Quem
nunca encontrou no seu caminho uma pessoa que se lamenta
o tempo todo? Pessoas a um tal nível de carência
que nem elas se suportam. Da mesma forma como podemos
fazer com que nos amem nos valorizando, podemos fazer
com que nos desprezem despertando nos outros esse tipo
de sentimento.
Eu também já senti pena de mim algumas
vezes. Todos, de forma ou de outra, um dia passam por
isso. Durante um período meio difícil,
uma caminhada mais pedregosa é normal se deixar
um pouco desanimar. Anormal é fazer disso parte
da vida e pensar que outros vão nos seguir nessa
direção, que vão nos apoiar. O
apoio vem sim, temporariamente, se as pessoas notam
que fazemos alguma coisa no sentido de ir em frente.
Mas mantenha-se nessa posição por muito
tempo e você vai notar que as visitas, os telefonemas
e até e-mails serão cada vez mais raros.
A gente estende a mão com o coração
aberto, mas se o braço fica estendido por muito
tempo, acaba doendo e nesse caso só temos duas
opções: ou cedemos e caímos no
buraco também, ou regressamos e deixamos a ajuda
de lado. É muito pesado carregar as dores dos
outros se elas só têm isso para oferecer.
Não que as pessoas se aproximem de outras somente
com o intuito de receber, mas a vida é uma troca
e, conscientes ou não, estamos sempre em busca
de coisas boas e bonitas, de alegrias e felicidade.
Seja uma pessoa agradável e sorridente e você
vai ver como outros vão procurar sua presença.
Espalhe alegria, coisas boas e positivas. As pessoas
vão se aproximar, vão querer estar sempre
perto de você.
Um abraço cheio de amor e carinho!...
Letícia
Construa
sonhos
Letícia
Thompson
Somos
uma sementinha plantada por Deus para que a terra floresça
e dê frutos.
Mas
às vezes em tempo de estia é difícil
continuar a crescer. E, oprimidos, nos tornamos poços
de lamentações, apiedados da nossa sorte.
Caímos num buraco sem fundo e ficamos à
espera que outros percebam nosso sofrimento e nos estendam
a mão.
Porém,
é inútil ficar no nosso canto chorando
nosso destino e nossa dor. Se não podemos ou
não temos força suficiente para mudar
uma situação, que a aceitemos para que
possamos melhor viver com ela.
Mude
sua vida, faça uma vira-volta, ou aceite-a, com
paz no coração!
É
pesado, difícil, conviver com pessoas que se
lastimam o tempo todo e não movem um dedo para
mudar. E enquanto essas choram e se lamentam, do lado
de fora da janela a vida explode sem se importar.
O
mundo não para quando decidimos não mais
caminhar; o mundo não chora quando choramos e
não se alegra com nossa felicidade. Quando nascemos
ele já existia e provavelmente quando nos formos,
continuará existindo. Somos nós os passantes.
Todos
temos em nós a força e a capacidade de
mudar alguma coisa. Mas nem todos conseguem dar o passo
à frente. Daí o sentimento de pesar, de
pequenez, de nada mesmo muitas vezes. Daí a auto-piedade
que é o desprezo, a diminuição
de si mesmo. E ela não nos conduz a lugar nenhum,
a não ser ainda mais fundo no poço ao
qual nos atiramos. Ninguém nos exalta por que
sente pena de nós e não crescemos diante
dos outros por que temos dó de nós mesmos.
Por
estranho que pareça, as pessoas podem até
chegar aos que se sentem diminuídos e sofridos
com o intuito de querer ajudar. Mas com o passar do
tempo, se nada parece mudar, elas acabam se afastando.
Ter pessoas negativas sempre por perto acaba influenciando
a vida, da mesma forma como a alegria contagia. Voltamo-nos
então, mais facilmente para aquilo que é
bom, que pode melhorar nossa existência. E isso
nada tem a ver com egoísmo das pessoas, mas com
a busca de uma vida mais alegre e menos dolorosa.
Então,
não espere pelos outros para mudar algo na sua
vida. Espere por si! Não cobre dos outros, cobre
de si. Faça algo de positivo!
Se
você quer ter sempre pessoas em volta de você,
cante e ria mais vezes.
As
horas gastas em psicólogos podem ser trocadas
de vez em quando por uma boa ação, uma
visita a um asilo, a um hospital, a alguém que
precisa de companhia. Quando a bondade sai dos nossos
gestos, a paz entra no nosso corpo. Sentir-se útil
é uma excelente maneira de começar a sair
do poço. E há tanta gente no mundo precisando
que sejamos úteis!
Construa
sonhos, dê asas a eles, mas dê também
pés. É importante que de vez em quando
os pés toquem o chão, que conheçamos
a dureza da vida, os nãos que nos decepcionam
tanto, o sentimento de desejar, a estranha e deliciosa
agonia de não se saber se se vai ou não
chegar ao ponto final, mas a determinação
de continuar apesar de tudo. Todo mundo passa por isso,
ninguém é exceção. Tudo
isso é vida, faz parte dela.
Viver
é mais que trabalhar, comer, dormir e acordar.
Viver é tirar proveito dos momentos que nos são
ofertados, é sentir prazer neles, é o
suspiro que vem do âmago e que não sabemos
explicar. Viver é amar a própria vida
do jeito que ela se oferece e se isso não nos
satisfaz, ainda é possível colocar um
colorido aqui ou lá de vez em quando se colocamos
um pouco de boa-vontade.
Os
que vivem por viver morrem devagarinho. Os que aproveitam
a vida dobram a durabilidade desta, multiplicam os bons
momentos e os carregam até a velhice quando,
saciados, retornam ao Pai.

Contentamento
O
grau de felicidade de uma pessoa difere para uma outra.
Há os que se contentam com pouco, mesmo muitas
vezes com quase nada, há os exigentes, que nunca
parecem satisfeitos e estão sempre em busca de
algo mais e há ainda aqueles que sabem extrair
de cada instante o que podem para construir seu mundo
feliz.
Penso que os anos que passam, além da idade,
nos trazem também maturidade. Vemos assim com
olhos diferentes uma mesma situação vista
ou vivida tempos antes, dramatizamos menos, nos tornamos,
talvez, mais sensatos e mais flexíveis. Descobrimos
que certos sonhos são belos, mas que uma realidade
viva, que podemos sentir na pele e provar é o
que nos dá coragem para continuar adiante.
Ajustar-se ao mundo e ao que ele nos doa, extrair as
pequenas gotas do néctar da vida e deliciar-se
com ele, é fazer-se feliz por opção.
Podemos ser felizes nos contentando com as bênçãos
diárias, mesmo se pequeninas ou diferentes do
que imaginamos. Podemos aceitar a vida, o outro, ceder
aqui e ali, contornar alguns caminhos e descobrir que
a vida não é um mar de risos constante,
mas um vai e vem de ondas que se agitam e se acalmam
e que a serenidade, se queremos, resta imutável
em nós.
Contentamento
©
Letícia Thompson
Não
ponha seus sonhos em lugares altos demais onde suas
mãos não poderão alcançá-los.
Mesmo
se a vida parece ilimitada, nós possuímos
nossos limites e esperar por algo que está muito
além pode nos impedir de olhar à nossa
volta.
Buscamos
longe flores que poderíamos encontrar em nosso
jardim, porque o que está distante sempre parece
encoberto por uma neblina que elimina toda imperfeição.
Não
nos prepararam para aceitar as coisas ou as pessoas
como elas chegam, com muita ou pouca bagagem, com força
ou sem muita vontade. Então desenhamos na nossa
mente e fotografamos no nosso coração
algo que só pode existir atrás da linha
da realidade. E nos pomos a esperar...
Nos
tornamos assim culpados de uma solidão da qual
culpamos a vida ou os demais. Nos negamos a aceitar,
pedindo ainda que aceitem a nós, e continuamos
esperando pelo que o amanhã vai nos trazer.
Envelhecemos
sem sair do lugar, sonhando ainda e além, mas
sem provar da vida nesses mínimos detalhes, nem
sempre coloridos e perfeitos tais raios de arco-íris,
mas reais o bastante para nos fazer sentir vivos.
Não...
não ponha seus sonhos além do que os seus
braços alcançam. Aprenda que ser feliz
é buscar o contentamento do prazer de cada instante.
Aprenda
a ser flexível e menos exigente. Ria de bom coração
quando tiver que rir e não permita que as mágoas
te impeçam de viver o minuto seguinte.
Preciosa
é a vida e preciosos são os que amamos.
Preciosos ainda são aqueles que nos amam, os
que cativamos.
Precioso é o hoje, é o que temos, é
o que tocamos. É essa realidade, nem todo o tempo
bonita, mas ainda assim a nossa contribuição
para a história do mundo.
Tenham uma linda e abençoada noite, tão
cheia de estrelas quanto têm sido as minhas.
Com muito e muito amor e o coração cheio
de saudade.
Letícia

De
coração pra coração
Letícia
Thompson
O que separa
corações não é a distância,
é a indiferença.
Há pessoas
juntas estando separadas por milhares de quilômetros
e outras separadas vivendo lado-a-lado.
Muitas vezes nos
importamos com o que acontece no mundo, nos sensibilizamos
e pensamos até em fazer alguma coisa, mas nos
esquecemos do que se passa ao nosso lado, na nossa casa,
na nossa família e mesmo na vizinhança.
Colocamos, sem querer, barreiras entre os corações
que nos cercam.
A indiferença
mata lentamente, anula qualquer sentimento; e assim
criamos distâncias quando estamos tão próximos.
As pessoas se habituam tanto àquelas que convivem
com elas que elas passam a não notá-las
mais, a não dar mais importância.
Mas, se quisermos
transformar o mundo, comecemos por transformar a nós
mesmos. Se quisermos entrar em combates para melhorar
algo para o futuro, que esse combate comece dentro da
nossa própria casa.
Precisamos olhar
os que estão ao nosso lado sempre com olhos novos.
Comunicar mais, destruir mais barreiras e construir
mais pontes. Precisamos nos dar de coração
a coração.
A melhor maneira
de acabar com a indiferença de uma pessoa em
relação a nós é amá-la.
O amor transforma tudo.
Não permita
que pessoas ao seu lado morram de solidão! Não
permita que elas sintam-se melhor fora de casa que dentro
dela! Dê atenção, dê do seu
próprio tempo! Comunique-se! Assista menos televisão
e converse mais. Riam juntos. Há quanto tempo
você não diz para a pessoa que vive ao
seu lado que gosta dela?
A gente não
recupera tempo perdido. Mas podemos decidir não
perder mais.
Vamos amar os corações
que nos cercam e tentar alcançar novamente aqueles
que se distanciaram. Há sempre tempo para se
amar. E se não houvesse, o próprio amor
seria capaz de inventar.

Hoje é um dia que eu esperava
há muito. E quando digo muito, é muito
mesmo,
pois o tempo é sempre logo quando esperamos algo
que deseja nosso coração.
Quero falar para vocês sobre nosso livro, que
estará disponível nos próximos
dias.
Meu caminho na net tem sido longo.
E, graças ao carinho de vocês, sempre
subindo, mesmo quando eu mesma resolvi parar um pouquinho
por razões
privadas. Vocês mantiveram o site sempre em alta,
continuaram me escrevendo,
como se eu estivesse sempre presente. E estava, tenham
certeza, pois minhas
palavras são realmente pedacinhos do meu coração
que vou espalhando por aí.
O desejo de publicar meu livro
nasceu aos poucos. Mas eu queria um de
verdade, com folhas de papel, desses que as pessoas
podem carregar dentro de
ônibus, metrô, sentar no banquinho da praça,
sala de espera ou ler
tranqüilamente antes de dormir. E agora esse sonho
se realiza e gostaria de
apresentá-lo:
De
coração para corações
©Letícia
Thompson
Escrever
esse livro não foi assim tão difícil,
porque as coisas foram sendo feitas devagar, com o tempo,
acontecimentos.
Foi,
como tudo deve ser na vida, amadurecendo aos poucos.
O mais difícil mesmo foi dar a ele um nome, uma
identidade, um rosto que pudesse fazê-lo único
e reconhecível entre tantos outros. Um nome é
algo muito importante.
Como mãe dessas letras, recebi a difícil
incumbência de batizá-lo. Comecei, então,
a refletir sobre isso.
O
que são esses textos? O que representam para
mim e para os outros? Como os vêem, os recebem?
Qual é o ponto comum entre todas as pessoas que
os lêem? Não preciso ir longe para encontrar
essas respostas.
Se
eu fizesse uma pesquisa, uma maioria absoluta diria
a mesma coisa: são palavras que chegam ao coração,
porque escritas com o coração; são
coisas que todo mundo vive, mas nem todos conseguem
achar a maneira exata para dizer e, quando lêem,
têm a impressão muitas vezes de que aquilo
conta suas histórias ou vivências, que
foram escritas para elas.
Assim,
nasceu este livro "De coração para
corações," pois é a abertura
dos meus sentimentos, minha oferta a cada um que se
dispuser a abrir a janela do coração para
acolher minhas palavras, que poderiam perfeitamente
ser as de cada um.
Que
ninguém abra este livro e o feche sem se sentir
abençoado, pois é o dom que recebi e o
compartilho de coração aberto.
O livro estará disponível dentro dos próximos
dias. Ele será vendido a
princípio através do nosso site, com pagamento
podendo ser efetuado através
de cartões de crédito (Visa e Mastercard
- PayPal na Europa, Estados Unidos
e Japão).
Vou estar no Brasil entre 2 e
22 de agosto e estarei sendo entrevistada na
Globo no programa Mais Você, por Ana Maria Braga.
A data exata ainda não foi
fixada.
Como previsto vou estar em São
Paulo capital, Bauru, com o apoio da 94 FM,
Campinas, Rio de Janeiro e Espírito Santo. As
datas serão divulgadas
posteriormente. As pessoas me perguntam porque não
outras cidades, mas será
difícil encontrar tempo e eu digo que se Deus
permitir, numa próxima vez
faremos isso.
As pessoas que adquirirem o livro
e quiserem me encontrar, poderão recebê-lo
diretamente de mim quando estiver no Brasil.
Espero de coração
que apreciem esse livro e que sintam-se abençoados
com
ele. Peço e agradeço a gentileza de divulgarem
esse e-mail para suas listas
e grupos. Na semana que vem estarão disponíveis
os meios em que poderão
adquiri-lo.
Obrigada a todos pelo apoio e
pelo carinho!
Que o Senhor os guarde e abençoe!
Um carinhoso e muito feliz abraço!
Letícia
Junho
2007

E quando o principezinho
quis proteger a flor, ela disse: -"Não,
não preciso mais." Ele então disse:
-"Mas, e os bichos? E ela respondeu: "É
preciso que eu suporte duas ou três larvas se
quiser conhecer as borboletas."
Essa passagem do Pequeno Príncipe é muito
profunda. Evitar todo o tempo as dificuldades vai muitas
vezes nos impedir de conhecer as coisas de outra maneira.
Não é muito mais lindo o dia de sol depois
de um longo período de chuva? O inverso também
é verdadeiro. Mas nem sempre nós, como
pais, conseguimos colocar essas coisas em prática.
Eu não gosto de ver minhas crianças chorando,
nem tristes e quando elas estão felizes, estou
feliz por três. Mas eu sei que preciso dizer não
muitas vezes, sei não posso ceder a todos os
caprichos delas e não quero que contem com nada
mais que com o próprio esforço para construírem
o futuro. Claro que a vida às vezes é
generosa e nos oferece presentes, mas nunca devemos
esperar por isso. Devemos construir, criar, inventar,
sonhar e trabalhar e poder ter a oportunidade de nos
orgulhar um dia.
Os pais que dão tudo, fazem tudo pelos filhos,
não podem imaginar o mal que fazem. É
inconsciente, pois a intenção é
simplesmente facilitar a vida. Mas a vida não
é fácil. Esses pais que não conseguiram
ainda cortar o cordão umbilical dos filhos se
esquecem que não são eternos e que, um
dia ou outro, esse cordão terá que ser
cortado e vai ser muito, muito mais doloroso se os filhos
não estiverem preparados para caminhar sozinhos.
Devemos ensiná-los a independência, a importância
de se construir, as armas da conquista... enxugar as
lágrimas, se preciso, mas nem sempre evitá-las.
Vamos pegar o exemplo dos pais que fazem os deveres
de casa dos filhos, mas não estão na escola
na hora da prova. Com a vida é igualzinho...
nem sempre vamos poder estar presentes na hora das provas,
então é melhor que a criança esteja
preparada, como um guerreiro, cabeça erguida,
pronta para atravessar e que ela saiba que vai ter que
ir só e se por acaso cair, terá apoio.
Eu sei o quanto dói os nãos que devemos
dizer, a atitude firme quando nosso coração
está derretendo por dentro... mas aprendi também
que os presentes são muito melhor recebidos se
eles chegam em momentos especiais em que se espera,
se conta os dias, se anseia...
O assunto já foi tratado antes, mas é
importante a gente pensar novamente:
O
cordão umbilical
©
Letícia Thompson
Deus
é perfeito e faz tudo com perfeição!
Costumo
dizer que todas as lições que precisamos
aprender para bem viver estão nas coisas simples
da vida. É suficiente abrirmos os olhos, que
sejam físicos, que sejam do coração.
Uma
criança está ligada à mãe
pelo cordão umbilical em um tempo normal de nove
meses. Passado esse período, essa ligação
já não é mais benefício,
mas, ao contrário, representa um perigo de vida
para os dois.
É
maravilhoso perceber que Deus estabeleceu um tempo para
que um novo ser humano possa começar sua independência.
Há
pais que vivem a vida inteira e não se dão
conta disso. Eles querem carregar seus filhos nas costas,
a fim de evitar sofrimentos e pensam fazer isso por
amor. Mas o que é amar?
Amar
é saber a hora certa de cortar o cordão
umbilical. Fazendo tudo por nossos filhos, nós
os sufocamos e os deixamos despreparados para a vida.
Nosso medo é que eles sofram. E daí? Quem
não sofre? Quem pode evitar esse caminho?
Amar
não é correr o tempo todo atrás
das nossas crianças para evitar que caiam, mas
estar ao lado delas cada vez que caírem para
sanar os ferimentos e dar apoio, um abraço, um
beijo, uma simples presença.
Deus,
que é nosso Pai maior e conhecedor de todas as
coisas, também permite que passemos por caminhos
difíceis, às vezes mesmo quase insuportáveis
e Ele não nos ama menos por isso. Nós
damos muito mais valor às coisas que obtemos
com dificuldade e o Senhor sabe disso. Mesmo Jesus conheceu
a fome, sede, dor e angústia. E Ele é
o Filho do Rei, Ele é perfeito...
Amar
não é construir no lugar dos nossos filhos,
é ensiná-los o valor de construir e o
prazer de ver o resultado. É ensiná-los
que a vida não nos oferece tudo e que na maioria
das vezes precisamos lutar para alcançar as coisas,
precisamos passar por sacrifícios, nos resignar
e aceitar que não somos perfeitos, mas que dentro
da nossa imperfeição, podemos dar o melhor
de nós.
Não
podemos criar nossos filhos numa redoma de vidro, por
que não somos eternos e por que isso seria injusto
para eles. Crianças superprotegidas serão
adultos mancos para a vida toda e correm o risco de
sofrer muito mais do que aqueles que cedo aprenderam
que não importa se a gente cai e se machuca,
a gente se levanta sempre e pode recomeçar cada
vez.
Às
vezes o maior presente que podemos dar aos nossos filhos
é deixar que caminhem sozinhos, que façam
suas experiências, que experimentem as lágrimas
e o gosto do sal, as decepções das derrotas
e o grandioso sabor das vitórias.
Amar
é libertar. Mesmo se isso dói em nós...
Que esse Deus maravilhoso
que nos ensinou a caminhar
e segura nossa mão quando precisamos, esteja
presente na vida de vocês!
Obrigada pelo carinho, pelo amor, enfim... por serem
vocês!
Tenham uma tarde muito, muito linda e encantada!
Abraço forte
e carinhoso,
Letícia

Depressão
Letícia
Thompson
Dos
males que têm assolado a humanidade, a depressão
é um dos mais perigosos. Ela se infiltra de maneira
hipócrita na vida das pessoas e se instala, conduzindo
e condenando a sua vítima a uma vida quase vegetal.
No
princípio, apenas uma tristeza; depois vem cansaço
e desânimo até que aos poucos ela vai matando
todas as forças vitais; a pessoa que sofre desse
mal não vê nenhuma perspectiva para o futuro,
acha que o presente não é interessante,
não vê porta de saída e, pior, não
sente vontade de vê-la.
A
pessoa depressiva se sente incompreendida e se isola.
Se ninguém a entende não há por
que tentar se explicar. Por outro lado, o sentimento
de abandono e solidão pode tornar-se imenso e
pesado. O simples fato de viver é um fardo pesado
demais para se carregar.
Ela
pode ser causada por várias coisas: perda, de
uma maneira geral: a morte de alguém que se ama;
perda de um trabalho, amigo, namorado, enfim, de uma
situação estável. O medo do dia
de amanhã, a incerteza do futuro. O sentimento
de responsabilidade diante de um nascimento, coisa comum
entre as mulheres que acabam de dar à luz, explicado
clinicamente pela baixa de hormônios, também
causa depressão. Há artistas que não
suportam o peso da fama. Uma vida monótona e
vazia também conduz à depressão.
Acredito
que as pessoas que levam a vida com mais seriedade tenham
mais chance de tornarem-se depressivas. As pessoas que
pensam demais acarretam mais coisas sobre si mesmas.
A
ajuda clínica pode ser benéfica, mas é
preciso ir muito além para se ver livre dessa
doença.
Conviver
com um depressivo é difícil, pois por
mais que a gente diga para a pessoa reagir, olhar para
a frente, esta só vai sair desse buraco profundo
se ela mesma sentir que quer sair. Podemos, talvez,
servir de muletas, mas não de cadeiras de rodas
para essas pessoas. Não podemos carregá-las
nos braços o tempo todo, mesmo se no mais íntimo
do nosso coração é o que gostaríamos
de fazer. Mas há pessoas que não andam
porque se recusam a andar; outras morrem porque decidem
não mais viver e não há nada que
possamos fazer.
Podemos
tentar ajudar a pessoa a pensar positivo. Mas só
pensar positivo não basta; é necessário
agir em função dos pensamentos. E é
isso que precisamos compreender e fazer com que compreendam.
E
esse mal devastador acaba não só com a
pessoa atingida, mas se insinua em volta de todos aqueles
que o cercam. Lidar com um depressivo é duro,
pois dá sentimento de insuficiência, de
incapacidade, de culpabilidade. Se não há
um resultado, acabamos nos perguntando se não
poderíamos ter feito uma coisinha a mais para
ajudar, para levantar a pessoa e acabamos por nos sentir
responsáveis, o que é muito perigoso para
o nosso próprio equilíbrio.
Mas,
querem saber de uma coisa? O importante é que
façamos a nossa parte. Que estejamos do lado,
que estendamos a mão, que oremos, juntos ou sozinhos.
O importante é que amamos e sabemos que amamos
a pessoa. Mas, ajudando, que saibamos estar o suficiente
distantes para não nos deixar contagiar. Talvez
um cego entenda melhor o outro, mas ele será
melhor guiado por alguém que enxerga normalmente.
Nesse
caso, melhor é estar forte para tentar segurar
a barra; estar firme caso o outro precise de estaca;
estar alegre caso um sorriso seja necessário;
ter um canto nos lábios para afastar a tristeza
e um coração cheio de amor capaz de compreender,
aceitar e ajudar e ainda assim continuar inteiro.

Deus
não se envergonha de mim
Letícia
Thompson
Falamos abertamente das nossas
paixões,mesmo com orgulho em certas ocasiões.
O time de futebol preferido, um artista, uma pessoa
importante. São coisas que nos dão satisfações
inexplicáveis e que defendemos muitas vezes como
se fossem parte de nós.
Não nos envergonhamos, mesmo se as outras pessoas
não possuem os mesmos gostos ou mesmas preferências.
E me pergunto por que há pessoas que possuem
tanta dificuldade para falar de Deus, de Jesus, se são
Eles a razão mesmo da nossa existência
e o único meio de salvar nossa alma para a eternidade.
Nosso time ignora nossa existência e nosso artista
preferido freqüentemente também.
Somos, para essas paixões, apenas um rosto a
mais numa multidão.
E quando as dificuldades nos assaltam, para onde dirigimos
nossos olhos, nossas lágrimas, nosso coração
sofrido? Para onde se dirigem nossas súplicas?
Nesses momentos, as paixões do mundo tornam-se
mínimas, insignificantes, até esquecidas.
Nos dirigimos para Aquele que acreditamos ter a solução
para nós e que possui um coração
grande o bastante para se inclinar e nos ouvir.
Aquele que é capaz de perdoar bem mais que setenta
vezes sete e nos aceita cada vez que,
arrependidos, acabamos voltando. Aquele que nos perdoa
até o último minuto da nossa vida.
Nos momentos de desespero é fácil chorar,
pedir, suplicar, sem que a gente se preocupe com o que
vão pensar de nós. É muito fácil
receber, aceitar.
Mas quando a tempestade passa e que o sol volta a brilhar,
não é assim tão fácil abrir
a boca e falar dAquele que nos segurou a mão
nas horas difíceis.
Pensamos no que vão pensar de nós, se
vão nos julgar. Acabamos seguindo a maré,
porque é mais fácil ser como todo mundo.
Mas quem disse que precisamos ser como todo mundo, fazer
como todo mundo?
Convicções são convicções,
pouco importa a situação.
Não digo aqui que devemos entrar em discussões
intermináveis sobre religiões. Fanatismo
também é pecado e vemos diariamente nas
notícias
onde ele tem conduzido muitos povos.
Não precisamos ser fanáticos para sermos
quem somos, com toda honestidade.
Negamos diariamente a Deus. Negamos quando nos omitimos,
nos calamos ante certas circunstâncias que pediriam
de nós uma atitude;
negamos quando não dizemos às pessoas
que necessitam que Ele é a solução.
Negamos com nosso silêncio.
E Deus se entristece. Porque Ele não se envergonha
de nós, mesmo sendo quem somos. Jesus não
se envergonhou da humilhação da morte
de cruz, mas preferiu perdoar dizendo que as pessoas
não sabiam o que estavam fazendo.
Talvez quem negue não tenha ainda tido um verdadeiro
encontro com Ele.
Porque se Deus está em nós e nós
nEle, brilhamos por onde passamos, como pedaços
de luz numa noite escura. Somos livres e libertos.
Vamos a Ele também na nossa alegria e não
somente quando nossa alma chora e carece de ajuda.
É preciso pensar sobre isso. Pedro chorou amargamente
depois de ter negado a Jesus
e foi perdoado. Mas podemos viver sem ter que passar
por esse caminho.
Podemos trazer muito mais alegrias que tristezas ao
coração de Deus, que nos ama acima e apesar
de tudo.

A
difícil arte da fé
Letícia
Thompson
Ter
fé é banir da vida o "e se?"
e caminhar com a cabeça erguida,
sem olhar para trás e nem para os lados;
é ter a convicção de que aconteça
o que acontecer,
o objetivo será atingido.
Há
quem pense que ter fé é se jogar num buraco
escuro,
sem saber o que o espera embaixo;
mas
é exatamente o contrário.
Quem
tem fé se joga no buraco escuro sim,
mas
ele sabe, através dos olhos espirituais,
o que o espera e não duvida disso;
ele constrói sua arca com a certeza que a chuva
virá;
ele
abre os olhos para a promessa e fecha os ouvidos
para
os que tentam fazê-lo desistir com dúvidas;
ele
anda sobre as águas e sente terra firme sob os
pés;
ele
vê saídas e continua a caminhar onde outros
desistiram.
Temos
fé quando temos a certeza absoluta
que
não estamos sós.
Sabemos
que uma Mão nos guia,
Braços
nos esperam e isso nos reconforta.
Perdemos
bênçãos por que no meio do caminho,
principalmente se este for longo,
começamos a questionar. Mas não é
fácil pra ninguém
manter-se
em posição de fé
quando tudo parece contrário ao que se espera.
As
pessoas mais próximas de Jesus duvidaram.
Pedro
começou a afundar ao andar sobre as águas,
os discípulos todos entraram em pânico
por
causa de uma tempestade,
mesmo sabendo o Mestre do lado
e
Tomé quis tocar a ferida com as próprias
mãos.
Somos
assim, nós, incrédulos,
porque somos por demais materialistas.
Fôssemos mais espirituais e nossa vida seria diferente.
Quem
só acredita naquilo que vê,
só experimenta daquilo que vê;
quem acredita em Deus,
experimenta a diversidade de bênçãos
que Deus coloca a nossa disposição.
A
fé é um exercício diário
de confiança em Deus
e é o resultado da convivência com Ele.
Só
que Deus não é um Deus que se impõe.
A
nós cabe a busca.
Quem
já tem fé planta em desertos e vê
campos floridos.
Quem
não tem, peça que Deus dá com alegria.

Efêmero
De
tantas e tantas dores espalhadas por aí, uma
das que mais doem é a da solidão. Dói
assim tanto, que quanto mais a gente chora, mais ela
dói. E quanto mais dói, mais nos isola.
O mundo sofre de solidão. Ah, sim, sofre! Todo
mundo anda tão preocupado com as doenças
ditas modernas e que se espalham a uma velocidade assustadora,
mas poucos pensam nessa doença que nem matar,
mata, mas isola. E ela é tão devastadora
quanto qualquer outra, mas de maneira diferente. As
pessoas até disfarçam trancadas em suas
casas ou seus apartamentos, diante de um computador,
onde as amizades virtuais tomam um lugar de suma importância.
É que há muitos solitários se amparando,
até mesmo sem saber. Mas é no momento
de ir dormir que sentem essa dor que vai corroendo o
peito e ficam torcendo para o sono chegar logo.
Não inventaram um remédio para acabar
com a solidão. É que não precisa,
pois ele sempre existiu. É suficiente pensar
um pouquinho em quem está do lado,
quem não tem ninguém, quem viveu, se deu
e fica esperando ainda da vida o retorno... quem quer
contar histórias, mas não encontra ninguém
com tempo ou
paciência para ouvir... quem a vida podou de pais,
filhos, irmãos...
há
em torno de cada um de nós alguém assim,
quando não somos, nós mesmos, aquela pessoa
que está precisando tanto de uma mão que
aperte a nossa.
Não é preciso conhecer matemática
para sabermos que um mais um fazem dois e,
mais ainda: um triste mais um triste podem fazer dois
felizes. Oferecer a alguém a oportunidade de
sentir-se menos só, nem que seja um pouco, um
dia,
já é acender uma velinha no coração
dessa pessoa. Não sei por que hesitamos tanto!
Talvez por que pedimos tantas coisas a Deus e nos esquecemos
de pedir
que faça chover amor. E isso é muito,
muito importante.
Efêmero
© Letícia Thompson
Se pudéssemos ter consciência do quanto
nossa vida é efêmera, talvez pensássemos
duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que
temos de ser e de fazer os outros felizes.
Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas,
mesmo ainda em botão. Há sementes que
nunca brotam e há aquelas flores que vivem a
vida inteira até que, pétala por pétala,
tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.
Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não
sabe por quanto tempo estará enfeitando esse
Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas
ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós,
dos outros.
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos
e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos.
Nos calamos quando deveríamos falar; falamos
demais quando deveríamos ficar em silêncio.
Não damos o abraço que tanto nossa alma
pede porque algo em nós impede essa aproximação.
Não damos um beijo carinhoso "porque não
estamos acostumados com isso" e não dizemos
que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente
o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece
e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos
do que não temos, ou achamos que não temos
suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós
mesmos. Nos consumimos.
Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que
possuem mais que a gente. E se experimentássemos
comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma
grande diferença!
E o tempo passa...
Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos,
porque não sabemos fazer outra coisa.
Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos
pra trás. E então nos perguntamos: e agora?!
Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma
coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra
carinhosa, de agradecer pelo que temos.
Nunca se é velho demais ou jovem demais para
amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.
Não olhe para trás. O que passou, passou.
O que perdemos, perdemos.
Olhe para frente!
Ainda é tempo de apreciar as flores que estão
inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se
para Deus e agradecer pela vida, que mesmo efêmera,
ainda está em nós.
Pense!... Se você está lendo esta mensagem
é porque ainda tem tempo!!!
Não o perca mais!...
Um maravilhoso Natal!!!
Meu mais carinhoso abraço
a todos vocês que me recebem, aos que me escrevem,
aos que estão chegando agora. Que o Senhor possa
abrir no céu as portas das mais infinitas bênçãos
para cada um!
Com muito amor,
Letícia

Quando
um monte de areia não deixa de ser um monte de
areia e um punhado de pedras não passa de um
punhado de pedras é que nosso coração
já se esqueceu dos sonhos que são necessários
para se construir uma casa. Temos todos o poder e a
bênção de transformar coisas difíceis
em positivas através da nossa fé e determinação.
Se nos sentimos fragilizados, Alguém nos levanta,
se estamos fracos, Ele nos carrega nos braços
e no fim das contas o resultado é sempre uma
vitória para aqueles que desistem de tudo, menos
de
crer no amor de Deus.
Para
nossa última atualização antes
da minha viagem, escrevi um texto que fala "Em
tudo dai graças" e por mais difícil
que seja, digo: "em tudo dai graças;"
Dai graças, pois não sabemos o que se
passa no coração de Deus.
Dai
graças mesmo quando as saídas parecerem
fechadas, mesmo quando as portas parecerem inexistentes.
Dai graças, alcançando a grandeza de dizer
como o apóstolo Paulo: "Aprendi a estar
contente em qualquer situação em que me
encontre."
Em
tudo dai graças
© Letícia Thompson
As
folhas caem, sem que por isso estejam abandonando as
árvores.
Os
grandes ventos contrários chegam e saem arrasando
tudo, sem que comprendamos a sua função.
E
os problemas chovem sobre nossas cabeças sem
que tenhamos forças para enfrentá-los
ou encontrar explicações, se as soluções
sempre nos parecem inexistentes ou sonhos impossíveis.
São
as pedras que nos jogam, as injustiças que sofremos
e nos deixam tão caídos que mal temos
forças para olhar para os céus.
Mas
levante os olhos e veja na primavera os renovos, a natureza
que revive ainda mais bela e mais viçosa!
Olhe
depois a terra lavada, o cheiro do que resta e o que
é necessário reconstruir. Muitas e muitas
vezes quando não tomamos atitudes, a própria
vida se encarrega.
Jamais
desista de um caminho porque te disseram que é
dificil. Difícil mesmo é ter que renunciar
aos nossos sonhos e ter que conviver para sempre com
nossa consciência que nos cobra incessantemente.
Ainda
que as saídas sejam incógnitas e que você
tenha a impressão de estar lutando contra moinhos
de vento, continue acreditando, pois o Pai vê
o esforço de cada um e reconhece os corações
contritos e necessitados.
Dê
graças ainda que as lágrimas te salguem
a boca, dê graças, pois a maior derrota
do homem é desistir de si mesmo, é desistir
dessa felicidade que cabe por direito a cada um de nós.

Gostaria de repassar para vocês
o que temos em termos de programação no
Brasil à partir da semana que vem:
Bauru - autógrafos - dia
03 de agosto às 18 horas - Livraria Empório
Cultural de Bauru na entrada principal do Bauru Shopping
Rede Globo - entrevista com Ana
Maria Braga no programa Mais Você - dia 06
de agosto às 8 horas
Campinas - Ainda não confirmado,
dias 07 e 08 de agosto
São José dos Campos
- 09 e 10 - não confirmado ainda
Rio de Janeiro - autógrafos
- 15 de agosto às 19 horas no shopping center
Rio
Apesar de estar viajando, vou continuar tendo acesso
aos meus e-mails
normalmente. Assim, em caso de dúvidas, é
só me escrever.
Agradeço de maneira especial
a Alceu Rodrigues da 94 FM Bauru por todo
empenho que tem tido em me ajudar em São Paulo,
a Eliane Gonçalves, por
estar se empenhando tanto, Ana Paula Hagga da Rede Globo,
assim que sua
equipe e o Dr. Alves que não mede esforços
para me ajudar. Que o Senhor os
recompense na justa medida!
A todos vocês que já
adquiriram meu livro, muito obrigada, aos que estão
planejando, meu obrigada antecipado!
Que o Senhor os guarde a cada
instante! Estarei viajando todo o dia 1 de
agosto e conto com suas orações!
Um abraço cheio de amor!
Meu
Livro "De coração para corações"
Letícia

Existe esse momento
que ninguém escapa: por um problema mínimo,
um grave, uma desilusão, uma decepção
ou simplesmente por que a vida parece não querer
mudar, ir adiante, podemos nos sentir tão pequeninos
à ponto de querermos desaparecer. Mas ninguém
desaparece! Fugimos das pessoas, mas não fugimos
de nós.
Recentemente minha
filha mais nova me perguntou: "mamãe, o
que você faz quando quer dormir e não consegue?"
Eu respondi: "eu penso em coisas boas, nas que
quero realizar, nas que gostaria de ter." Ajuntei,
para enfeitar mais um pouquinho: "penso nas flores,
na primavera, que gosto tanto." E eu fico me perguntando
o que se passa nessa cabecinha agora no momento em que
espera o sono: sonhos, tão bons e tão
úteis.
Assim é com
nossa vida também. Pouco importa o tipo de problema
que cada um enfrenta, se tira o sono ou não.
Esse pequeno momento de evasão, de vôo,
de liberdade, é necessário. São
nosso copo de água fresca em grandes momentos
de sede, nos revigoram. Mas, por mais importantes que
sejam, não devem ocupar todo o nosso tempo, não
podem ser maiores que nós e se substituir à
realidade que continua existindo. Fingir que um problema
não existe, não o elimina. Ignorar o resultado
de um exame não cura nossa doença. A vida
está aí de braços abertos e ela
nos recebe, nos acolhe e se podemos nos permitir sonhos,
ela continua segurando nossas pernas. A vida faz parte
de nós.
Estar entre o céu
e a terra é permitido. É, talvez, esse
pequeno pedacinho de sabedoria que ignoramos, mas que
nos fazem caminhar, vencer, chegar à velhice
com a sensação de ter bem vivido.
Aqui vai o nosso
texto: Entre o céu e a terra!
Entre
o céu e a terra...
© Letícia Thompson
Como
sonhar é bom! Nos dá aquela sensação
de que os fardos são mais leves, mais suportáveis.
Sonhar é esquecer-se por algum tempo dos problemas,
imaginar o inimaginável, viajar por terras longínquas
e não encontrar soluções para os
problemas... pois estes simplesmente não existem!
Eu não diria que a vida é cruel. Ela é
estática. Mas as situações, em
certas circunstâncias, são difíceis
de se enfrentar. Existe esse momento na vida onde nos
encontramos num beco sem saída, onde nossos porquês
ficam sem respostas e tudo o que conseguimos fazer é
chorar e levar o pensamento ao céu como último
recurso. E ninguém é poupado, que seja
rico ou pobre. Pouco importa o tamanho dos problemas,
todos estão à mercê e cada um sabe
o peso da sua cruz.
E são nessas horas que sair um pouquinho do chão
pode ser benéfico. São as asinhas que
criamos e que nos levam a qualquer direção,
nos dão a idéia de liberdade e nos ajudam
a recuperar as forças para quando os pés
pisarem a terra novamente.
Esses momentos de leve fuga são importantes,
mas que não sejam intermináveis. Fugir
da realidade não resolve problemas e a queda
pode ser ainda mais dura se longa for a viagem.
É se enfrentando nossos monstros que aprendemos
a não ter medo deles, que aprendemos que, embora
assustadores, podemos ser mais fortes, não por
que somos gigantes, mas por que temos em nós
um Pai de onde podemos tirar forças.
Que possamos aproveitar nossos momentos de evasão
para apreciar do alto as belezas que a vida nos oferece,
mas que sejamos sábios o bastante para colocar
os pés no chão e enfrentar a realidade
que, embora dura muitas vezes, não é e
não pode ser mais forte que nós.
A Cruz, fincada no chão e apontando os céus
nos mostra que, embora plantados na terra, temos no
Alto nossa saída, nossa escapatória, nossa
libertação.
Aos que chegam agora, sejam muito bem-vindos!
Que o Senhor os guarde mais esse dia! Que seus corações
possam estar aquecidos pela paz de Cristo!
Até a próxima, se Deus permitir!
Com muito amor,
Letícia



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Quem
teme o Senhor está aprendendo a ser sábio.
provérbios 15.33