Somos
todos tão iguais e nos vemos tão diferentes! E
quando nossos sentimentos se cruzam com o que lemos ficamos
surpresos...
Não somos os únicos a sentir dor; não somos
os únicos a sentir medo, insegurança... não
somos os únicos a temer o desconhecido, a sentir decepção,
a chorar de tristeza, a ficar na dúvida, a não
saber que decisão tomar e recear ter feito a escolha
errada...
Sofremos mais porque nos vemos sós. Porque temos dificuldade
em imaginar que outras pessoas passem por caminhos parecidos
com os nossos. Porque nos fechamos no nosso quarto e em nós...
nos sentimos tão miúdos que dificilmente imaginamos
que fora da nossa janela outros seres sentem-se pequenininhos
também, cada qual sozinho na sua dor e solidão.
A auto-piedade que nos devasta, assola milhares de eus espalhados
por aí.
Vistos do alto, somos apenas pequenos pontos, grãos de
areia no mar da vida, tremendamente parecidos. E a chuva, quando
rega a terra, não escolhe cabeça; o sol ilumina
tudo por igual e a lua pode encantar qualquer um.
Somos todos sim iguais na alma, na pequenez e na grandeza; Eu
choro também, me comovo, morro um pouquinho a cada dia
e renasço na minha fé. Desanimo de vez em quando
e ergo a cabeça logo depois; espero impaciente o nascer
do dia e faço planos pro dia seguinte. Me faço
mil perguntas para as quais não encontro respostas.
Somos assim, tão iguais eu e você e tantos outros!...
A prova disso é que você se identifica com o que
digo.
Se a emoção que aperta meu peito, aperta o peito
de quem me lê, é porque somos feitos do mesmo barro.
E se posso ver e crer na vitória e ultrapassar meus limites
é porque todo mundo, cada um pode. Podemos conjugar todos
os verbos em todos os tempos!
É verdade que o sol não nasce e não se
põe pra nós no mesmo momento, mas isso não
muda em nada a verdade de que somos assim maravilhosos e importantes
grãozinhos de areia aos olhos de Deus.

Os
gestos também falam
Hoje eu falo de gestos.
O que eles dizem, sem que tenhamos a necessidade das letras.
Não creio que existam analfabetos de gestos, pois que
uma simples presença é capaz de dizer muito.
Outro dia um casal de amigos meu, perdeu um filhinho. Doeu meu
coração. E eu também fiquei assim, sem
saber o que dizer, por que eu também queria entender
e, sobretudo, aceitar. E todas as palavras fugiram de mim e
fiquei me perguntando o que iria dizer. Daí, disse o
menos possível. Peguei o telefone e simplesmente disse:
estou aqui. E ela respondeu: nós sabemos.
Muitas vezes é suficiente que as pessoas saibam da nossa
presença. Eu já percebi que não existem
muitos anjos tagarelas. Mas sabemos da presença deles
e nos sentimos reconfortados. Devemos nos comportar dessa forma
também quando não soubermos muito bem o que dizer:
em silêncio seguramos as mãos e ficamos ali.
Aqui vai nosso texto. Uma forma de mostrar que absolutamente
todo mundo pode ser útil a alguém nos momentos
difíceis.
Os
gestos também falam
Letícia
Thompson
Quando
as palavras calam, os gestos falam.
Vivemos
às vezes situações em que as palavras parecem
desaparecer do nosso vocabulário. Elas ficam todas emboladas
no nosso estômago, sobem até a garganta e não
sabemos, não temos idéia de como colocá-las
para fora. São muitas vezes quando nossos amigos mais
precisam de nós. E, justamente, é aí que
encontramos essa barreira. Não sabemos o que dizer, não
temos explicação aceitável para o sofrimento,
temos medo de falar algo que não devemos e nos quietamos.
Achamos
com facilidade palavras, repetidas e gastas mesmo na maioria
das vezes, para expressar nossa alegria, nosso desejo de felicidade
ao outro e não nos importamos se alguém já
disse ou não. Pegamos emprestadas essas frases corriqueiras
e fazemos delas nossa mensagem. E nossos amigos recebem isso
de coração aberto, sorriso estampado, porque eles
fazem também uso disso. É de praxe, é normal,
é gentil, é nobre. É milhões de
vezes melhor que o esquecimento.
Nossa
grande dificuldade é expressar em palavras de consolo
quando nós mesmos temos um coração moído
pela dor de ver o sofrimento do outro e termos a consciência
que não podemos fazer nada!
Vai passar, sabemos disso, pois todas as dores passam, como
passam as noites de lua e os dias de sol. Nada é estável
e constante.
E
queríamos tanto encontrar as palavras exatas que amenizasse
o sofrimento, que trouxesse consolo imediato, que anestesiasse
ou curasse de vez! E lá, nesse exato instante, as palavras
morrem.
Mas
eis um segredo que só os anjos conhecem: os gestos falam!
Flores
falam muito. Um beijo fala. Um afago fala de voz doce e suave.
Uma presença, mesmo calada, fala demais. Um abraço
fala muito alto. Um olhar sincero diz tanto! Uma mão
que segura outra mão fala como várias bocas e
centenas de corações...
Quando
as palavras se recusarem a sair de você, fale com gestos.
O outro compreenderá.
Seja
você o anjo calado que vai trazer um lenço e vai
ficar do lado para o outro se sentir menos sozinho. Dar de si
vale mais que todas as palavras do dicionário juntas.
E nesses instantes, Deus se cala também. Ele se contenta,
como nós, de olhar com ternura e Ele sente prazer em
nós.

A
glória de Deus
Letícia
Thompson
Há
pessoas que esperam ansiosamente pela glória de Deus;
há
pessoas que vivem em busca da eternidade e de promessas de uma
vida melhor e belezas que nossos olhos verão;
há pessoas que sobem em montanhas para se sentirem mais
perto de Deus;
há
pessoas aguardando o amanhã como se o hoje não
existisse.
E
portanto...
A
glória de Deus está espalhada por toda a terra
em cada coisa que Ele criou; há algo de majestoso, sublime
e belo em cada pétala de flor, em cada gota de oceano,
em cada pedacinho da natureza e... no próprio homem!
A
eternidade é apenas a continuação de uma
vida e não o objetivo dela; as bênçãos
prometidas devem ser recebidas e gozadas no presente e não
posso imaginar algo mais belo e suntuoso que esse jardim maravilhoso
chamado Terra, onde o Senhor nos plantou como seres superiores.
Deus
é onipresente. Ele em Si está em toda parte. É
possível encontrá-lo em meio a uma multidão
ou em um deserto. Não nos afastamos dEle quando descemos
uma montanha... nos afastamos quando deixamos de amar. E mesmo
assim Ele aguarda, imutável, que abramos novamente nosso
coração.
Não
existe um amanhã perfeito sem um hoje bem vivido. Nosso
amanhã é a casa que construímos hoje com
nossas atitudes, nosso viver, nosso comportamento, nossa visão
do mundo e das coisas. O amor que espalhamos, o bem que fazemos,
o olhar que dirigimos às belezas que Deus criou e colocou
à nossa disposição, são tijolinhos
que, juntos, vão construindo nosso abrigo diante do Pai.
E
a glória de Deus está aqui, agora. É suficiente
abrir os olhos...

Mágoas não desaparecem
num passe de mágica. Palavras jogadas e recebidas gravam-se
em nós até mesmo quando dizemos que não
querendo consertar uma situação. O tempo passa
e o coração continua o mesmo. Pequeninas coisas
vão se acumulando, até que um dia não se
podemos mais respirar, explodimos ou morremos sufocados.
A comunicação no
dia-a-dia, na hora certa, com maturidade, apesar das dores,
vai eliminando os lixos que envenenam pouco a pouco os relacionamentos.
Saber o que o outro pensa, o que sente, não sabemos.
Mas quando as coisas
são ditas, de maneira adulta, elas tornam-se menos importantes
e as relações tornam-se mais saudáveis.
Adivinhamos e sabemos que o amor do outro não é
aquele que nos suporta, mas o que nos acolhe, mesmo se somos
quem e o que somos. E vice-versa.
Hoje escrevi sobre o acúmulo
de coisinhas que envenenam as relações amorosas
e as amigáveis. Espero que seja de alguma utilidade:
Que
o Senhor os proteja, dando bênçãos inúmeras!
Um
abraço tão grande quanto essa distância
física entre nós.
Letícia
Gota
a gota
©
Letícia Thompson
Em
todo relacionamento não existem coisas grandes, pequenas
e insignificantes. Nos verdadeiros relacionamentos, tudo é
grande.
Nosso
erro é justamente pensar que existem coisas que não
devem ser levadas em consideração, que podem ser
deixadas pra trás, que vão passar com o tempo
e serão esquecidas.
Coisas
pequenas podem incomodar tanto ou mais quanto as grandes. Quem
já viu o tamanho de uma pedra que maltrata os rins ou
a vesícula sabe do que falo.
O
acúmulo das pequeninas coisas dia ou outro vai acabar
estragando o relacionamento. Quando a gota que fizer transbordar
o vaso chegar, a queda será inevitável.
Quando
vemos pessoas que se separam, em amor e amizade, de uma hora
pra outra nos surpreendemos. O que não podemos imaginar
é o quanto o coração daquelas pessoas estava
cheio de pequeninas coisas mal resolvidas.
A
gente vai acumulando mágoas, deslizes, nos dizemos que
estamos perdoando, que iremos nos esquecer. E um dia, por um
motivo às vezes mínimo, tudo explode, tudo sai,
tudo o que estava esquecido reaparece. E ainda pior, pois enraizado
em nós, atinge o outro como uma bofetada.
O
coração não esquece assim tão facilmente
se ele mesmo não soube compreender, aceitar e perdoar.
Assim
como nosso estômago, ele precisa também digerir.
Conversas que ficam para o dia seguinte são problemas
adiados. O amor, por mais imenso que seja, também sofre.
Devemos
ter o cuidado de tirar a cada dia, cada ocasião, as pequenas
ervas daninhas que envenenam pouco a pouco nossas relações.
Uma boa comunicação, aberta e franca, pode até
magoar no momento, causar choro e desgosto. Mas pode também
salvar os relacionamentos.
Se
grãos devem encher nosso coração, que sejam
eles então os do amor, sinceridade, ternura, franqueza,
momentos de felicidade. E que ele transborde, pleno e cheio
de vida!

Horas
perdidas
Começar o dia falando de saudade
faz bem. Bem e mal ao mesmo tempo. Mas é um mal gostoso,
desses assim que a gente gosta de sentir. Se sentimos saudade
é que tem gente habitando nosso coração,
então já não estamos sozinhos.
Criamos em nós e com nossos relacionamentos episódios
da vida, bons ou maus. Escolhemos caminhos, escolhemos pessoas,
escolhemos formas de vida, maneiras e jeitos e saímos
por aí vendo o nascer e o pôr do sol. Nossas escolhas
presentes condicionam nosso futuro, como as do passado condicionaram
o que vivemos agora. Então, baseados nessas experiências
vivenciadas, podemos melhor selecionar o que nos convém,
o que nos faz felizes, o que nos torna melhoes. Ninguém
pode e nem deve viver de arrependimentos, pois esses envenenam
a vida. Mas tirando dele o proveito, vamos moldando nosso vaso
diário para que a vida se torne, pelo menos a nossa volta,
mais bonita.
Se o ser humano entendesse o quanto o seu poder é ilimitado,
ele choraria menos, conseguiria mais. Mas esse poder nada tem
a ver com força física, é algo que vem
de dentro pra fora, como a água da fonte que jorra e
mata a sede. E cada minuto do dia podemos decidir que será
melhor, podemos decidir que dividiremos com alguém para
sairmos acrescentados, deixaremos neles e carregaremos em nós
pedacinhos de bons momentos, esses que costumamos chamar de
saudade e que rima tão bem com felicidade...
Hoje meu texto fala sobre saudade sem citá-la propriamente.
Apenas aqueles que lêem nas entrelinhas compreenderão:
Horas
perdidas
© Letícia Thompson
Ai!...
se ontem eu soubesse como aproveitar cada segundo do meu dia,
faria muita coisa diferente.
O
minuto que passou ou foi aproveitado, ou jogado fora. Ignorado,
como se ele não tivesse sua importância, como se
não fosse somado a outros e tornado algum tempo da minha
vida inerte.
Acho
que nos dias passados eu deveria ter abraçado ainda mais
forte as pessoas que amo e as que me amam. Também as
que perdoei e tiveram esse mesmo carinho para comigo. Eu teria
sentido seus corações e o calor dos corpos que
nenhuma outra fonte no mundo pode igualar.
Se
pudesse voltar o tempo, não iria dormir zangada por causa
de orgulho, este mesmo que me deixou contente por ter razão,
mas triste com o vazio de me sentir sozinha. Eu diria a ele,
com ar seguro, para ir pra bem longe porque o que importa mesmo
são meus preciosos minutos de felicidade e que esses
eu quero beber com gulosa sede!
Horas
perdidas ficam para trás e não vou perder tempo
pensando nelas. Só vou é tirar proveito das lições
que me passaram e vou olhar mais nos olhos dos que falam comigo,
fazer com que se sintam especiais (mesmo por que o são)...
vou ser mais tolerante com os que ainda não aprenderam
essa lição, vou pegar mais as mãos, pois
essas falam pelo coração e vou seguir minha vida...
Vou
sim, seguir em frente, construindo, pelo menos para mim e para
os que me cercam, um mundo onde todas as horas serão
floridas, acrescentadas de felicidade.
Esses dias que passei no Brasil foram
maravilhosos. Pude abraçar e ser abraçada, sentir
na pele mesmo o carinho de muitos de vocês. Amei cada
pessoa que encontrei, cada lugar que estive. Me encantei com
Bauru e pessoas tão receptivas, me surpreendi com lindas
visitas inesperadas. Eu possuía um certo receio de decepcionar
os que não me conheciam pessoalmente e tudo o que encontrei
foi carinho dobrado. A cada um o meu obrigada do mais profundo
do meu coração.
A Alceu e Danuza Rodrigues me faltam palavras por tanta gentileza.
Eliane Gonçalves, pequenina de tamanho, mas de coração
imenso, em homenagem a você eu abriria janelas e mais
janelas com lindos campos floridos. Patrícia Paes, simpática
e linda de corpo e alma, meu obrigada também.
E falta espaço pra citar todo mundo. Então fico
por aqui, apenas quero que saibam que cada abraço que
dei e recebi ficou em mim. As fotos não negarão,
mas de qualquer forma meu coração nunca se esquecerá.
Obrigada a cada um de vocês!!!
Um maravilhoso e abençoado dia a todos! E que os minutos
de cada um nesse dia de hoje possam se tornar maravilhosas horas
que os sustentarão no amanhã!
Que o Senhor os abençoe!!!
Com muito, muito amor e o coração cheio de saudade,
Letícia

Ter
satisfação é estar de bem consigo e com
a vida. Ver o mundo colorido e sair distribuindo arco-íris
ou deixando atrás de si pétalas de perfumadas
flores. Uma pessoa feliz contagia seu redor. Se lágrima
é contagioso (pelo menos para alguns e não me
digam que não!) o riso também o é. Ah,
as escolas do riso fazem sucesso e difícil manter-se
sério mesmo quando se trata de uma simples emissão
sobre o assunto.
E
são essas coisas assim que vão tocando umas pessoas
e depois as outras que chamamos de relações humanas.
É onde o sensível toca o sensível e o insensível,
ou endurecido pelas asperezas da vida, coloca barreiras. Há
pessoas que preferem, sim, se consagrar a objetos, outras a
animais que até exigem um pouco e dão em retorno
o simples e natural reconhecimento, sem exigir mais. Mas humano
é humano, pessoas são pessoas... e qualquer que
seja o ambiente onde vivemos ou trabalhamos, o relacional influencia
nos acontecimentos. Empregados satisfeitos produzem mais, pais
felizes são mais abertos e filhos que se sentem amados
e seguros, mais carinhosos e mais preparados para a vida.
Lembro-me
de ter visto há muito tempo uma campanha sobre a paz
onde havia o globo terrestre e em volta dele as pessoas dando-se
as mãos, numa corrente fechada. Não havia pessoas
em cima de outras, ninguém pisava, ninguém se
sentia massacrado. Isso seria o ideal para a humanidade: esse
reconhecimento de igualdade no que toca a alma, ao sangue, à
sensibilidade, à vida e a morte. O respeito devido a
todos, de igual para igual. Quando nos sentimos valorizados
naquilo que fazemos, damos mais de nós, se não
para produzir, para merecer esse reconhecimento e o resultado
é sempre o mesmo: todo mundo sai ganhando!
Decidi
falar um pouco hoje sobre as relações humanas
ou o que toca no humano nas suas relações. Eu
sei, é um assunto vasto, mas coloquei aqui uma gotinha
do que penso. E espero que seja de algum proveito:
O
humano nas relações
© Letícia Thompson
Relações
humanas é um assunto atual. Nunca se falou tanto, nunca
se debateu tanto e nunca, provavelmente, as pessoas estiveram
tão perdidas nesse mesmo assunto, onde cada qual busca
a satisfação e engrandecimento pessoal em desfavor
do que está ao seu lado.
As
pessoas querem crescer, evoluir, provar a si e aos outros que
podem, que são, que chegarão a algum lugar e para
muitos pouco importa o preço.
Todos
querem construir... mas esquece-se que nada se constrói
sozinho e que o fator humano não só é importante,
mas é essencial na fundação de qualquer
obra.
A
distância física, intelectual ou financeira não
separa tanto as pessoas quanto as barreiras emocionais, essas
mesmas que fazem com que as pessoas sinta-se gigantes ou minúsculas.
Nas
empresas, a pirâmide serve não só para mostrar
quem está em nível mais elevado, mas, sobretudo,
os que estão nas mais baixas escalas. Porém, quando
se trata da parte emocional, não existe pirâmide.
O respeito ao ser humano não depende de grau de inteligência,
idade ou diplomas obtidos. Nessa área, todos encontram-se
na mesma linha, sempre horizontal.
As
empresas, entidades, grupos ou sociedades que compreenderam
isso, vêem a produtividade aumentar, pois a satisfação
gera a motivação. As pessoas que não precisam
gastar suas energias com sentimento de desvalorização,
ocupam essas mesmas energias para o progresso. Todo mundo ganha
com isso.
As
pessoas grandes abrem-se e não têm medo de perder,
por que dar de si é também estar aberto a receber.
É
importante sentir-se bem em qualquer ambiente. É importante
sentir-se gente, ser outra coisa além de uma profissão,
uma máquina que gera lucro. É importante cuidar
das pessoas com mais carinho do que se cuida de objetos.
É
muito importante, para um mundo mais humano, ser mais humano
nas relações.
Senti
saudade de vocês. Muita. E penso que saudade é
assunto para a próxima atualização, então
vou evitar de falar agora, pois muitas vezes começo e
não sei parar.
Tenham
todos um abençoado dia e que o Senhor possa estar cuidando
de cada um segundo as suas necessidades. Estou agora com cinco
horas de diferença para a maioria de vocês, mas
meu coração continua pertinho, bem pertinho. O
bom da net é que com ela a gente só conhece a
distância física...
Deixo
aqui meu carinhoso abraço,
Letícia

Quem
ama não sufoca, mesmo que queira para si. Quem ama, ama
por si e pelo outro, pelo seu desejo de vê-lo feliz, que
deve representar parte da sua própria felicidade.Quem
ama tem o direito de ter um pouquinho de ciúme, mas sem
cortar do outro o direito de ter seu jardim secreto que, no
fim das contas, é necessário e útil.
Há
relacionamentos que morrem, por que um cobra demais do outro.
Confunde-se amor e fusão, o que é um erro, pois
na fusão há perda de identidade e no amor deve
haver enriquecimento de cada uma das partes.
Cada
um de nós deve ter na vida o direito ao seu jardim secreto.
E isso em qualquer relacionamento. Casamentos não são
contratos indissociáveis onde um deve prestar contas
ao outro e segui-lo tal uma linha; amizades sinceras, grandes
e verdadeiras também não são. Quando há
amor, há respeito. E toda relação sã
pede isso. Estar só de vez em quando é muito bom.
Ajuda a colocar as idéias no lugar e ajuda a saber também
quando o outro nos faz falta.
O
texto de hoje fala sobre esse tema e espero que apreciem:

O
jardim secreto de cada um
© Letícia Thompson
Há
dentro de todos nós essa necessidade de ter em algum
lugar nosso jardim secreto, não onde vamos confinar nossos
segredos, mas onde podemos ter um encontro real e exclusivo
conosco.
Umas
pessoas sentem mais essa necessidade que outras, mas estar consigo
de vez em quando, interiorizar-se, colocar ordem nos pensamentos
ou simplesmente abandonar-se, é vital ao equilíbrio
de todos nós.
Em
todo relacionamento onde o amor existe, esse espaço deve
ser conservado como o limite de cada um. Os relacionamentos
fusionais que ultrapassam essas barreiras acabam por destruir-se,
pois amar é também respeitar que a outra pessoa
tenha seu recanto, seus pensamentos e, por que não, seus
próprios amigos, próprias idéias e sonhos.
As
pessoas não precisam estar juntas cem por cento do tempo
para provarem que se amam. Elas se amam por que se amam e pronto.
Dar ao outro um pouco de espaço, um pouco de ar para
respirar, é dar-lhe também a oportunidade de sentir
falta de estar junto. E isso vale tanto para os amores como
para as amizades.
As
cobranças intermináveis, resultados de carências
afetivas, acabam por sufocar a outra parte e cria na que pede,
espera, implora, ansiedades que a tornarão infeliz, pois
ela verá como desamor qualquer gesto que não corresponda
ao que espera.
Amar
é deixar o outro livre para ficar ou para se retirar.
É respeitar seu silêncio e seu desejo de solitude.
E é deixá-lo livre para ir e voltar quando o coração
pedir, que isso seja numa cidade ou dentro de uma casa.
Nada
impede que um grande e lindo jardim seja construído juntos
e que de mãos dadas se passeie por ele, com o peito cheio
de felicidade e a cabeça cheia de sonhos... mas ainda
assim, o jardim secreto de cada um deve ser mantido como lugar
único e que vai, no fim das contas, enriquecer as relações.
Fiquem
mais uma vez na Paz de Cristo
e que tenham uma bela semana, cheia de alegrias e muita coragem,
se preciso for.
Um
carinhoso abraço,
Letícia

Difícil
é definir uma mãe, mesmo com todas as nossas tentativas.
Mães perfeitas não existem, mas de mães
que tentam dar o melhor de si o mundo está cheio. Mães
exemplo? São aquelas que sofrem o martírio por
amor ao filho e dizem, apesar de tudo: "fui feliz por tê-lo
tido e eu recomeçaria". Conheço mães
assim e afirmo que são criaturas benditas de Deus.
Mãe
é sempre plural
©
Letícia Thompson
Comparamos
as mães às flores por que não existem flores
de uma pétala só e mães são plurais
e oferecem-se, pétala por pétala, aos seus filhos.
Toda
mãe é costureira, nem que seja pra pregar botão.
Toda
mãe é conselheira, mesmo se nem sempre é
ouvida.
Toda
mãe é enfermeira, é psicóloga, é
cozinheira.
Toda
mãe é professora, doutora, artista... é
dona de casa, historiadora e florista...
Toda
mãe é, mesmo com todos os seus defeitos, um pouquinho
de nós que chegou antes, preparou nosso caminho, sonhou
nosso futuro, riu nossos risos e enxugou por nós algumas
lágrimas.
Uma
mãe é uma caixinha de emoções que
nem sempre se manifesta... às vezes guarda pra si o que
poderia nos fazer mal ou causar medo. Mas nos dias felizes seu
coração se desabrocha e ela abre-se a nós
como flores ao sereno da madrugada, inteiras e lindas.
Toda
mãe é, sem dúvida, uma flor desdobrada
e dividida entre a dor e a felicidade, espinho e doçura.
Ela
é, no fim de tudo, a flor que veio enfeitar nossa vida.
Aos
outros, que o Senhor guarde seus caminhos!
Até breve, se Deus quiser!
Com muito amor e o coração cheio de saudade...
Letícia

Eu
não queria chorar. Não queria, porque sou mãe
e ser mãe é ser a alegria enfeitada com olhos,
nariz e boca. É ser ternura disfarçada de mulher
e no dia das mães é somente a felicidade que deve
aflorar. Mas as lágrimas são inevitáveis
quando percebemos que ao nosso redor o que para nós é
alegria, para outros é dor. E se a dor é individualizada
e única, não podemos ignorar que somos irmãos
uns dos outros e que estamos à mercê das mesmas
coisas, dos mesmos acontecimentos.
Homenageei
mães de várias formas diferentes, mas não
havia falado de forma direta àquelas que sobreviveram
aos seus filhos. Peço perdão. São casos
em que preciso escrever do que não vivi, mas em que preciso
me colocar na pele de quem o fez para escrever e, creiam, é
tremendamente doloroso. Difícil fazê-lo sem lágrimas,
sem sofrimento, porque só a idéia da perda já
nos deixa feridos. O fiz essa manhã para que essas mães
podadas de filhos não se sintam sozinhas, para que saibam
que uma mãe o é eternamente e que mesmo se não
compreendemos certos desígnios da vida, vale a pena passar
por ela.
A
todas vocês, mães que ficaram quando o filho partiu,
minha homenagem, singela, mas de todo meu coração:
Às
mães que ficaram
©
Letícia Thompson
Quão
dolorosa é essa missão de ser passagem, esse canal,
essa ponte que liga o nascimento e o início da eternidade!
Quão
benditas são essas mães que acolhem e entregam,
não sem dor, não sem desespero, não sem
ais, mas que ainda assim amam o tê-lo sido, o ter experimentado
as alegrias da maternidade.
Mães
que sobrevivem aos filhos são obrigadas a viver sem um
pedaço de si para a vida toda, elas encontram forças
para viver nas lembranças e no que ficou; precisam aprender
a viver mancas e continuar caminhando apesar de tudo.
São
flores podadas bem antes do outono, contrariando a natureza
e a ordem natural de todas as coisas, que é o nascer,
produzir e deixar atrás de si sementes...
Mães
valorosas e corajosas, que o são e continuarão,
mesmo se o seu fruto já não mais está...
a todas vocês a vida, a eternidade e a esperança
contínua de que um dia e para sempre, Deus as acolha
e bendiga um reencontro entre vocês e seus frutos!
Abençoado
dia das Mães a todos!
E tenham um dia cheio de raios de sol, de alegrias, de boas
perspectivas!
Um ENORME e carinhoso abraço!
Com muito amor,
Letícia




Leslie
designer
© www.minhasperolas.com