, há
esperança para cada um de nós. Eu acredito!
Eu
sei que muitos e muitos precisam continuar acreditando
que o melhor ainda está por vir. E desejo que acreditem!
Obrigada
ainda a todos vocês que juntam-se a nós agora
e aos que já estão há tempos. Somos
uma grande lista e se cada um de nós passar um
pouco pelo menos de esperança a uma outra pessoa,
o mundo já terá tido uma mudança
positiva. Quando se trata de amor não devemos quebrar
correntes, mas criá-las.
Que
essa tarde e noite sejam abençoadas. Que haja um
brilho especial para cada um! Que o Senhor esteja presente
a cada momento!
Com
muito amor!...
Letícia

A
Verdade
"Eu
sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem
ao Pai se não for por mim." - Jesus
Em 1991 eu estava viajando, com meu marido e um casal
de amigos de Marrakesh para Casablanca, onde deveríamos
passar a noite. E eles decidiram procurar um hotel fora
da cidade. Perguntamos então por que não
iríamos diretamente a Casablanca se era lá
que deveríamos ficar e eles disseram que primeiro
tentaríamos achar um hotel que não fosse
no centro. E rodamos assim um bom tempo, até que
já era tarde da noite e nada de achar lugar para
hospedar, estávamos todos cansados e eles decidiram
então ir a Casablanca, onde encontramos o hotel.
Estávamos exaustos. Me lembro que minha amiga me
olhou rindo ironicamente e me disse: "por que fazer
simples, se complicado chegamos ao mesmo resultado?"
Esse episódio ficou gravado na minha mente. E penso
em como fazemos isso com a nossa vida. Damos voltas e
mais voltas procurando alternativas, entramos por certos
caminhos que nem sabemos ao certo onde nos levarão,
pegamos atalhos... sabemos qual é nosso destino
final, mas antes de chegar lá vamos procurando
outras alternativas. Fazemos complicado o que poderia
ter sido simples. E, no final das contas, acabamos nos
voltando ao nosso objetivo. Mas então já
cansados, abatidos, muitas vezes até amargurados,
pisados, cheios de tristeza.
Assim é a vida com Deus. Poderia ser tão
simples. E pode. Ele nos criou e quando o pecado criou
a separação, ainda ofereceu o Filho para
que pudéssemos ter uma nova chance. E sabemos disso.
Todo mundo sabe, embora muitos neguem. E as pessoas se
perdem em outras buscas. Na verdade, só existe
um meio de restaurar nossa relação com Deus,
só um meio, só uma ponte: Jesus, a Verdade
que liberta. Quem crê nisso, encontra de imediato
a paz e repousa... quem não crê, espero ainda
que um dia nos encontremos no fim dessa estrada. Não
há garantias que se vai chegar até lá.
Garantia, só quem dá é Deus, pela
fé.
Eu sei que muita gente pensa que é necessário
conhecer um pouco de tudo para tudo entender e então
saber melhor escolher. Eu confesso que não conheço
quase nada. O que conheço, creio e isso que me
basta.
Jesus me basta!
Aqui vai
nosso texto para hoje:
A
Verdade
Letícia
Thompson
Creio
que a busca de todo ser humano é o equilíbrio
espiritual, emocional, físico e financeiro. De
uma forma ou de outra, chamamos isso de felicidade para
resumir.
E
para que a vida tenha tido um sentido no seu fim, o homem
quer ainda salvar a sua alma. O que é natural,
pois a plenitude da vida do homem é o seu reencontro
com Aquele que o criou.
E
todo mundo corre atrás dessa felicidade, desse
bem maior. Vai-se de um lado para o outro, crê-se
nisso ou naquilo, porque é necessário apegar-se
a alguma coisa nesse mundo para que a vida tenha sentido,
para que possamos esperar pelo dia seguinte e acreditar
que no próximo ano as coisas estarão melhores.
Por
que os homens procuram tantas soluções para
os seus problemas se a única que existe está
tão próxima deles? Talvez justamente porque
o que está perto demais a gente não vê
direito. O que é evidente a gente não enxerga,
está tão perto que nem prestamos atenção.
Tudo parece tão comum quando está junto
de nós o tempo todo!
É
preciso se ter consciência que todo caminho não
conduz a Deus e é por isso que a humanidade se
sente perdida. Tanto que ela não se reencontrar
nAquele que a gerou, ela vai continuar vagando, nessas
idas e vindas que a conduzirão a muitas coisas,
menos ao essencial.
Existem
muitas verdades no mundo? Sim, muitas. Mas só UMA
conduz a Deus: Jesus!
Religiões
e crenças não levam a Deus, embora possamos
aprender muito com grupos de pessoas que têm o mesmo
objetivo que nós. Mas nenhum outro ser humano que
não seja Jesus pode nos levar ao Pai, em nenhum
outro encontraremos respostas para nossa felicidade. A
vida é efêmera, as pessoas vêem e se
vão, mas Jesus é eterno.
Fazer
o bem, amar o próximo e levar uma vida correta
é conseqüência do nosso relacionamento
com Deus, não um caminho para se chegar a Ele.
Homens podem curar, fazer milagres, trazer a paz, nos
mostrar o caminho, mas ainda assim só serão
homens, por melhores que sejam, simples mortais. A natureza
é linda e perfeita, mas foi-nos dada para nosso
deleite, e mostrar o quanto Deus é minucioso na
sua perfeição, mas ela jamais vai nos conduzir
a Ele.
Só
existe uma Verdade Absoluta e quem crê em Deus,
deve crer nisso. Só existe UM Caminho! Quem negar
isso, nega todo o sacrifício da cruz e as próprias
palavras do Mestre. Quem negar isso, nega o amor dAquele
que nos amou acima de tudo.
Há
mistérios no mundo que a nós não
foi dada a ciência para desvendar. Não ainda.
Mas um dia nossos olhos se abrirão e teremos todo
o entendimento.
Enquanto
isso, sejamos pacificadores, sejamos o sal da terra e
a luz do mundo, sejamos aqueles que seguem as pisadas
do Mestre, sejamos aqueles que já compreenderam
que Deus está junto de nós e que podemos
caminhar de mãos dadas com Ele se assim decidirmos.
Isso vai fazer toda a diferença no nosso caminho.
Creiam nisso!...
Espero reencontrá-los
em breve e com o coração cheio de paz, essa
paz que eu sinto e espero passar através desse
dom que Deus me deu e me permite estar perto de vocês!
Tenham uma linda e abençoada noite!
Até breve, se Deus permitir!
Um abraço forte, carinhoso e cheio de amor!
Letícia

A
adolescência
Quando
passei por problemas na idade adulta e que olhei pra trás,
quase ri de mim mesma. Quando a gente é adolescente
e que sofre, tudo parece tão grande, tudo é
tão exagerado! Um amor que não deu certo
e é o mundo que desaba na cabeça; os pais
não aceitam isso ou aquilo, criticam nossas amizades
e parece que a terra toda está contra a gente.
Nos sentimos tão incompreendidos e achamos que
sabemos tudo de tudo. O futuro é límpido,
são os grandes que não nos compreendem,
eles são de outra época... pois é...
e dói de verdade. Nós nunca podemos duvidar
da dor de ninguém, nem da intensidade dela. E dor
de adolescente dói mesmo!
Mas
alguns anos depois, algumas pessoas bem que trocariam
esses verdadeiros problemas de adolescentes pelos verdadeiros
problemas de adultos. Mas é mesmo preciso chegar
a uma certa idade, a uma certa maturidade para se compreender
isso. E talvez seja bem que seja assim, cada coisa a seu
tempo, cada dor na sua hora, cada felicidade no seu momento.
Apesar disso, não custa passar um pouquinho das
nossas experiências, aquilo que a vida nos ensinou
e que só enxergamos depois, bem depois.
Esse
texto que vou enviar é um pouco particular. Na
verdade ele foi escrito sob encomenda para um aniversário
de 15 anos. Eu fiz, já há alguns meses e
agora me disse que poderia compartilhá-lo com vocês.
Mostrando a um amigo hoje eu disse a ele que era bom para
os adolescentes e ele me disse: "é, para os
pais também."
Espero
que gostem:
A
adolescência
© Letícia Thompson
A vida é uma maravilhosa
caixa de surpresas!
Não tenha pressa em viver, mesmo se todos dizem
que a vida corre. Deus, na Sua infinita sabedoria, fez
tudo a seu tempo e nos dá o tempo necessário
para tudo descobrir.
As crianças querem crescer depressa, os adolescentes
querem ser adultos depressa e os mais vividos gostariam
de voltar atrás. E tudo o que todos conseguem com
isso é atrapalhar a ordem natural das coisas e
é por isso que muitas vezes temos a impressão
que o mundo está de cabeça pra baixo.
A adolescência é um período intermediário
entre a criança e o adulto e é importante
buscar a afirmação.
Não corra, não queira tudo experimentar,
não queira envelhecer depressa!
Descubra, dia-a-dia, o que essa maravilhosa caixinha te
reserva e acolha o que ela te oferece de braços
abertos.
Não tenha medos, eles te impedirão de viver.
Mas não encare a vida com ousadia exagerada, ela
podera causar danos irreparáveis. Aprenda o equilíbrio.
Cultive seus sonhos, mas sem ignorar que a realidade existe.
Saiba que se todos os seus sonhos se realizassem, sua
vida acabaria.
Não feche os olhos à dor, é ela que
te ensina a melhor apreciar seus momentos de felicidade.
Seja bom, franco, honesto! As pessoas aprenderão
a te conhecer pela sua maneira de viver mais do que pelas
suas palavras.
E quando o amor vier te encontrar, acolha-o com doçura,
sem esperar demais, sem cobrar demais, sem querer demais.
E se ele partir, prepare a terra do seu coração
para uma nova semente.
Nunca desista de um caminho por causa de uma barreira.
Muitas vezes elas chegam para provar nossa resistência,
não para nos impedir de caminhar.
Saiba que a paciência é uma das maiores virtudes.
Cultive-a! Ela te ensinará a vida!
E, qualquer que seja o caminho que tenha que atravessar,
saiba que Deus estará presente, que nunca te abandonará
e que será seu guia. Segure Suas Mãos santas!
Construa, dia-a-dia, suas lembranças de amanhã!
Obrigada
ainda pelo carinho da presença de vocês!
Que
esse Deus maravilhoso e de paz esteja com vocês
e que tenham uma noite muito bonita!
Com
amor,
Letícia

Muito
além das aparências...
Nos preocupamos
pouco com o que as pessoas são na realidade, se
vemos como estão. Mas vamos todos muito, muito
além das nossas aparências. Ninguém
percebe nosso coração agitado e nem por
isso ele bate menos forte. Ninguém pinta ou desenha
o amor ou o medo, mas eles existem. Ninguém dá
cor à esperança e, no entanto, ela colore
e dá razão aos nossos dias. Existimos, mesmo
se invisíveis aos olhos dos que nos cercam. Choramos
por dentro, mesmo se o que as pessoas vêem é
uma capa do que elas mesmas gostariam de ver.
As pessoas se interessam pouco
pelas outras. Ou poucas se interessam verdadeiramente.
Nem sempre é necessário que palavras sejam
ditas, elas saem de qualquer modo. Mas quando as pessoas
olham nos olhos dos que conversam com elas, que elas procuram
ver o que vai além do que parece... Ah! Como isso
aproxima, acalenta, encurta distâncias! Como isso
abraça, mesmo sem braços enlaçando!
E nessas horas, mesmo se somos pequenos, nos sentimos
gigantes e somos capazes de enfrentar o mundo.
Hoje meu texto tem esse título:
Muito além das aparências... Um pouco de
reflexão para todos nós:
Muito
além das aparências...
© Letícia Thompson
Não...
quem vê cara não vê coração,
nem a alma, nem a solidão ou o desespero escondidos
atrás de sorrisos ou gestos. Não que essas
coisas não sejam transparentes, mas o que as outras
pessoas gostam mesmo são das evidências.
Para elas, se sorrimos, é evidente que estamos
felizes e não há razão para ir além.
As pessoas se esquecem simplesmente que existimos além,
muito além das aparências.
Se você diz que está triste, seus verdadeiros
amigos vão querer saber por quê, vão
se interessar. Talvez antes que você pronuncie uma
palavra eles já notaram, por que te conhecem o
suficiente. Mas em geral cada qual já tem suas
próprias preocupações, legítimas
ou não, para querer saber o que se passa dentro
de um coração fechado.
Diz-se "como vai você" ou "tudo bom"
mais por educação do que por interesse em
saber realmente como o outro vai. Faz parte do palco da
vida onde cada qual representa seu papel. E quando as
cortinas se fecham, fecha-se também o mundo em
torno de si. Pessoas sentem-se sozinhas, choram sozinhas
e oram em silêncio para que a solidão faça
uma viagem para bem longe...
Todo mundo parece tão preocupado com sua busca
de felicidade, seu par perfeito, suas realizações...
suas! Olhássemos nós um pouquinho mais para
o lado e veríamos que não pode haver felicidade,
ou perfeição, ou realizações
se temos tudo, se conseguimos tudo, mas não conquistamos
verdadeiramente um coração.
As pessoas existem além das aparências, elas
amam além das aparências, elas sofrem além
das aparências. Elas são, simplesmente.
A gente aprende muitas coisas na vida, mas pouco aprendemos
sobre olhar. Olhar dentro, pra dentro... fotografar em
si as necessidades alheias e tentar supri-las com um interesse
verdadeiro. A superfície engana tanto e tanto!
Mas ninguém disfarça um olhar que brilha
ou que chora.
Existiria menos egoísmo e menos solidão
se olhássemos mais nos olhos das pessoas, se compreendêssemos
que para elas muitas vezes mais importante que um pedaço
de pão é um pouco da nossa atenção.
Aqui
o inverno dá os primeiros passos. As árvores,
ora coloridas com maestria pelas Mãos do Mestre,
começam a desnudar-se para o sono hibernal. É
triste, melancólico, mas é a vida. Mesmo
a natureza precisa de repouso. E depois ela volta, mais
linda que nunca. E espero isso com paciência.
Fiquem todos na paz de Cristo.
Deixo aqui meu agradecimento aos que estão comigo
e àqueles que chegam a cada dia.
Uma estrelada e especial noite
a todos vocês!
Com muito amor,
Letícia
Bélgica *Novembro
de 2006

Alternativas...
Alguém me disse uma
vez que a pena que sentimos dos outros é a pena
que sentimos de nós mesmos. Isso pode nos surpreender,
pois talvez nos sintamos superiores demais aos que são
menos beneficiados pela vida. Quem nunca sentiu piedade
de uma pessoa à qual a vida podou de um braço,
uma perna, um olho?... E quem não se curvou de
admiração ao ver que essas mesmas pessoas
desenvolveram coisas à nossa mente impossíveis?
Diante de adversidades, as pessoas procuram alternativas,
meios de sobrevivência ou de qualidade de vida.
E elas, geralmente, conseguem. Por aí vemos que
incapazes não são as pessoas que não
têm meios, mas as que não tentam. A deficiência
não está no
nosso corpo físico, frágil e mortal, mas
na nossa mente. Alternativas a vida nos oferece e se não
é o caso, somos seres perfeitamente capazes de
criar, inventar. A necessidade nos torna muitas vezes
criativos, como quando crianças que não
têm o que brincar fabricam carrinhos de lata, madeira
ou o que estiver à sua frente.
Nossa "perfeição"
nos acomoda. Nossa "perfeição"
nos impede de inventar a vida, de desenvolver sentidos,
de experimentar o inimaginável. Por isso, lancemos
fora os porquês do que nos acontece e vamos tirar
proveito disso para, quem sabe, criar um mundo melhor.
Nosso texto para hoje:
Alternativas...
©
Letícia Thompson
As
facilidades da vida nos limitam. Todas as nossas perfeições
nos deixam assim preguiçosos e acomodados. Não
desenvolvemos, por que não vemos a necessidade
de ir além. É como ter acesso a algo e nunca
buscá-lo, exatamente por que está ali, disponível.
Nos
extasiamos diante daqueles que encontram dificuldades
e as vencem. Ficamos boquiabertos diante de vídeos
de deficientes que fazem muito mais que nós e nesses
instantes nos sentimos culpados. Mas isso passa logo.
Poderíamos, nesse caso, nos perguntar quem é
o verdadeiro deficiente.
Nos
esquecemos que a vida é cheia de alternativas e
nos bloqueamos diante do primeiro muro. Precisaremos primeiro
estar cegos para que possamos desenvolver nossos outros
sentidos? Será necessário perder o uso das
pernas para se fazer uso das mãos e da mente?
Deus
nos vê e Seu coração deve ficar apertado.
Então Ele permite as dificuldades, não para
nos maltratar, mas para que possa sair de nós o
que melhor temos, como a pérola fechada na concha
e infinitamente mais linda que sua roupa.
A
vida nos mói, amassa, derruba muitas vezes para
que possamos encontrar as saídas, para que possamos
aprender a enxergar com os olhos da fé, para que
possamos desenvolver outros sentidos e enriquecer nossas
vidas. Para que possamos ser exemplo para os que vêm
atrás de nós, assim como são para
nós aqueles que seguem adiante e nem sequer compreendemos
como é que conseguem as forças.
Não
é a cegueira ou os defeitos físicos que
nos tornam incapazes e debilitados, mas a cegueira e defeitos
da acomodação, do desânimo, da falta
de perseverança.
As
alternativas não faltam na vida. O que falta, muitas
vezes, é a motivação. E se esta não
vem por si só, será necessário sim
uma queda, uma perda, uma dor para que possamos florescer
e mostrar ao mundo do quanto somos capazes.
Meu muito obrigada a todos
vocês pelo carinho e amizade!
Que o Senhor cure nossa cegueira,
nos dê meios e ferramentas para que a
felicidade seja constante na nossa casa!
Meu carinhoso abraço,
cheio de amor!
Letícia

Amanhã
não existe
Domingo
eu assisti um filme na tv onde uma mulher chegava apressada
ao hospital, porque tinha recebido uma chamada urgente.
Uma outra mulher tinha sofrido um acidente e o único
número que estava na sua bolsa era aquele. A enfermeira
explicou à mulher o que aconteceu e perguntou quem
ela era. Ela respondeu que era a filha da senhora. Então,
a enfermeira disse: quando chegou aqui, ela mandou dizer
que te ama muito. E a mulher pediu então para falar
com a senhora e a resposta foi que não era possível,
pois ela tinha morrido logo a seguir. E a mulher disse
então que fazia dez anos que não falava
com sua mãe. Agora era tarde...
São situações assim, penso que colocadas
de propósito em certos filmes, que nos ensinam
a fragilidade da vida e dos nossos relacionamentos, ou
da maneira como lidamos com eles. Conservamos em nós
mágoas que nos separam, nos impedem de estar com
o outro, preferimos nunca perdoar do que ter que nos curvar
e dar a mão. Preferimos, mesmo que seja absurdo,
a dor da separação, da distância e
muitas vezes da solidão, que abandonar o coração
ao maior dos sentimentos, que a entrega total ao outro.
Pensamos que a outra pessoa será eterna, talvez,
que amanhã, quem sabe, tomaremos uma atitude. Mas
o que é o amanhã senão uma miragem
que não se torna paupável que quando estamos
mergulhada nela? Há uma realidade que ninguém
pensa: o "amanhã" não chega pra
todo mundo. Não há idade, classe social,
cor, raça, nacionalidade. Hoje sim, nos pertence.
Quantas pragas foram precisas ao Faraó para que
o povo fosse libertado do Egito? Quantas pragas nosso
coração deverá ainda suportar para
que esteja menos endurecido, mais aberto, mais receptivo?
É preciso acolher o hoje com os braços abertos
e olhos agradecidos, porque era o amanhã de ontem
e que ainda estamos aqui. E é preciso aproveitar
esse instante para recolar os relacionamentos quebrados,
pedir perdão, conceder perdão, apertar mãos,
sentir o calor de um abraço de verdade, antes de
saber se o amanhã vai chegar ou não. Não
podemos esperar o amanhã para consertar coisas,
porque ele pode nunca chegar e teremos que caminhar mancos
para o restante das nossas vidas.
O assunto não é novo, mas é sempre
importante falar sobre isso:
Reflitam
sobre o texto e se vocês acham que o coração
está velho demais para isso, endurecido demais,
o Senhor nos promete um coração novo. E
o que Ele promete, cumpre.

Amanhã
não existe
-
Letícia Thompson -
As
pessoas não são eternas. Pelo menos não
na vida terrena. Elas apenas passam, vivem o tempo que
lhes é ofertado e retornam à terra.
Ninguém
pode acrescentar um segundo sequer à sua vida ou
à de alguém. Não temos esse poder
e quando a hora chega, ela chega.
Mas
preferimos não pensar nisso. Julgamos que temos
todo o tempo do mundo para fazer isso ou aquilo, para
recuperar o perdido, para sarar o ferido e restabelecer
a paz.
Amanhã
eu ligo, amanhã eu faço, amanhã peço
perdão, amanhã me reconcilio, amanhã...
como se pudéssemos segurar o amanhã nas
nossas mãos! Como se ele fosse chegar por nossa
vontade e trazer tudo como ontem ou como hoje! Amanhã?
Hoje é o amanhã de ontem e tudo continua
na mesma, por que espera-se pelo amanhã.
Cada
qual tem sua história e suas histórias.
Cada qual sua cruz e suas dores, suas alegrias, seus lamentos,
seus dissabores, seus ganhos e perdas. É o que
nos forma como pessoas, que nos dá a impressão
de existir, de fazer parte do universo. E há, assim,
como com milhares de outros, relacionamentos quebrados,
porque um dia alguém feriu e foi ferido.
Quando
isso acontece, construímos em volta do nosso coração
um muro, uma barreira que o outro não pode atravessar.
Nos sentimos tão importantes com isso que nem percebemos
que esse muro impede o outro de entrar, mas nos impede,
a nós, de sair. Nos tornamos prisioneiros, aprisionados
das nossas idéias e nossas mágoas. Não
estendemos a mão e recusamos a do outro, caso nos
estenda.
Enquanto
isso, a vida continua. Não damos, talvez para punir
e não recebemos, como punição que
nos infligimos a nós mesmos, inconscientemente.
Vamos
deixar para amanhã para resolver isso, porque hoje
estamos magoados demais, não conseguimos perdoar
e não queremos dar o braço a torcer, afinal,
não erramos. E eu diria, como Cristo, quem nunca
errou, que atire a primeira pedra!
Amanhã
não existe. O amanhã, só o conhecemos
quando o sol nasce e que o Senhor nos dá aquele
dia a mais. E todo mundo não chega lá. Não
podemos afirmar que estaremos ainda aqui, porque a vida
é imprevisível, às vezes temos o
sentimento que é mesmo cruel.
Se
o hoje nos é ofertado, por que não viver
sem grades e sem muros, em comunhão com o mundo
e com Deus? O orgulho? Olhe para ele de cara feia e diga:
eu quero é ser feliz e se eu quero, eu vou ser
feliz!
Muros
nos impedem de abraçar, de sentir o calor ou as
batidas do coração do outro. Nos impedem
de dar e de receber, nos transformam em pessoas separadas
e isoladas.
Destrua,
então, com coragem, dessa que só os grandes
possuem, esse muro em volta do seu coração
e volte a abraçar. Perdoe, mesmo se perdão
não foi solicitado, porque cada qual deve dar conta
da sua vida a Deus e a outra pessoa responderá
por si mesma.
Liberte-se
, porque se o amanhã não vier para a outra
pessoa, você terá que aprender a conviver
com seu coração fechado e terá perdido
os melhores anos da sua vida.
Tenham uma linda e
serena noite, cheia de bênçãos Divinas!...
Até a próxima, se o Senhor permitir!
Abraço carinhoso e cheio de ternura!
Letícia

A
ambição
A
palavra em si já tem uma conotação
negativa. Quando pensamos em uma pessoa ambiciosa, temos
a imagem de alguém que só pensa nos bens
materiais e faria de tudo para alcançá-los.
Isso por que já pensamos na palavra no seu extremo.
Ora,
todos os extremos são perigosos. Mesmo o amor ao
extremo é perigoso. Nunca se ouviu falar em pessoas
que dizem matar por amor?
As
pessoas precisam e devem ter um pouco de ambição
para temperar a existência. Aquela pitadinha de
sal que vai deixar o bolo com gosto perfeito é
bem necessária na vida. Elas precisam encontrar
uma motivação para construir alguma por
elas mesmas e para seu viver. Quem não mira nada,
não acerta em nada. É preciso se ter objetivos,
olhar pra frente, ver alguma coisa e se prometer alcançá-la.
O
mundo nos deixa cômodos muitas vezes. Acomodados.
Esperamos que as coisas aconteçam e reclamamos
que nada acontece. Culpa de quem? De nós. E freqüentemente
parte de responsabilidade cabe aqueles que nos carregam
sempre no colo, sem permitir que tenhamos a oportunidade
de andar sozinhos. Apoio demasiado pode deixar pessoas
preguiçosas.
Muitos
pais cometem esse erro. Querem proteger os filhos, dar
a eles tudo o que não tiveram, embalam tudo em
papel de presente e oferecem. Criam, dessa forma, seres
dependentes, sem ambição, sem motivação.
Elas têm tudo de material, mas são vazias
de auto-satisfação, pois nunca construíram.
Ninguém
vai adiante se não almeja algo e não planeja.
Pessoas assim vivem estacadas na vida, envelhecendo sem
sair do lugar. Quem deseja ardentemente alguma coisa e
planeja conquistá-la torna suas horas presentes
mais ricas e intensas. Cheias de imaginação.
Mais verdadeiras.
Se
você trabalha há anos numa mesma empresa,
no mesmo cargo e se sente feliz e realizado, ótimo!
Mas se você nunca saiu do lugar e vive reclamando,
digo que se está assim a culpa é sua, pois
não mirou mais além. E não me fale
em oportunidades, pois essas a gente cria também.
O mundo não é pai e mãe generosos
e não nos traz tudo em cima de uma bandeja. Devemos
ser nós a ir em busca do que precisamos. Arregaçar
as mangas e partir pra luta.
Seja
ambicioso de felicidade! E de contentamento! E de realizações!
De ser alguém, talvez não exatamente grande,
mas saciado da vida! Não espere que o carreguem,
use suas pernas e mesmo se essas não mais caminham,
você ainda tem uma cabeça que pode te levar
muito longe, tão longe quanto seu coração
alcançar.

Amigas
mãe
Há mães
que nunca deram à luz.
Portanto, agem como verdadeiras mães.
São essas
mulheres maravilhosas
que têm tanta ternura no coração
que parece que compreendem tudo.
Elas têm sempre uma palavra certa no momento certo,
um abraço, mesmo que virtual, nos momentos em que
mais precisamos e nos oferecem, mesmo se não pedimos.
Elas têm esse entendimento adivinhado pelo coração
que só as verdadeiras mães possuem.
Há quem
as chame de amigas. Mas elas vão além disso.
Aprendemos a
sentir necessidade da presença delas.
Não como uma dependência, mas como algo que
nos transmite segurança.
E quando estamos tristes ou decepcionados por alguma coisa,
queremos ir correndo contar,
porque sabemos que em seus braços encontraremos
o consolo necessário.
Mas, se porventura, a felicidade tiver vindo ao nosso
encontro,
queremos ir correndo contar também,
porque sabemos que seu coração
vai bater tão forte quanto o nosso de tanta alegria.
Elas se preocupam
também com nosso bem-estar.
Ficam curiosas por ter notícias,
mas sabem respeitar nossos silêncios e
oram em silêncio pela nossa felicidade.
Elas têm
tudo de uma mãe: olhar de mãe, carinho de
mãe, jeito de mãe.
E se o ventre nunca cresceu,
o coração por outro lado é inchado
de orgulho por possuir nossa amizade.
Tenho quase certeza que o coração delas
é maior do que o de uma pessoa qualquer.
O curioso é
que muitas vezes elas são até mais jovens
que nós.
Mas possuem essa sabedoria da vida,
que não vem com a idade, mas com a sede de conhecimento
dos que a buscam. E somos nós os beneficiados.
Deus é
mesmo sábio!
Ele permite gestações assim de pura ternura
para que na amizade ninguém se sinta órfão
e
para que cada mulher
possa provar essa sensação maravilhosa que
é ser mãe.


Adeus
ano velho!!!
Agora
que o momento de fazer as malas para dizer adeus ao velho
ano, não poderia deixar de vir aqui para agradecer
a todos vocês pelo carinho, pelos votos no natal
e ano novo!
Só
mais algumas horas e tudo recomeça. Um recomeço?
Não... uma continuação daquilo que
nunca termina: o tempo!
Que,
acima de tudo, tenhamos aprendido
nossas lições e a coragem nunca nos falte
para continuar.
Adeus
ano velho!!!
© Letícia Thompson
É
tempo de preparar as bagagens, pois daqui a algumas horas
o próximo trem chega à última estação.
Com cuidado vamos selecionando o que queremos carregar.
Outras coisas nos seguirão, independentes de nós.
Estão impregnadas na nossa pele e qualquer que
seja o próximo caminho, nos acompanharão.
E é bom que assim seja!
Essas coisas, freqüentemente doloridas, serão
nossos sinais de atenção para os próximos
passos, nossa febre nos alertando que devemos ter cuidado.
São as benditas dores que nos tornam pessoas reais
e humanas, sensíveis e verdadeiras.
Vamos colocar nessa mala, voluntariamente, nossos mais
doces momentos, mesmo se passados.
Do nosso lado, nossos amigos mais queridos: os antigos,
os novos, os que estão chegando e a lembrança
dos que partiram.
Traremos ainda nessa mala nossas roupas mais bonitas e
aquelas que contam histórias. Ninguém duvida
que certas roupas contam histórias, da mesma forma
que os perfumes e as músicas.
Traremos no coração os lugares que pisamos
e, se não deixamos nossas marcas, carregamos em
nós as marcas deles.
Traremos, sobretudo, nosso coração, vivido,
quebrado e recolado, mas ainda inteiro, palpitante!
Nada de lágrimas! Elas ficarão escondidas
para as grandes ocasiões e chegarão nos
momentos oportunos, desejadas ou não. E nos trarão
a calma dos grandes rios quando precisarmos recuperar
forças para continuar o caminho.
Fecharemos então essa mala com alegria e a selaremos
com ação de graças, pois tudo o que
foi e tudo o que vem é para nosso crescimento.
Que possamos encontrar em tudo e em cada coisa o ponto
positivo que vai nos mostrar que vale a pena ainda seguir.
E que, acima de todas as coisas, seja o Senhor nosso maior
companheiro de viagem. É a mais linda forma de
nunca nos sentirmos sós!
Deus
os guarde com infinitas estrelas iluminando o céu
de cada um, flores de variadas cores e formas para dar
sentido à vida.
Na
semana que vem estaremos de volta com as atualizações,
se assim Deus permitir.
Amo
vocês e deixo aqui meu carinhoso e forte abraço!
Letícia
30
dezembro 2006
