Construa sonhos

Quem nunca encontrou no seu caminho uma pessoa que se lamenta o tempo todo? Pessoas a um tal nível de carência que nem elas se suportam. Da mesma forma como podemos fazer com que nos amem nos valorizando, podemos fazer com que nos desprezem despertando nos outros esse tipo de sentimento.

Eu também já senti pena de mim algumas vezes. Todos, de forma ou de outra, um dia passam por isso. Durante um período meio difícil, uma caminhada mais pedregosa é normal se deixar um pouco desanimar. Anormal é fazer disso parte da vida e pensar que outros vão nos seguir nessa direção, que vão nos apoiar. O apoio vem sim, temporariamente, se as pessoas notam que fazemos alguma coisa no sentido de ir em frente. Mas mantenha-se nessa posição por muito tempo e você vai notar que as visitas, os telefonemas e até e-mails serão cada vez mais raros. A gente estende a mão com o coração aberto, mas se o braço fica estendido por muito tempo, acaba doendo e nesse caso só temos duas opções: ou cedemos e caímos no buraco também, ou regressamos e deixamos a ajuda de lado. É muito pesado carregar as dores dos outros se elas só têm isso para oferecer. Não que as pessoas se aproximem de outras somente com o intuito de receber, mas a vida é uma troca e, conscientes ou não, estamos sempre em busca de coisas boas e bonitas, de alegrias e felicidade.

Seja uma pessoa agradável e sorridente e você vai ver como outros vão procurar sua presença. Espalhe alegria, coisas boas e positivas. As pessoas vão se aproximar, vão querer estar sempre perto de você.


Um abraço cheio de amor e carinho!...

Letícia

Construa sonhos

Letícia Thompson

Somos uma sementinha plantada por Deus para que a terra floresça e dê frutos.

Mas às vezes em tempo de estia é difícil continuar a crescer. E, oprimidos, nos tornamos poços de lamentações, apiedados da nossa sorte. Caímos num buraco sem fundo e ficamos à espera que outros percebam nosso sofrimento e nos estendam a mão.

Porém, é inútil ficar no nosso canto chorando nosso destino e nossa dor. Se não podemos ou não temos força suficiente para mudar uma situação, que a aceitemos para que possamos melhor viver com ela.

Mude sua vida, faça uma vira-volta, ou aceite-a, com paz no coração!

É pesado, difícil, conviver com pessoas que se lastimam o tempo todo e não movem um dedo para mudar. E enquanto essas choram e se lamentam, do lado de fora da janela a vida explode sem se importar.

O mundo não para quando decidimos não mais caminhar; o mundo não chora quando choramos e não se alegra com nossa felicidade. Quando nascemos ele já existia e provavelmente quando nos formos, continuará existindo. Somos nós os passantes.

Todos temos em nós a força e a capacidade de mudar alguma coisa. Mas nem todos conseguem dar o passo à frente. Daí o sentimento de pesar, de pequenez, de nada mesmo muitas vezes. Daí a auto-piedade que é o desprezo, a diminuição de si mesmo. E ela não nos conduz a lugar nenhum, a não ser ainda mais fundo no poço ao qual nos atiramos. Ninguém nos exalta por que sente pena de nós e não crescemos diante dos outros por que temos dó de nós mesmos.

Por estranho que pareça, as pessoas podem até chegar aos que se sentem diminuídos e sofridos com o intuito de querer ajudar. Mas com o passar do tempo, se nada parece mudar, elas acabam se afastando. Ter pessoas negativas sempre por perto acaba influenciando a vida, da mesma forma como a alegria contagia. Voltamo-nos então, mais facilmente para aquilo que é bom, que pode melhorar nossa existência. E isso nada tem a ver com egoísmo das pessoas, mas com a busca de uma vida mais alegre e menos dolorosa.

Então, não espere pelos outros para mudar algo na sua vida. Espere por si! Não cobre dos outros, cobre de si. Faça algo de positivo!

Se você quer ter sempre pessoas em volta de você, cante e ria mais vezes.

As horas gastas em psicólogos podem ser trocadas de vez em quando por uma boa ação, uma visita a um asilo, a um hospital, a alguém que precisa de companhia. Quando a bondade sai dos nossos gestos, a paz entra no nosso corpo. Sentir-se útil é uma excelente maneira de começar a sair do poço. E há tanta gente no mundo precisando que sejamos úteis!

Construa sonhos, dê asas a eles, mas dê também pés. É importante que de vez em quando os pés toquem o chão, que conheçamos a dureza da vida, os nãos que nos decepcionam tanto, o sentimento de desejar, a estranha e deliciosa agonia de não se saber se se vai ou não chegar ao ponto final, mas a determinação de continuar apesar de tudo. Todo mundo passa por isso, ninguém é exceção. Tudo isso é vida, faz parte dela.

Viver é mais que trabalhar, comer, dormir e acordar. Viver é tirar proveito dos momentos que nos são ofertados, é sentir prazer neles, é o suspiro que vem do âmago e que não sabemos explicar. Viver é amar a própria vida do jeito que ela se oferece e se isso não nos satisfaz, ainda é possível colocar um colorido aqui ou lá de vez em quando se colocamos um pouco de boa-vontade.

Os que vivem por viver morrem devagarinho. Os que aproveitam a vida dobram a durabilidade desta, multiplicam os bons momentos e os carregam até a velhice quando, saciados, retornam ao Pai.

Contentamento

O grau de felicidade de uma pessoa difere para uma outra. Há os que se contentam com pouco, mesmo muitas vezes com quase nada, há os exigentes, que nunca parecem satisfeitos e estão sempre em busca de algo mais e há ainda aqueles que sabem extrair de cada instante o que podem para construir seu mundo feliz.

Penso que os anos que passam, além da idade, nos trazem também maturidade. Vemos assim com olhos diferentes uma mesma situação vista ou vivida tempos antes, dramatizamos menos, nos tornamos, talvez, mais sensatos e mais flexíveis. Descobrimos que certos sonhos são belos, mas que uma realidade viva, que podemos sentir na pele e provar é o que nos dá coragem para continuar adiante.

Ajustar-se ao mundo e ao que ele nos doa, extrair as pequenas gotas do néctar da vida e deliciar-se com ele, é fazer-se feliz por opção. Podemos ser felizes nos contentando com as bênçãos diárias, mesmo se pequeninas ou diferentes do que imaginamos. Podemos aceitar a vida, o outro, ceder aqui e ali, contornar alguns caminhos e descobrir que a vida não é um mar de risos constante, mas um vai e vem de ondas que se agitam e se acalmam e que a serenidade, se queremos, resta imutável em nós.

 

Contentamento

© Letícia Thompson

Não ponha seus sonhos em lugares altos demais onde suas mãos não poderão alcançá-los.

Mesmo se a vida parece ilimitada, nós possuímos nossos limites e esperar por algo que está muito além pode nos impedir de olhar à nossa volta.

Buscamos longe flores que poderíamos encontrar em nosso jardim, porque o que está distante sempre parece encoberto por uma neblina que elimina toda imperfeição.

Não nos prepararam para aceitar as coisas ou as pessoas como elas chegam, com muita ou pouca bagagem, com força ou sem muita vontade. Então desenhamos na nossa mente e fotografamos no nosso coração algo que só pode existir atrás da linha da realidade. E nos pomos a esperar...

Nos tornamos assim culpados de uma solidão da qual culpamos a vida ou os demais. Nos negamos a aceitar, pedindo ainda que aceitem a nós, e continuamos esperando pelo que o amanhã vai nos trazer.

Envelhecemos sem sair do lugar, sonhando ainda e além, mas sem provar da vida nesses mínimos detalhes, nem sempre coloridos e perfeitos tais raios de arco-íris, mas reais o bastante para nos fazer sentir vivos.

Não... não ponha seus sonhos além do que os seus braços alcançam. Aprenda que ser feliz é buscar o contentamento do prazer de cada instante.

Aprenda a ser flexível e menos exigente. Ria de bom coração quando tiver que rir e não permita que as mágoas te impeçam de viver o minuto seguinte.

Preciosa é a vida e preciosos são os que amamos. Preciosos ainda são aqueles que nos amam, os que cativamos.

Precioso é o hoje, é o que temos, é o que tocamos. É essa realidade, nem todo o tempo bonita, mas ainda assim a nossa contribuição para a história do mundo.


Tenham uma linda e abençoada noite, tão cheia de estrelas quanto têm sido as minhas.

Com muito e muito amor e o coração cheio de saudade.

Letícia

De coração pra coração
Letícia Thompson

O que separa corações não é a distância, é a indiferença.

Há pessoas juntas estando separadas por milhares de quilômetros e outras separadas vivendo lado-a-lado.

Muitas vezes nos importamos com o que acontece no mundo, nos sensibilizamos e pensamos até em fazer alguma coisa, mas nos esquecemos do que se passa ao nosso lado, na nossa casa, na nossa família e mesmo na vizinhança. Colocamos, sem querer, barreiras entre os corações que nos cercam.

A indiferença mata lentamente, anula qualquer sentimento; e assim criamos distâncias quando estamos tão próximos. As pessoas se habituam tanto àquelas que convivem com elas que elas passam a não notá-las mais, a não dar mais importância.

Mas, se quisermos transformar o mundo, comecemos por transformar a nós mesmos. Se quisermos entrar em combates para melhorar algo para o futuro, que esse combate comece dentro da nossa própria casa.

Precisamos olhar os que estão ao nosso lado sempre com olhos novos. Comunicar mais, destruir mais barreiras e construir mais pontes. Precisamos nos dar de coração a coração.

A melhor maneira de acabar com a indiferença de uma pessoa em relação a nós é amá-la. O amor transforma tudo.

Não permita que pessoas ao seu lado morram de solidão! Não permita que elas sintam-se melhor fora de casa que dentro dela! Dê atenção, dê do seu próprio tempo! Comunique-se! Assista menos televisão e converse mais. Riam juntos. Há quanto tempo você não diz para a pessoa que vive ao seu lado que gosta dela?

A gente não recupera tempo perdido. Mas podemos decidir não perder mais.

Vamos amar os corações que nos cercam e tentar alcançar novamente aqueles que se distanciaram. Há sempre tempo para se amar. E se não houvesse, o próprio amor seria capaz de inventar.

Hoje é um dia que eu esperava há muito. E quando digo muito, é muito mesmo,
pois o tempo é sempre logo quando esperamos algo que deseja nosso coração.
Quero falar para vocês sobre nosso livro, que estará disponível nos próximos
dias.

Meu caminho na net tem sido longo. E, graças ao carinho de vocês, sempre
subindo, mesmo quando eu mesma resolvi parar um pouquinho por razões
privadas. Vocês mantiveram o site sempre em alta, continuaram me escrevendo,
como se eu estivesse sempre presente. E estava, tenham certeza, pois minhas
palavras são realmente pedacinhos do meu coração que vou espalhando por aí.

O desejo de publicar meu livro nasceu aos poucos. Mas eu queria um de
verdade, com folhas de papel, desses que as pessoas podem carregar dentro de
ônibus, metrô, sentar no banquinho da praça, sala de espera ou ler
tranqüilamente antes de dormir. E agora esse sonho se realiza e gostaria de
apresentá-lo:

De coração para corações

©Letícia Thompson

Escrever esse livro não foi assim tão difícil, porque as coisas foram sendo feitas devagar, com o tempo, acontecimentos.

Foi, como tudo deve ser na vida, amadurecendo aos poucos. O mais difícil mesmo foi dar a ele um nome, uma identidade, um rosto que pudesse fazê-lo único e reconhecível entre tantos outros. Um nome é algo muito importante.


Como mãe dessas letras, recebi a difícil incumbência de batizá-lo. Comecei, então, a refletir sobre isso.

O que são esses textos? O que representam para mim e para os outros? Como os vêem, os recebem? Qual é o ponto comum entre todas as pessoas que os lêem? Não preciso ir longe para encontrar essas respostas.

Se eu fizesse uma pesquisa, uma maioria absoluta diria a mesma coisa: são palavras que chegam ao coração, porque escritas com o coração; são coisas que todo mundo vive, mas nem todos conseguem achar a maneira exata para dizer e, quando lêem, têm a impressão muitas vezes de que aquilo conta suas histórias ou vivências, que foram escritas para elas.

Assim, nasceu este livro "De coração para corações," pois é a abertura dos meus sentimentos, minha oferta a cada um que se dispuser a abrir a janela do coração para acolher minhas palavras, que poderiam perfeitamente ser as de cada um.

Que ninguém abra este livro e o feche sem se sentir abençoado, pois é o dom que recebi e o compartilho de coração aberto.


O livro estará disponível dentro dos próximos dias. Ele será vendido a
princípio através do nosso site, com pagamento podendo ser efetuado através
de cartões de crédito (Visa e Mastercard - PayPal na Europa, Estados Unidos
e Japão).

Vou estar no Brasil entre 2 e 22 de agosto e estarei sendo entrevistada na
Globo no programa Mais Você, por Ana Maria Braga. A data exata ainda não foi
fixada.

Como previsto vou estar em São Paulo capital, Bauru, com o apoio da 94 FM,
Campinas, Rio de Janeiro e Espírito Santo. As datas serão divulgadas
posteriormente. As pessoas me perguntam porque não outras cidades, mas será
difícil encontrar tempo e eu digo que se Deus permitir, numa próxima vez
faremos isso.

As pessoas que adquirirem o livro e quiserem me encontrar, poderão recebê-lo
diretamente de mim quando estiver no Brasil.

Espero de coração que apreciem esse livro e que sintam-se abençoados com
ele. Peço e agradeço a gentileza de divulgarem esse e-mail para suas listas
e grupos. Na semana que vem estarão disponíveis os meios em que poderão
adquiri-lo.

Obrigada a todos pelo apoio e pelo carinho!

Que o Senhor os guarde e abençoe!

Um carinhoso e muito feliz abraço!

Letícia

Junho 2007

E quando o principezinho quis proteger a flor, ela disse: -"Não, não preciso mais." Ele então disse: -"Mas, e os bichos? E ela respondeu: "É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas."

Essa passagem do Pequeno Príncipe é muito profunda. Evitar todo o tempo as dificuldades vai muitas vezes nos impedir de conhecer as coisas de outra maneira. Não é muito mais lindo o dia de sol depois de um longo período de chuva? O inverso também é verdadeiro. Mas nem sempre nós, como pais, conseguimos colocar essas coisas em prática. Eu não gosto de ver minhas crianças chorando, nem tristes e quando elas estão felizes, estou feliz por três. Mas eu sei que preciso dizer não muitas vezes, sei não posso ceder a todos os caprichos delas e não quero que contem com nada mais que com o próprio esforço para construírem o futuro. Claro que a vida às vezes é generosa e nos oferece presentes, mas nunca devemos esperar por isso. Devemos construir, criar, inventar, sonhar e trabalhar e poder ter a oportunidade de nos orgulhar um dia.

Os pais que dão tudo, fazem tudo pelos filhos, não podem imaginar o mal que fazem. É inconsciente, pois a intenção é simplesmente facilitar a vida. Mas a vida não é fácil. Esses pais que não conseguiram ainda cortar o cordão umbilical dos filhos se esquecem que não são eternos e que, um dia ou outro, esse cordão terá que ser cortado e vai ser muito, muito mais doloroso se os filhos não estiverem preparados para caminhar sozinhos. Devemos ensiná-los a independência, a importância de se construir, as armas da conquista... enxugar as lágrimas, se preciso, mas nem sempre evitá-las.

Vamos pegar o exemplo dos pais que fazem os deveres de casa dos filhos, mas não estão na escola na hora da prova. Com a vida é igualzinho... nem sempre vamos poder estar presentes na hora das provas, então é melhor que a criança esteja preparada, como um guerreiro, cabeça erguida, pronta para atravessar e que ela saiba que vai ter que ir só e se por acaso cair, terá apoio.

Eu sei o quanto dói os nãos que devemos dizer, a atitude firme quando nosso coração está derretendo por dentro... mas aprendi também que os presentes são muito melhor recebidos se eles chegam em momentos especiais em que se espera, se conta os dias, se anseia...

O assunto já foi tratado antes, mas é importante a gente pensar novamente:

O cordão umbilical

© Letícia Thompson

Deus é perfeito e faz tudo com perfeição!

Costumo dizer que todas as lições que precisamos aprender para bem viver estão nas coisas simples da vida. É suficiente abrirmos os olhos, que sejam físicos, que sejam do coração.

Uma criança está ligada à mãe pelo cordão umbilical em um tempo normal de nove meses. Passado esse período, essa ligação já não é mais benefício, mas, ao contrário, representa um perigo de vida para os dois.

É maravilhoso perceber que Deus estabeleceu um tempo para que um novo ser humano possa começar sua independência.

Há pais que vivem a vida inteira e não se dão conta disso. Eles querem carregar seus filhos nas costas, a fim de evitar sofrimentos e pensam fazer isso por amor. Mas o que é amar?

Amar é saber a hora certa de cortar o cordão umbilical. Fazendo tudo por nossos filhos, nós os sufocamos e os deixamos despreparados para a vida. Nosso medo é que eles sofram. E daí? Quem não sofre? Quem pode evitar esse caminho?

Amar não é correr o tempo todo atrás das nossas crianças para evitar que caiam, mas estar ao lado delas cada vez que caírem para sanar os ferimentos e dar apoio, um abraço, um beijo, uma simples presença.

Deus, que é nosso Pai maior e conhecedor de todas as coisas, também permite que passemos por caminhos difíceis, às vezes mesmo quase insuportáveis e Ele não nos ama menos por isso. Nós damos muito mais valor às coisas que obtemos com dificuldade e o Senhor sabe disso. Mesmo Jesus conheceu a fome, sede, dor e angústia. E Ele é o Filho do Rei, Ele é perfeito...

Amar não é construir no lugar dos nossos filhos, é ensiná-los o valor de construir e o prazer de ver o resultado. É ensiná-los que a vida não nos oferece tudo e que na maioria das vezes precisamos lutar para alcançar as coisas, precisamos passar por sacrifícios, nos resignar e aceitar que não somos perfeitos, mas que dentro da nossa imperfeição, podemos dar o melhor de nós.

Não podemos criar nossos filhos numa redoma de vidro, por que não somos eternos e por que isso seria injusto para eles. Crianças superprotegidas serão adultos mancos para a vida toda e correm o risco de sofrer muito mais do que aqueles que cedo aprenderam que não importa se a gente cai e se machuca, a gente se levanta sempre e pode recomeçar cada vez.

Às vezes o maior presente que podemos dar aos nossos filhos é deixar que caminhem sozinhos, que façam suas experiências, que experimentem as lágrimas e o gosto do sal, as decepções das derrotas e o grandioso sabor das vitórias.

Amar é libertar. Mesmo se isso dói em nós...

Que esse Deus maravilhoso que nos ensinou a caminhar
e segura nossa mão quando precisamos, esteja presente na vida de vocês!
Obrigada pelo carinho, pelo amor, enfim... por serem vocês!
Tenham uma tarde muito, muito linda e encantada!

Abraço forte e carinhoso,
Letícia

Depressão

Letícia Thompson

Dos males que têm assolado a humanidade, a depressão é um dos mais perigosos. Ela se infiltra de maneira hipócrita na vida das pessoas e se instala, conduzindo e condenando a sua vítima a uma vida quase vegetal.

No princípio, apenas uma tristeza; depois vem cansaço e desânimo até que aos poucos ela vai matando todas as forças vitais; a pessoa que sofre desse mal não vê nenhuma perspectiva para o futuro, acha que o presente não é interessante, não vê porta de saída e, pior, não sente vontade de vê-la.

A pessoa depressiva se sente incompreendida e se isola. Se ninguém a entende não há por que tentar se explicar. Por outro lado, o sentimento de abandono e solidão pode tornar-se imenso e pesado. O simples fato de viver é um fardo pesado demais para se carregar.

Ela pode ser causada por várias coisas: perda, de uma maneira geral: a morte de alguém que se ama; perda de um trabalho, amigo, namorado, enfim, de uma situação estável. O medo do dia de amanhã, a incerteza do futuro. O sentimento de responsabilidade diante de um nascimento, coisa comum entre as mulheres que acabam de dar à luz, explicado clinicamente pela baixa de hormônios, também causa depressão. Há artistas que não suportam o peso da fama. Uma vida monótona e vazia também conduz à depressão.

Acredito que as pessoas que levam a vida com mais seriedade tenham mais chance de tornarem-se depressivas. As pessoas que pensam demais acarretam mais coisas sobre si mesmas.

A ajuda clínica pode ser benéfica, mas é preciso ir muito além para se ver livre dessa doença.

Conviver com um depressivo é difícil, pois por mais que a gente diga para a pessoa reagir, olhar para a frente, esta só vai sair desse buraco profundo se ela mesma sentir que quer sair. Podemos, talvez, servir de muletas, mas não de cadeiras de rodas para essas pessoas. Não podemos carregá-las nos braços o tempo todo, mesmo se no mais íntimo do nosso coração é o que gostaríamos de fazer. Mas há pessoas que não andam porque se recusam a andar; outras morrem porque decidem não mais viver e não há nada que possamos fazer.

Podemos tentar ajudar a pessoa a pensar positivo. Mas só pensar positivo não basta; é necessário agir em função dos pensamentos. E é isso que precisamos compreender e fazer com que compreendam.

E esse mal devastador acaba não só com a pessoa atingida, mas se insinua em volta de todos aqueles que o cercam. Lidar com um depressivo é duro, pois dá sentimento de insuficiência, de incapacidade, de culpabilidade. Se não há um resultado, acabamos nos perguntando se não poderíamos ter feito uma coisinha a mais para ajudar, para levantar a pessoa e acabamos por nos sentir responsáveis, o que é muito perigoso para o nosso próprio equilíbrio.

Mas, querem saber de uma coisa? O importante é que façamos a nossa parte. Que estejamos do lado, que estendamos a mão, que oremos, juntos ou sozinhos. O importante é que amamos e sabemos que amamos a pessoa. Mas, ajudando, que saibamos estar o suficiente distantes para não nos deixar contagiar. Talvez um cego entenda melhor o outro, mas ele será melhor guiado por alguém que enxerga normalmente.

Nesse caso, melhor é estar forte para tentar segurar a barra; estar firme caso o outro precise de estaca; estar alegre caso um sorriso seja necessário; ter um canto nos lábios para afastar a tristeza e um coração cheio de amor capaz de compreender, aceitar e ajudar e ainda assim continuar inteiro.

Deus não se envergonha de mim

Letícia Thompson

Falamos abertamente das nossas paixões,mesmo com orgulho em certas ocasiões.
O time de futebol preferido, um artista, uma pessoa importante. São coisas que nos dão satisfações inexplicáveis e que defendemos muitas vezes como se fossem parte de nós.
Não nos envergonhamos, mesmo se as outras pessoas não possuem os mesmos gostos ou mesmas preferências. E me pergunto por que há pessoas que possuem tanta dificuldade para falar de Deus, de Jesus, se são Eles a razão mesmo da nossa existência e o único meio de salvar nossa alma para a eternidade.


Nosso time ignora nossa existência e nosso artista preferido freqüentemente também.
Somos, para essas paixões, apenas um rosto a mais numa multidão.
E quando as dificuldades nos assaltam, para onde dirigimos nossos olhos, nossas lágrimas, nosso coração sofrido? Para onde se dirigem nossas súplicas? Nesses momentos, as paixões do mundo tornam-se mínimas, insignificantes, até esquecidas. Nos dirigimos para Aquele que acreditamos ter a solução para nós e que possui um coração grande o bastante para se inclinar e nos ouvir.
Aquele que é capaz de perdoar bem mais que setenta vezes sete e nos aceita cada vez que,
arrependidos, acabamos voltando. Aquele que nos perdoa até o último minuto da nossa vida.
Nos momentos de desespero é fácil chorar, pedir, suplicar, sem que a gente se preocupe com o que vão pensar de nós. É muito fácil receber, aceitar.


Mas quando a tempestade passa e que o sol volta a brilhar, não é assim tão fácil abrir a boca e falar dAquele que nos segurou a mão nas horas difíceis.
Pensamos no que vão pensar de nós, se vão nos julgar. Acabamos seguindo a maré, porque é mais fácil ser como todo mundo. Mas quem disse que precisamos ser como todo mundo, fazer como todo mundo?
Convicções são convicções, pouco importa a situação.
Não digo aqui que devemos entrar em discussões intermináveis sobre religiões. Fanatismo também é pecado e vemos diariamente nas notícias
onde ele tem conduzido muitos povos.
Não precisamos ser fanáticos para sermos quem somos, com toda honestidade.
Negamos diariamente a Deus. Negamos quando nos omitimos, nos calamos ante certas circunstâncias que pediriam de nós uma atitude;
negamos quando não dizemos às pessoas que necessitam que Ele é a solução.


Negamos com nosso silêncio.
E Deus se entristece. Porque Ele não se envergonha de nós, mesmo sendo quem somos. Jesus não se envergonhou da humilhação da morte de cruz, mas preferiu perdoar dizendo que as pessoas não sabiam o que estavam fazendo.
Talvez quem negue não tenha ainda tido um verdadeiro encontro com Ele.
Porque se Deus está em nós e nós nEle, brilhamos por onde passamos, como pedaços de luz numa noite escura. Somos livres e libertos.
Vamos a Ele também na nossa alegria e não somente quando nossa alma chora e carece de ajuda.
É preciso pensar sobre isso. Pedro chorou amargamente depois de ter negado a Jesus
e foi perdoado. Mas podemos viver sem ter que passar por esse caminho.
Podemos trazer muito mais alegrias que tristezas ao coração de Deus, que nos ama acima e apesar de tudo.

A difícil arte da fé

Letícia Thompson

 

Ter fé é banir da vida o "e se?"

e caminhar com a cabeça erguida,

sem olhar para trás e nem para os lados;

é ter a convicção de que aconteça o que acontecer,

o objetivo será atingido.

Há quem pense que ter fé é se jogar num buraco escuro,

sem saber o que o espera embaixo;

mas é exatamente o contrário.

Quem tem fé se joga no buraco escuro sim,

mas ele sabe, através dos olhos espirituais,

o que o espera e não duvida disso;

ele constrói sua arca com a certeza que a chuva virá;

ele abre os olhos para a promessa e fecha os ouvidos

para os que tentam fazê-lo desistir com dúvidas;

ele anda sobre as águas e sente terra firme sob os pés;

ele vê saídas e continua a caminhar onde outros desistiram.

Temos fé quando temos a certeza absoluta

que não estamos sós.

Sabemos que uma Mão nos guia,

Braços nos esperam e isso nos reconforta.

Perdemos bênçãos por que no meio do caminho,

principalmente se este for longo,

começamos a questionar. Mas não é fácil pra ninguém

manter-se em posição de fé

quando tudo parece contrário ao que se espera.

As pessoas mais próximas de Jesus duvidaram.

Pedro começou a afundar ao andar sobre as águas,

os discípulos todos entraram em pânico

por causa de uma tempestade,

mesmo sabendo o Mestre do lado

e Tomé quis tocar a ferida com as próprias mãos.

Somos assim, nós, incrédulos,

porque somos por demais materialistas.

Fôssemos mais espirituais e nossa vida seria diferente.

Quem só acredita naquilo que vê,

só experimenta daquilo que vê;

quem acredita em Deus,

experimenta a diversidade de bênçãos

que Deus coloca a nossa disposição.

A fé é um exercício diário de confiança em Deus

e é o resultado da convivência com Ele.

Só que Deus não é um Deus que se impõe.

A nós cabe a busca.

Quem já tem fé planta em desertos e vê campos floridos.

Quem não tem, peça que Deus dá com alegria.

Efêmero

De tantas e tantas dores espalhadas por aí, uma das que mais doem é a da solidão. Dói assim tanto, que quanto mais a gente chora, mais ela dói. E quanto mais dói, mais nos isola.
O mundo sofre de solidão. Ah, sim, sofre! Todo mundo anda tão preocupado com as doenças ditas modernas e que se espalham a uma velocidade assustadora,
mas poucos pensam nessa doença que nem matar, mata, mas isola. E ela é tão devastadora quanto qualquer outra, mas de maneira diferente. As pessoas até disfarçam trancadas em suas casas ou seus apartamentos, diante de um computador, onde as amizades virtuais tomam um lugar de suma importância. É que há muitos solitários se amparando, até mesmo sem saber. Mas é no momento
de ir dormir que sentem essa dor que vai corroendo o peito e ficam torcendo para o sono chegar logo.
Não inventaram um remédio para acabar com a solidão. É que não precisa, pois ele sempre existiu. É suficiente pensar um pouquinho em quem está do lado,
quem não tem ninguém, quem viveu, se deu e fica esperando ainda da vida o retorno... quem quer contar histórias, mas não encontra ninguém com tempo ou
paciência para ouvir... quem a vida podou de pais, filhos, irmãos...

há em torno de cada um de nós alguém assim, quando não somos, nós mesmos, aquela pessoa que está precisando tanto de uma mão que aperte a nossa.
Não é preciso conhecer matemática para sabermos que um mais um fazem dois e,
mais ainda: um triste mais um triste podem fazer dois felizes. Oferecer a alguém a oportunidade de sentir-se menos só, nem que seja um pouco, um dia,
já é acender uma velinha no coração dessa pessoa. Não sei por que hesitamos tanto! Talvez por que pedimos tantas coisas a Deus e nos esquecemos de pedir
que faça chover amor. E isso é muito, muito importante.

Efêmero
© Letícia Thompson

Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.
Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.
Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos.
Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos.
Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença!
E o tempo passa...
Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.
Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: e agora?!
Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.
Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.
Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos.
Olhe para frente!
Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós.
Pense!... Se você está lendo esta mensagem é porque ainda tem tempo!!!
Não o perca mais!...
Um maravilhoso Natal!!!

Meu mais carinhoso abraço a todos vocês que me recebem, aos que me escrevem,
aos que estão chegando agora. Que o Senhor possa abrir no céu as portas das mais infinitas bênçãos para cada um!

Com muito amor,

Letícia

Quando um monte de areia não deixa de ser um monte de areia e um punhado de pedras não passa de um punhado de pedras é que nosso coração já se esqueceu dos sonhos que são necessários para se construir uma casa. Temos todos o poder e a bênção de transformar coisas difíceis em positivas através da nossa fé e determinação. Se nos sentimos fragilizados, Alguém nos levanta, se estamos fracos, Ele nos carrega nos braços e no fim das contas o resultado é sempre uma vitória para aqueles que desistem de tudo, menos de
crer no amor de Deus.

Para nossa última atualização antes da minha viagem, escrevi um texto que fala "Em tudo dai graças" e por mais difícil que seja, digo: "em tudo dai graças;" Dai graças, pois não sabemos o que se passa no coração de Deus.

Dai graças mesmo quando as saídas parecerem fechadas, mesmo quando as portas parecerem inexistentes. Dai graças, alcançando a grandeza de dizer como o apóstolo Paulo: "Aprendi a estar contente em qualquer situação em que me
encontre."

Em tudo dai graças

© Letícia Thompson

As folhas caem, sem que por isso estejam abandonando as árvores.

Os grandes ventos contrários chegam e saem arrasando tudo, sem que comprendamos a sua função.

E os problemas chovem sobre nossas cabeças sem que tenhamos forças para enfrentá-los ou encontrar explicações, se as soluções sempre nos parecem inexistentes ou sonhos impossíveis.

São as pedras que nos jogam, as injustiças que sofremos e nos deixam tão caídos que mal temos forças para olhar para os céus.

Mas levante os olhos e veja na primavera os renovos, a natureza que revive ainda mais bela e mais viçosa!

Olhe depois a terra lavada, o cheiro do que resta e o que é necessário reconstruir. Muitas e muitas vezes quando não tomamos atitudes, a própria vida se encarrega.

Jamais desista de um caminho porque te disseram que é dificil. Difícil mesmo é ter que renunciar aos nossos sonhos e ter que conviver para sempre com nossa consciência que nos cobra incessantemente.

Ainda que as saídas sejam incógnitas e que você tenha a impressão de estar lutando contra moinhos de vento, continue acreditando, pois o Pai vê o esforço de cada um e reconhece os corações contritos e necessitados.

Dê graças ainda que as lágrimas te salguem a boca, dê graças, pois a maior derrota do homem é desistir de si mesmo, é desistir dessa felicidade que cabe por direito a cada um de nós.

Gostaria de repassar para vocês o que temos em termos de programação no
Brasil à partir da semana que vem:

Bauru - autógrafos - dia 03 de agosto às 18 horas - Livraria Empório
Cultural de Bauru na entrada principal do Bauru Shopping

Rede Globo - entrevista com Ana Maria Braga no programa Mais Você - dia 06
de agosto às 8 horas

Campinas - Ainda não confirmado, dias 07 e 08 de agosto

São José dos Campos - 09 e 10 - não confirmado ainda

Rio de Janeiro - autógrafos - 15 de agosto às 19 horas no shopping center
Rio
Apesar de estar viajando, vou continuar tendo acesso aos meus e-mails
normalmente. Assim, em caso de dúvidas, é só me escrever.

Agradeço de maneira especial a Alceu Rodrigues da 94 FM Bauru por todo
empenho que tem tido em me ajudar em São Paulo, a Eliane Gonçalves, por
estar se empenhando tanto, Ana Paula Hagga da Rede Globo, assim que sua
equipe e o Dr. Alves que não mede esforços para me ajudar. Que o Senhor os
recompense na justa medida!

A todos vocês que já adquiriram meu livro, muito obrigada, aos que estão
planejando, meu obrigada antecipado!

Que o Senhor os guarde a cada instante! Estarei viajando todo o dia 1 de
agosto e conto com suas orações!

Um abraço cheio de amor!

Meu Livro "De coração para corações"

Letícia

Existe esse momento que ninguém escapa: por um problema mínimo, um grave, uma desilusão, uma decepção ou simplesmente por que a vida parece não querer mudar, ir adiante, podemos nos sentir tão pequeninos à ponto de querermos desaparecer. Mas ninguém desaparece! Fugimos das pessoas, mas não fugimos de nós.

Recentemente minha filha mais nova me perguntou: "mamãe, o que você faz quando quer dormir e não consegue?" Eu respondi: "eu penso em coisas boas, nas que quero realizar, nas que gostaria de ter." Ajuntei, para enfeitar mais um pouquinho: "penso nas flores, na primavera, que gosto tanto." E eu fico me perguntando o que se passa nessa cabecinha agora no momento em que espera o sono: sonhos, tão bons e tão úteis.

Assim é com nossa vida também. Pouco importa o tipo de problema que cada um enfrenta, se tira o sono ou não. Esse pequeno momento de evasão, de vôo, de liberdade, é necessário. São nosso copo de água fresca em grandes momentos de sede, nos revigoram. Mas, por mais importantes que sejam, não devem ocupar todo o nosso tempo, não podem ser maiores que nós e se substituir à realidade que continua existindo. Fingir que um problema não existe, não o elimina. Ignorar o resultado de um exame não cura nossa doença. A vida está aí de braços abertos e ela nos recebe, nos acolhe e se podemos nos permitir sonhos, ela continua segurando nossas pernas. A vida faz parte de nós.

Estar entre o céu e a terra é permitido. É, talvez, esse pequeno pedacinho de sabedoria que ignoramos, mas que nos fazem caminhar, vencer, chegar à velhice com a sensação de ter bem vivido.

Aqui vai o nosso texto: Entre o céu e a terra!


Entre o céu e a terra...
© Letícia Thompson

Como sonhar é bom! Nos dá aquela sensação de que os fardos são mais leves, mais suportáveis. Sonhar é esquecer-se por algum tempo dos problemas, imaginar o inimaginável, viajar por terras longínquas e não encontrar soluções para os problemas... pois estes simplesmente não existem!
Eu não diria que a vida é cruel. Ela é estática. Mas as situações, em certas circunstâncias, são difíceis de se enfrentar. Existe esse momento na vida onde nos encontramos num beco sem saída, onde nossos porquês ficam sem respostas e tudo o que conseguimos fazer é chorar e levar o pensamento ao céu como último recurso. E ninguém é poupado, que seja rico ou pobre. Pouco importa o tamanho dos problemas, todos estão à mercê e cada um sabe o peso da sua cruz.
E são nessas horas que sair um pouquinho do chão pode ser benéfico. São as asinhas que criamos e que nos levam a qualquer direção, nos dão a idéia de liberdade e nos ajudam a recuperar as forças para quando os pés pisarem a terra novamente.
Esses momentos de leve fuga são importantes, mas que não sejam intermináveis. Fugir da realidade não resolve problemas e a queda pode ser ainda mais dura se longa for a viagem.
É se enfrentando nossos monstros que aprendemos a não ter medo deles, que aprendemos que, embora assustadores, podemos ser mais fortes, não por que somos gigantes, mas por que temos em nós um Pai de onde podemos tirar forças.
Que possamos aproveitar nossos momentos de evasão para apreciar do alto as belezas que a vida nos oferece, mas que sejamos sábios o bastante para colocar os pés no chão e enfrentar a realidade que, embora dura muitas vezes, não é e não pode ser mais forte que nós.
A Cruz, fincada no chão e apontando os céus nos mostra que, embora plantados na terra, temos no Alto nossa saída, nossa escapatória, nossa libertação.


Aos que chegam agora, sejam muito bem-vindos!
Que o Senhor os guarde mais esse dia! Que seus corações possam estar aquecidos pela paz de Cristo!
Até a próxima, se Deus permitir!
Com muito amor,
Letícia

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Quem teme o Senhor está aprendendo a ser sábio.
provérbios 15.33