Meus amigos virtuais

Me interessei pela leitura e escritura desde os sete anos de idade. Me lembro de, ainda no primeiro ano primário, ter lido I Coríntios 13 na Bíblia. Achei tão lindo que copiei na capa do meu caderno e sempre relia. Depois rabiscava coisas aqui e ali, meus pensamentos de criança, depois de adolescente e adulta. Meu "público" se constituía então de amigos da escola, da igreja e a família. Depois, durante 11 anos estive no deserto completo para a escritura. Então veio a internet abrindo as suas portas e meu coração se encheu de sentimentos, de palavras. Comecei a dividir com amigos, que enviavam a amigos, que enviavam a amigos... e aqui estamos nós! Bendita seja a Internet!

A maioria das pessoas que me escreve me abençoa, com palavras, mas também, pelo que dizem, com suas orações. A Internet, esse mundo misterioso e maravilhoso, nos traz e nos leva. Não sei bem por que dizem que é virtual quando as nossas emoções são tão verdadeiras e os amigos que fazemos se fazem tão presentes. O amor que chega e a saudade que bate no peito não difere em nada do que sentimos pelos nossos amigos reais. As vezes até dói mais, pois não podemos tocar. E esse mundo virtual é a nossa realidade.

Só uma coisa me inquieta: se passamos mais tempo na frente do computador do que com nossos filhos, nossa família, nossos amigos próximos é que algo está errado. O mundo virtual deve enriquecer as relações, não empobrecê-las. Os nossos precisam do nosso sorriso, da nossa companhia e do calor do nosso abraço.

Aprendi a amar vocês por tudo o que me trazem e penso que podemos fazer da internet um mundo amigo e abençoado. Mas... em equilíbrio com a vida de todos os dias! Nós, amigos virtuais, precisamos uns dos outros, mas precisamos também desses que estão ao nosso lado e que, muitas vezes sentem-se tão sós. Pensem nisso!

O que escrevi não é um grande texto, apenas algumas palavras, resumindo um pouco esse assunto de hoje:

Meus amigos virtuais
© Letícia Thompson

Depois que conheci a Internet ganhei muito da vida.
Ganhei abraços virtuais que chegaram na hora certinha que eu estava precisando; ganhei flores que coloriram meu dia, músicas que me alegraram e também me deixaram saudosa...
Ganhei horas e horas de riso na frente da tela, que até me fizeram esquecer que estava diante de uma máquina...
Ganhei também pontadas no coração, algumas decepções, lágrimas de tristeza e de alegria... e até colo quando estava doente!!!
Ganhei, em resumo, amigos em todas as partes do mundo!
Virtual é uma idéia que nossa imaginação sustenta. Mas os amigos virtuais vão muito além disso: eles tornam-se uma realidade física, benéfica e necessária.
Só não nos esqueçamos que a vida tem dois lados e que à nossa volta o mundo sofre de carência e solidão.
A Internet torna-se um vício para muitos e temos que procurar onde estão os limites.
A moderação do nosso comportamento diante da tela vai nos fazer ganhar amigos inúmeros espalhados por aí, tais flores campestres, belas e livres... e vai solidificar as outras amizades que nos envolvem, flores essas belas no jardim na nossa casa, mas freqüentemente esquecidas...


Sejam todos vocês benditos do Senhor nesse dia de hoje! E que saibam que no coração há espaço bastante para o que está distante e para o que está do lado.


Com muita ternura...

Letícia

Minha carta de natal 2006

Não sei dizer quem inventou as horas, quem teve essa idéia de dividir o tempo em períodos. Mas é perfeito, como tudo o mais que Deus fez. Às vezes nos dizemos que queríamos ter mais que 24 horas para termos tempo para tudo,
mas não é verdade que seria bom. Precisamos ter tempo de descanso no fim do dia, fim da semana... e no fim do ano.

Estamos fechando hoje as atualizações do ano 2006. Foi um ano rico em bênçãos, com algumas batalhas e vitórias. Nunca de desânimo, felizmente. Não reclamo por ter tido algumas dificuldades, pois sabemos falar melhor daquilo
que sentimos na pele e se minhas experiências podem ajudar outras pessoas, elas não são em vão, mesmo se dolorosas. Jesus aceitou a cruz por nós e Ele nem a merecia, então... quem somos nós para reclamar de alguma coisa?

Cada um tem seu caminho, cada um sua cruz e mesmo se não podemos tirar a mesma dos ombros de ninguém, podemos ser aqueles que vão ajudá-los, de maneira que ela se torne menos pesada. Minha maior alegria é quando me escrevem dizendo que se sentem mais leves depois de lerem os textos, que
eles fazem bem. E eu me digo: -puxa, valeu a pena ter acordado mais cedo, ter ficado com as costas doendo, ter passado tanto tempo aqui. Vale a pena a vida, se a nossa vida vale a pena para alguém.

Escrevi minha mensagem pessoal a vocês, como faço a cada fim de ano.
Coloquei meu coração nela, espero que sintam:

Meus amigos!
© Letícia Thompson

Se eu tivesse o dom de pintar quadros, faria um onde meus braços pudessem alcançar o mundo e colocaria todos vocês dentro desse imenso abraço.
No decorrer do ano e mais ainda nesse final, recebi inúmeras manifestações de carinho, palavras que muitas vezes eu nem soube agradecer. Disseram pra mim que ensino a vida, que carrego emoções em palavras e tiveram mesmo a grande gentileza de dizer que parece que eu escrevo dentro dos corações.
Essas coisas me calam muitas vezes, porque penso que vocês não têm consciência do quão importantes são à minha existência. Na minha maneira de pensar, a vida só tem sentido se damos de nós às pessoas e quando recebo as respostas de vocês, pra mim são mãos segurando minhas mãos e braços me carregando nos braços.
Nem sempre a vida é um mar de rosas e as lágrimas me fizeram companhia inúmeras vezes. Mas o sol brilhou em outras e a chuva me cantou lindas canções. E, em todos esses momentos, estavam vocês, seja me amparando, seja compartilhando minhas alegrias.
Não pensem que vocês aprendem alguma coisa comigo... não... nós aprendemos juntos, tenham certeza disso. Tento viver o que penso ser o certo e, creiam, se parece difícil à vocês é difícil a mim também. Fazer a vontade de Deus e cumprir os ensinamentos de Jesus contraria muitas vezes nosso modo de vida ou o que a sociedade espera de nós e é preciso sermos fortes. E não somos, mas podemos nos fortalecer em Cristo.
Tenho hoje um grande pedido a fazer ao Senhor: que Ele esteja guardando os caminhos de cada um de vocês, dando sabedoria nas escolhas, alento nos momentos rudes e paz de espírito no dia-a-dia.
Quero que saibam que pouco importa o que a vida vos ofereça ou imponha, Deus é uma presença constante e quem segura Suas Divinas Mãos jamais se sentirá desamparado.
Que Cristo faça morada permanente em suas vidas, que haja sol para iluminar o dia e chuva para fertilizar a terra. Que nunca falte o pão na mesa, nem amor no coração!
Obrigada de todo meu ser a cada um de vocês por compartilhar minha vida, minhas palavras, meu caminho.
Que tenham não o mais lindo dos Natais, pois o melhor ainda está por vir, mas que esse seja tão perfeito quanto desejarem! E que o ano próximo seja fértil! Que a terra produza flores e frutos!
Deixo aqui meu abraço que abraça o mundo e que alcança cada um de vocês!
Com muito, muito amor!...


Quero agradecer a todos os formatadores que tão lindamente vestem meus textos e poesias. Tenho uma fila enorme para colocar no site, só preciso é ter mais um pouquinho de tempo. Obrigada, de todo coração pelo tempo que
dedicam aos lindos slides que expomos.

Obrigada aos meus mensageiros. Vocês são anjos! Um semeia, outro planta, outro rega... e outro colhe! E assim caminhamos juntos!

A vocês que chegaram hoje, a casa está aberta!

Deus guarde a cada um de vocês! Sejam bênçãos!

Com muito, muito amor, tenham um Natal inesquecível e um reveillon de ano novo cheio de promessas divinas!

Até o próximo ano, se Deus assim permitir!

Com imensa ternura,

Letícia

Não é bom que o homem esteja só...

Quem disse que por detrás de todo grande homem há sempre uma grande mulher?
Melhor seria dizer que ao lado de todo grande homem há sempre uma grande mulher.

A mulher é a assinatura de Deus na criação do mundo. Depois que tudo parecia pronto,
viu Deus que o homem estava só e Seu coração desejou lhe dar companhia.
Criou então os animais e aves. E, ainda, algo faltava para dar o toque final à grande obra do universo.
Teve então, Deus, uma idéia: e criou a mulher!

Desde então, a terra nunca mais foi a mesma. De Eva a Maria
e tantas outras que se seguiram até nós, com dores, alegrias e ousadias, chegamos até aqui, porque sabemos que se para muitos representamos pouco, para Deus somos, nós, mulheres, uma peça fundamental na continuação do mundo, jóia rara e de beleza infinita.

Que este dia seja especial para esses seres tão especiais!

E aqui segue minha homenagem, singela, certo, mas do coração de uma mulher como todas vocês:

Abraço amoroso a todas vocês! Nunca desistam dos seus caminhos!

Felicidades a todas nós!!!

Obrigada a todos por todas as mensagens recebidas pelo dia de hoje em especial e por estarem presentes sempre e sempre na minha vida!

Que Deus os abençoe com uma noite cheia de estrelas, mais encantada ainda que de costume.

Com todo amor,

Letícia

Não é bom que o homem esteja só...

Letícia Thompson

A mulher faz parte do alicerce do mundo,

é a Flor que foi criada depois que todas as flores já existiam,

porque olhando à Sua volta o Senhor nada encontrou

que satisfizesse Seu coração para dar ao homem uma companhia.

Nem as estrelas, nem o infinito, nem os campos e todas as coisas criadas.

E foi com delicadeza, carinho e certamente muito amor que Ele a moldou,

sendo inspirado pelo belo que existia, de maneira que estivesse ao lado do homem

para que este sentisse que o que faltava nele, ela completaria.

E talvez seja por ter sido o ponto final de toda a criação que ela veio assim diferente,

voluntária, com uma sensibilidade mais aguçada,

um pouco de manha, pensando com o coração,

forte o bastante para gerar filhos e dar continuidade ao mundo.

Imperfeita tanto quanto se pode ser, construiu e constrói a história,

ora trazendo perdição, ora a salvação, mas sempre e sempre caminhando

na busca de um lugar que lhe foi dado por direito desde o início.

Maliciosa, consegue o que quer com doçura,

como as flores que atraem as abelhas mais avisadas,

deixando a elas no final a impressão de serem as grandes e fortes vencedoras.

E ela ainda ri... com o peito cheio de ternura!!!

Pérola reconstruída à poder de dores, ela encanta o mundo,

resgata sonhos perdidos e traz esperança à terra a cada grito,

cada raio de luz que vai espalhando, prometendo à terra um novo amanhã.

Muitas vezes as pessoas dizem que queriam ser isso ou aquilo, ou ser de um jeito ou de outro. Elas se esquecem, portanto, que a vida a gente aprende.
Com determinação podemos alcançar tudo o que queremos. A fé nos leva muito
longe, muito além dos nossos objetivos e nos abre portas que com os olhos humanos sempre vemos fechadas. E sem ela é impossível agradar a Deus, que
nos deu o campo, as sementes e as ferramentas. Nosso dever é plantar, cuidar, cultivar e colher os frutos. Pouco importa se o que vemos na nossa
frente são desertos, Deus os fará florescer. Quem não crê, que faça a experiência, que durma uma vez pelo menos deixando do lado de fora a ansiedade. O mesmo Deus que dá brilho às estrelas é o que ilumina nosso coração.

Nosso texto para hoje fala sobre a ansiedade:

 

Não andeis ansiosos...

© Letícia Thompson

Valemos mais que todas as belezas da terra juntas. Todas essas maravilhas que nos encantam, nos deixam extasiados e sem palavras, não receberam a forma e semelhança do próprio Deus. Nós sim.

A nada foi dado o presente da eternidade. Todas as coisas passarão, mas nós, mesmo quando essa forma que nos encobre nos abandona, ainda continuamos e somos recebidos pelos braços abertos do Deus-Pai, que nos ama acima de todas as coisas.

Então, por que essa ansiedade que nos impede de bem viver? Por que as horas perdidas no meio da noite pensando em como será amanhã ou depois, se as horas que matamos só nos trazem cansaço e desânimo? Se valemos mais que toda a criação é que Deus tem também um cuidado todo especial para conosco.

A calma, o repouso da alma, o descanso é algo que se cultiva devagarinho. À medida que a fé aumenta, a ansiedade vai desaparecendo e quando chegamos ao ponto de dormir tranqüilos mesmo quando a tempestade agita nosso barco, é que temos a plena confiança nAquele que o dirige.

A ansiedade nos conduz ao desespero que, por sua vez, nos faz tomar atitudes precipitadas e com freqüência erradas. A fé e a confiança ao contrário, nos dão segurança e nos trazem a paz, tão necessária à nossa saúde física e espiritual.

Pessoas tranqüilas suportam mais facilmente a dor e as adversidades da vida, elas vivem melhor e são companhias mais agradáveis para os outros. São, na verdade, as flores que encantam as abelhas por causa do seu mel e sua doçura.

E mesmo se não possuímos a princípio esse dom da calma, esse fruto do Espírito que reflete em nós a luz de Cristo, ainda assim podemos aprender. É questão de exercício, disciplina, oração. Um pouquinho mais a cada dia, até que seja alcançada a plenitude.

Deus nunca nos abandona! Ele vela nosso sono e guia nossos caminhos. Nos dá sabedoria e orienta nossas decisões. Quem crê nisso, jamais se desespera.

Não andeis ansiosos! Valemos mais que os lírios e todas as flores do campo! E Deus tem sempre cuidado de nós!

Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para dar uma palavrinha a vocês.
Às vezes recebo e-mails que dizem: "parabéns à toda a equipe..." e o que eu
quero dizer é que, com exceção dos formatadores de pps, eu faço tudo eu
mesma, desde a concepção do site às buscas de imagens, escritura dos textos,
construção e manutenção do site. Digo isso por que o número de pedidos de
atualizações aumenta a cada dia e está sendo cada vez mais difícil atender a
todos, sem contar que fica cada vez mais raro eu responder meus e-mails, por
falta de tempo.

Não sei se vocês sabem, mas escrevo por amor e preciso fazer outro trabalho
para meu sustento. Conciliar as coisas tem sido muito, muito difícil.
Tenho então uma decisão importante a ser tomada: se não encontrar alguém (ou
mesmo mais) que me ajude com o envio, devo limitar o mesmo, ou seja, não
mais aceitar pedidos. A verdade é que me corta o coração ter que dizer não a
alguém que me pede que envie as novidades. Se há entre vocês alguém que
utilize o outlook e puder compartilhar esse trabalho comigo, agradeço de
coração que me envie um e-mail para ver como vamos fazer. Se não... vamos
esperar que o Senhor nos abra portas.

Outra coisa: eu nunca envio pps por que sei que há pessoas que não gostam de
receber mensagens pesadas. Assim, prefiro que os que querem receber pps me
digam, para que eu crie grupos à parte. Enviem, por favor, um e-mail
específico dizendo: atualização de pps.

Obrigada mais uma vez a todos vocês por estarmos juntos. E obrigada a Deus
pela inspiração, que me anima, me leva adiante e me faz compartilhar com
vocês tudo o que tenho dentro de mim.

Tenham um abençoado dia e fiquem na paz de Cristo!

Um carinhoso abraço,

Letícia

Meu Livro ~ De Coração para Corações

Uma pessoa me disse recentemente aqui na Bélgica: -"Sonhos, todo mundo tem. E muitos vão buscá-los em lugares distantes. Mas você buscou dentro de você. E esse livro é a sua conquista."
Nunca tinha pensado nisso dessa maneira, pois tudo o que sempre quis foi colocar minhas emoções para fora e vencer as barreiras do mostrar-me, sem vergonha de que descubram quem realmente sou com minhas dúvidas, feridas, esperanças, felicidades alcançadas e outras negadas.

Minhas primeiras mensagens eram cartas escritas a amigos dizendo de certa forma que não estavam sozinhos nos seus problemas. Quando sabemos que outras pessoas passam por coisas parecidas, nos unimos na alma, o sentimento de solidão fica menos pesado e ajudar os amigos nas suas cargas é uma maneira de nos sentirmos úteis e vivos ao mesmo tempo.

Hoje compartilho essas mensagens com centenas e centenas de pessoas que me fazem sentir viva e feliz.

Se tiver que dizer algo a vocês, digo: nunca desistam dos seus sonhos, sempre levando em consideração que não somos donos do tempo. Guardem, sobretudo, a fé em Deus, pois ela nos segura nos momentos difíceis, nos ergue, nos empurra, nos torna vencedores. E o amor de quem ama acima de todas as coisas jamais nos deixará caídos!

Obrigada a vocês por estarem no meu caminho!

Um carinhoso abraço,

© Letícia Thompson

De Coração Para Corações

* || Leslie designer ||
© www.minhasperolas.com

M i l a g r e

Letícia Thompson

Há pessoas que não acreditam em milagres. Outras, por experiência ou por fé, acreditam e o afirmam.

O que é um milagre senão algo de excepcional que nos acontece, ou aos outros e que não achamos explicação em lugar nenhum?!

Para alguns, milagre é ver alguém curado de uma doença da qual estava condenado; para outros, um deficiente sair andando normalmente. E uma pessoa que sobreviveu a um acidente de avião? E então, segundo a fé que se tem, acredita-se ou não. E provavelmente quem não tem fé não acredita nunca.

Mas para muitos, felizmente, tudo é tão mais simples...

Não é um milagre ver um bebê que passou nove meses no ventre da mãe e que depois nasce com personalidade própria, características próprias? E quando a gente se esquece completamente da dor quando tem aquele ser pequenininho nos braços... Quem ainda não teve a bênção de viver essa experiência deveria experimentar e quem já teve... sabe bem do que estou dizendo!

Quem já plantou uma semente minúscula e viu dali brotar uma árvore teve certamente uma sensação parecida.

A vida está cheia de milagres, a gente é que não sabe ver. Uma bola de fogo pendurada em nada e que vem cada dia para iluminar nosso dia é um milagre cotidiano; sua companheira, a quem raramente encontra, que nos oferece belos espetáculos e faz sonhar os poetas, também é um milagre cotidiano;

Dois corações que se apaixonam sem nenhuma explicação não é também?!

É maravilhoso poder acreditar que existe algo além do que podemos sentir ou tocar. As pessoas que se extasiam diante dessas belezas que nos cercam diariamente são provavelmente mais felizes que outras.

E ter um coração que pode sentir felicidade em meio a tantas tribulações já não é um milagre?

Acredite na vida! Olhe em volta de você e verá que existe bem mais belezas inexplicáveis no mundo do que nosso coração em toda sua existência poderia sonhar.

Sente-se um dia ao entardecer e aprecie o pôr-do-sol, ou acorde bem cedo para ver a aurora... São espetáculos únicos e que não têm preço. Olhe em sua volta, plante uma semente, dê um pouco de você mesmo a quem precisa, faça alguém sorrir...

Afinal, a gente nem sempre se dá conta... mas... cada um de nós já é um milagre da vida!!!

Missionárias do amor

Mesmo se hoje preparamos nossos corações para homenagear nossas mães, sabemos que para muitas nem sempre foi assim. Todo mundo, sejamos realistas, nem sempre viram sua mãe como aquele ser perfeito e angelical, que merece todo o cuidado e amor que se pode ter. Não digo que não existia amor, claro que sim, o que digo é que uma mãe é um ser humano como qualquer outro e nós somos filhos como outros. E erramos, assim como nossas mães. Quando adolescentes nem sempre entendemos quando ela diz não, quando não nos permite fazer isso ou aquilo. Só depois, bem depois é que podemos compreender.

Acho que nunca pensei tanto em minha mãe como quando estava esperando minha primeira filha. Qualquer coisa era razão para telefonar para ela, saber se isso ou aquilo era normal. Sempre fui mais próxima do meu pai, mas viver a experiência de ser mãe foi algo que tive vontade de dividir com ela. E o fiz. E nessa época cheguei a uma conclusão que me serve até hoje: só compreendemos nossas mães quando somos mães também. Aprendemos a ver com o coração, exatamente como ela e aprendemos as dores e incertezas, o medo de errar, de não saber, de não conseguir. Como não entender o "Baby blues"? O nascimento de uma mãe é algo muito forte. É, provavelmente, a mais linda e rica experiência pela qual uma mulher pode passar. Mas, geralmente, a gente só descobre isso vivendo...

E hoje resolvi homenagear as filhas que se tornaram mães, como eu, como tantas de vocês:

Abraço carinhoso a cada um em particular e que o Senhor os abençoe,

onde quer que estiverem.

Até breve, se o Senhor assim permitir!

Com muito amor,

Letícia

Missionárias do amor

Letícia Thompson

Nós só entendemos verdadeiramente nossas mães quando passamos, nós mesmas, pelas dores e alegrias da maternidade.

Hoje homenageamos nossas mães, a colocamos num pedestal, exaltamos suas qualidades e belezas, mas nem sempre foi assim. O amor sempre existiu em nós, profundo e verdadeiro, mas de forma diferente, sem a ciência do que é realmente a vida em todos os seus pormenores.

Antes não sabíamos o que é a dor de ter um filho e ter medo de perdê-lo pra vida, para o mundo; não conhecíamos as preocupações de se sentir responsável por ter posto na terra um ser a mais; não sabíamos o que é ter um pedacinho da gente, independente e voluntário, fazendo suas escolhas que, nem sempre, condiziam com nossas próprias escolhas.

Nossa sabedoria era limitada. Aliás, que sabedoria? É difícil entender os nãos e os sins nunca questionamos. Os porquês da adolescência tomam muito espaço em nós, mas particularmente quando vai de encontro ao que desejamos. E nessas horas uma mãe pode ser muito incompreendida, pode ser aquela que não entende nada, que não sabe respeitar o direito de cada um de fazer o que quer.

Só depois, quando chega a nossa vez, é que compreendemos melhor. Agora sim, é que entendemos o que ela queria dizer, compreendemos suas aflições, medos, angústias e lágrimas. Agora sabemos o que é desejar o melhor, mais bonito e perfeito, uma boa profissão e felicidade completa.

Uma mãe é aquela pessoa que cumpre a sua parte na história da humanidade e, tal qual um atleta, vai passando a tocha pra frente.

Nos tornando mães nos igualamos às nossas mães. Somos, finalmente, uma rosa que se abriu ao sereno da madrugada, à luz da lua, aos raios de sol e às possíveis tempestades.

Somos nós, agora mães, anjos sem asas, missionárias do amor de Deus aos coraçõezinhos inocentes, as primeiras professoras na escola da vida.

Entre um objeto de grande valor (material ou sentimental) e uma verdadeira amizade não existe comparação. Objetos, por mais que nos sejam caros e que pareçam insubstituíveis, são objetos. Os sentimentos que despertamos e que despertam em nós, esses sim, são de maior importância. Conheço pessoas capazes de ficarem tristes o dia inteiro por um objeto quebrado por uma outra pessoa, sem se importar se os sentimentos da mesma estão quebrados ou inteiros. Portanto, é mais fácil recolar um objeto que restaurar um coração magoado.

Não sei se por que tenho alma de poeta ou por uma outra razão, sou meio desligada de tudo. Gosto, como a maioria das mulheres, de coisas boas e bonitas e aprecio as atenções que têm para comigo. Mas um arranhão no meu carro me deixa menos triste que o olhar triste de uma das minhas filhas ou mesmo de uma outra pessoa. Aprendi (e estou ainda nesse árduo caminho) a cultivar o desapego das coisas materiais e dos sentimentos negativos no meu coração. Isso não quer dizer que eu não dê valor às coisas que possuo, mas que considero que há coisas muito superiores ao que vou deixar aqui no dia que tiver que partir para sempre. Não quero carregar indefinidamente minhas tristezas e feridas interiores, pois se servirão a alguma coisa, será para que eu abra menos os olhos às belezas do mundo.

Quero carregar em mim meus momentos de carinho. Decidi que o passado que me fez mal foi uma etapa a qual venci e que ficou para trás. Quero que minhas filhas no futuro lembrem-se sempre das nossas cantigas e risadas, nunca das minhas zangas. Prefiro deixar como herança boas lembranças de tudo o que vivemos juntas e o ensinamento de que a vida nós construímos segundo o que está dentro do nosso coração. Tenho plena convicção que é isso o que Deus quer de nós.

Aqui vai meu carinho no dia de hoje:

O bem do desapego
© Letícia Thompson

É quando nos preparamos para mudar que percebemos a quantidade de coisas que guardamos sem necessidade. Nem sabemos por que o fazemos, mas temos medo de um dia precisar disso ou daquilo e vamos acumulando nossas preciosidades, se assim podemos dizer.

Grande armário é o nosso coração e a nossa alma! Imagino que se um dia tivéssemos que "mudar" esse pedacinho de nós, encontraríamos nele muitas coisas desnecessárias das quais tivemos dificuldade para nos desvencilhar.

Como nos nossos armários há roupas que nem nos cabem mais, nas gavetas objetos inúteis, há nesse nosso coração certamente sentimentos que há muito deixaram de nos servir, mas que continuam intactos, como se o tempo para eles não tivesse passado.

As águas correm nos rios, mas não no nosso interior. Elas levam o que encontram pela frente, mas nós nos apegamos ao inútil e nos impedimos assim de desembocar no grande mar da vida que nos oferece novos horizontes.

Se um dia decidirmos mudar de casa e nos oferecermos uma nova vida, não precisamos deixar tudo e nem carregar tudo. Um coração sábio saberá escolher o que deve ser aproveitado ou não. Os carinhos que recebemos permanecerão intactos, mesmo se as flores se secaram e as cartas se perderam.

Antigas e amareladas mágoas nunca têm utilidade, a não ser para envelhecer e entristecer nossa alma. Coisas que começamos e nunca terminamos ou continuamos, ou desistimos. Não é vergonhoso deixar coisas para trás, pesado mesmo e seguir em frente carregando essas mesmas coisas que nem sabemos onde vamos colocar.

Valioso demais é nosso coração para que seja maltratado, para que seja a ele negada a chance de se oferecer novas oportunidades e novos ares.


Cultivar no seu jardim a flor do desapego não significa amar menos ou deixar de apreciar o que de bom a vida nos oferece. Apenas mudar nosso olhar em relação ao mundo e se dizer que as coisas realmente bonitas e importantes ficam gravadas para sempre nas paredes da nossa alma, seja qual for nosso caminho.

copyright © 2008

Que o Senhor os conserve sábios e que portas e janelas se abram à frente de cada um mostrando as imensas possibilidades que temos para alcançar a felicidade! E não se esqueçam da grande verdade de que, mesmo se Deus nos oferece esse vasto jardim, cabe a nós esticar os braços para colher as flores.

Um abraço especialmente carinhoso,

Letícia

Nossos Sonhos

Letícia Thompson

Nossos sonhos são o óleo que faz com que a engrenagem da nossa vida funcione.

Sonhando, corremos o risco de cair do alto um dia; sem sonhos, nunca chegaremos a subir a lugar nenhum.

Quem não sonha, não vive; quem não sonha, perde toda a esperança de ver qualquer futuro para si mesmo; quem não sonha, morre antecipadamente, morre em vida.

Quem não sonha, não gosta de pôr-do-sol, não toma tempo para olhar as estrelas, deprime e não vê as inúmeras possibilidades que a vida nos oferece para que sejamos felizes.

Melhor pensar que vai ser melhor amanhã do que ficar remoendo as dores presentes; melhor acreditar que o mundo pode ser justo e bom, que ainda existe gente boa e feliz, do que ficar vendo coisas negativas em toda a parte.

Acreditar no amor, não é um sonho. É acreditar em algo possível. Porque o amor nunca é um sonho, mesmo se nos faz sonhar; o amor é algo palpável e que dá sentido à nossa vida.

Sonhar que podemos ter uma vida diferente no futuro é apenas o primeiro passo na direção desse mesmo sonho.

Enquanto o vemos, vamos atrás dele e tudo fica infinitamente mais leve e mais fácil no presente; as cargas tornam-se menos pesadas, pois temos nossas mentes voltadas para algo mais bonito e não ficamos sentindo pena de nós mesmos. E sabemos que muito pior que sentir pena dos outros, é sentir pena de si mesmo.

Foram grandes sonhadores, idealistas, que mudaram a face do mundo. É preciso que pessoas assim continuem a existir. Podemos não ser grandes revolucionários no mundo, mas podemos tentar ser os revolucionários da nossa própria vida. Cabe a nós fazer alguma coisa. Só a nós!

Quem sonha, mantém a vida em movimento, num eterno passo na direção que nos aponta nosso grande Criador.

Quem sonha voa, corre, experimenta a vida, faz todas as coisas tornarem-se possíveis; nos sonhos pode-se ser rainha, rei, cinderela, rico, feliz ou simplesmente amado de amor infinito. É uma experiência enriquecedora.

Então, escolha você mesmo o que você quer ser.

E depois, acredite firme nisso...

E tenha um lindo e encantado dia!

Nosso coração é uma casa

Letícia Thompson

Nosso coração é uma casa onde ninguém entra e sai, com ou sem nossa permissão, sem deixar marcas nas paredes.

Muitos deixam marcas profundas de felicidade; outros deixam cicatrizes que marcarão nossa vida para sempre.

Os amigos deixam marcas fortes, mas suaves. E cada vez que tocamos nossa alma com nossas recordações lá estão os traços, invisíveis, mas legíveis, como as escrituras em Braile. É suficiente fechar os olhos para ver toda uma história gravada nas paredes do nosso ser. Nesses momentos nosso rosto sorri sozinho.

Os amores perdidos deixam marcas irrecuperáveis: eles deixam um gosto doce e amargo ao mesmo tempo. Amargo na maioria das vezes. Sim, eles têm mais gosto que qualquer outra coisa e sempre sobem a nossa garganta quando as lembranças nos assaltam.

Tristes são as marcas das dores que deixaram os que nos fizeram mal. São as cicatrizes que deformam nossas vidas se não aprendemos a conviver com elas. Mesmo se queremos ir adiante, de vez em quando nosso olhar se volta para esses rabiscos mal traçados e sentimos a dor tal e qual no primeiro dia.

Quantas vezes não impedimos que alguém entre por causa de preconceitos ou idéias pré-concebidas, ou medo de tentar de novo uma nova relação. Ao primeiro olhar, nos trancamos. Outras vezes, sem muita consciência, deixamos entrar quem não valia muito a pena. Somos maus juízes porque confiamos demais nos nossos olhos e de menos no nosso coração. Devemos pedir a Deus que nos dê um pouco mais de dicernimento, pois agindo por nós mesmos, podemos estar nos trancando a maravilhosos encontros.

De vez em quando, é preciso fazer uma boa faxina nessa casinha tão preciosa. É preciso polir carinhosamente, realçar as marcas bonitas e passar tinta nova e clara nas paredes; de vez em quando é bom abrir as janelas e deixar que o sol entre e ilumine todos os cômodos. E enfeitar com as janelas com flores de cores vivas e alegres.

De vez em quando é mesmo muito importante achar o cantinho mais gostoso dessa casa e sentar-se nele. E rir do nada. E jogar os ressentimentos para bem longe. Sentir-se bem consigo.

Se nosso coração é uma casa, faça do seu a casa dos seus sonhos. Lembre-se que não importa quantos entram e saem, você é o dono, só você é responsável. Faça mudanças necessárias. Jogue o inútil no lixo. Só não se esqueça, nessa mudança, de colocar de volta nas paredes essas marcas benditas que deixaram esses que foram bênçãos na sua vida. Dê a mão aos doces momentos, os momentos felizes. Tudo o mais é inútil, tudo o mais deve ficar pra trás.

Eu vejo a vida como um grande barco onde todos somos passageiros e onde
nunca sabemos em que dia, qual hora, qual porto atracaremos. Somos levados e estamos todos sob as mesmas condições: os normais, anormais, diferentes e indiferentes, os orgulhosos e os humildes, os ateus e os que crêem.

As dores não escolhem os mais feios, mais pobres ou menos capacitados. A dor é, como o pranto e o riso, o sol, a lua ou as estrelas, algo universal. E
ela nos torna humildes, pois mostra nossa vulnerabilidade ante esse barco
que continua sua rota.

Fomos moldados do mesmo barro e o mesmo sopro deu vida a todos. Por isso não podemos ficar indiferentes com o que se passa do lado, não podemos fazer como se não vemos, não podemos fingir que não sentimos, não podemos dizer que aquilo não nos atinge. E os vendavais não devem impedir ninguém de
navegar, devem simplesmente nos mostrar que o lugar mais seguro para se
estar é do lado dAquele que conduz esse imenso barco e que possui todas as
ferramentas para reconstruí-lo, se preciso for.

Para todas as pessoas que sofrem com as catástrofes naturais e para todos
nós um pouco de reflexão:

Viajamos no mesmo barco
© Letícia Thompson

Coisas más não acontecem só a pessoas más. As catástrofes naturais quando chegam não contam, não escolhem, elas saem arrasando tudo o que está pela frente.
Compreender o mal, a injustiça, a miséria, as dores, as quase insuportáveis perdas, o desabrigo, a gente não compreende. Não nos ensinaram tal ciência de ter o coração assim tão perfeito e a alma tão aberta. Por isso choramos tanto. E clamamos misericórdia ao Pai.
Tomamos consciência da nossa pequenez e dependência de uma força superior e ilimitada e nos curvamos.
Os sofrimentos e as dores nos aproximam de Deus e tocam os corações de outras pessoas, que não podem e nem devem ficar indiferentes, por que a verdade é que estamos todos navegando nesse mesmo barco, que ora balança, ora se aquieta, sempre independente da nossa vontade.
Mas obstáculos não são pontos finais, nem muros sem saída. Quando se perde tudo, mas que a vida não se perde, é que alguma coisa ainda há pela frente. As coisas que não podemos evitar, vamos recebê-las e aprenderemos a reconstruir com o que nos sobra.
Colamos um pedaço aqui e outro ali, refazemos a vida e refazemos o mundo, afinal, se ele existe é por que existimos e nossa cruz não será assim tão pesada, se sabemos que temos Alguém que nos ajuda a carregá-la.

E... para que a esperança não morra, queria dizer que eu e minha família
fomos também vítimas de uma catástrofe natural há pouco mais de 30 anos, mas que estamos aqui, firmes nas Mãos do Mestre, continuamos navegando.
Fiquem todos sob as bênçãos divinas e que haja muita paz em cada coração!

Um carinhoso abraço a todos vocês!

Letícia

Minha mensagem de 2007

Espero de coração continuar com vocês em 2008 através do que a vida vai me ensinando. Desejo que haja, para aqueles aos quais ainda não se deu, um verdadeiro encontro com Deus, que nunca falha, nunca se esquece, mas perdoa e abençoa.

Obrigada a todos vocês pela presença no ano que se passou. Obrigada aos que carinhosamente adquiriram meu livro, que espero que seja bênção, obrigada pela compreensão dos que não obtiveram resposta da minha parte e também aos que saem por aí divulgando o que escrevo, tal qual a palominha levando um galho de esperança.

Tenham todos maravilhosas festas de fim de ano! Fiquem sob a proteção de Cristo e se Ele permitir, em breve estaremos de volta.

Um abraço mais que especial!
Letícia

Deixo aqui minha pequena mensagem de despedida de 2007:

Minha mensagem de 2007

© Letícia Thompson

Se tivesse que resumir o ano que está acabando, eu diria que é o ano que Deus realizou alguns dos principais desejos do meu coração.

Poucos de vocês conhecem o inverno como conhecemos aqui. Fora a beleza de alguns dias dignos de qualquer cartão de Natal, os dias são escuros, longos e frios. Se não fosse a esperança da primavera que hiberna, talvez não fosse possível ser feliz.

Assim é nossa vida em muitos e muitos casos. Como invernos longos, intermináveis. Nos dirigimos a Deus e nos perguntamos quando a primeira sementinha de esperança vai brotar e ver a luz do dia. Não sabemos responder. Tudo o que sabemos é que um coração que espera vive e sobrevive.

Deus tem certamente um encontro marcado com nossos desejos se nos abandonamos em Seus braços protetores e firmes. E toda espera, por mais longa que tenha sido, torna-se nada quando abrimos nossa janela e um mundo novo e maravilhoso oferece-se a nós.

Queria deixar como presente, a cada um, essa sementinha de esperança que mais dia menos dia vai acabar brotando. Queria dizer que Deus está sempre aberto e pronto, que Ele não dá passos, esses quem damos somos nós. Ele espera, pacientemente, que estejamos prontos.

Que 2008 seja um ano fértil! Que seja, para vocês um ano com portas abertas e felicidades infindas. Que possamos caminhar juntos ainda e ainda...

O meu mais carinhoso e agradecido abraço a todos vocês!

music The Shepherd's Song - Rhesa Siregar