Me
interessei pela leitura e escritura desde os sete anos de idade.
Me lembro de, ainda no primeiro ano primário, ter lido
I Coríntios 13 na Bíblia. Achei tão lindo
que copiei na capa do meu caderno e sempre relia. Depois rabiscava
coisas aqui e ali, meus pensamentos de criança, depois
de adolescente e adulta. Meu "público" se constituía
então de amigos da escola, da igreja e a família.
Depois, durante 11 anos estive no deserto completo para a escritura.
Então veio a internet abrindo as suas portas e meu coração
se encheu de sentimentos, de palavras. Comecei a dividir com
amigos, que enviavam a amigos, que enviavam a amigos... e aqui
estamos nós! Bendita seja a Internet!
A maioria das pessoas que me escreve me abençoa, com
palavras, mas também, pelo que dizem, com suas orações.
A Internet, esse mundo misterioso e maravilhoso, nos traz e
nos leva. Não sei bem por que dizem que é virtual
quando as nossas emoções são tão
verdadeiras e os amigos que fazemos se fazem tão presentes.
O amor que chega e a saudade que bate no peito não difere
em nada do que sentimos pelos nossos amigos reais. As vezes
até dói mais, pois não podemos tocar. E
esse mundo virtual é a nossa realidade.
Só uma coisa me inquieta: se passamos mais tempo na frente
do computador do que com nossos filhos, nossa família,
nossos amigos próximos é que algo está
errado. O mundo virtual deve enriquecer as relações,
não empobrecê-las. Os nossos precisam do nosso
sorriso, da nossa companhia e do calor do nosso abraço.
Aprendi a amar vocês por tudo o que me trazem e penso
que podemos fazer da internet um mundo amigo e abençoado.
Mas... em equilíbrio com a vida de todos os dias! Nós,
amigos virtuais, precisamos uns dos outros, mas precisamos também
desses que estão ao nosso lado e que, muitas vezes sentem-se
tão sós. Pensem nisso!
O que escrevi não é um grande texto, apenas algumas
palavras, resumindo um pouco esse assunto de hoje:
Meus
amigos virtuais
© Letícia Thompson
Depois que
conheci a Internet ganhei muito da vida.
Ganhei abraços virtuais que chegaram na hora certinha
que eu estava precisando; ganhei flores que coloriram meu dia,
músicas que me alegraram e também me deixaram
saudosa...
Ganhei horas e horas de riso na frente da tela, que até
me fizeram esquecer que estava diante de uma máquina...
Ganhei também pontadas no coração, algumas
decepções, lágrimas de tristeza e de alegria...
e até colo quando estava doente!!!
Ganhei, em resumo, amigos em todas as partes do mundo!
Virtual é uma idéia que nossa imaginação
sustenta. Mas os amigos virtuais vão muito além
disso: eles tornam-se uma realidade física, benéfica
e necessária.
Só não nos esqueçamos que a vida tem dois
lados e que à nossa volta o mundo sofre de carência
e solidão.
A Internet torna-se um vício para muitos e temos que
procurar onde estão os limites.
A moderação do nosso comportamento diante da tela
vai nos fazer ganhar amigos inúmeros espalhados por aí,
tais flores campestres, belas e livres... e vai solidificar
as outras amizades que nos envolvem, flores essas belas no jardim
na nossa casa, mas freqüentemente esquecidas...
Sejam todos vocês benditos do Senhor nesse dia de hoje!
E que saibam que no coração há espaço
bastante para o que está distante e para o que está
do lado.
Com muita ternura...
Letícia

Minha
carta de natal 2006
Não
sei dizer quem inventou as horas, quem teve essa idéia
de dividir o tempo em períodos. Mas é perfeito,
como tudo o mais que Deus fez. Às vezes nos dizemos que
queríamos ter mais que 24 horas para termos tempo para
tudo,
mas não é verdade que seria bom. Precisamos ter
tempo de descanso no fim do dia, fim da semana... e no fim do
ano.
Estamos
fechando hoje as atualizações do ano 2006. Foi um
ano rico em bênçãos, com algumas batalhas
e vitórias. Nunca de desânimo, felizmente. Não
reclamo por ter tido algumas dificuldades, pois sabemos falar
melhor daquilo
que sentimos na pele e se minhas experiências podem ajudar
outras pessoas, elas não são em vão, mesmo
se dolorosas. Jesus aceitou a cruz por nós e Ele nem a
merecia, então... quem somos nós para reclamar de
alguma coisa?
Cada
um tem seu caminho, cada um sua cruz e mesmo se não podemos
tirar a mesma dos ombros de ninguém, podemos ser aqueles
que vão ajudá-los, de maneira que ela se torne menos
pesada. Minha maior alegria é quando me escrevem dizendo
que se sentem mais leves depois de lerem os textos, que
eles fazem bem. E eu me digo: -puxa, valeu a pena ter acordado
mais cedo, ter ficado com as costas doendo, ter passado tanto
tempo aqui. Vale a pena a vida, se a nossa vida vale a pena para
alguém.
Escrevi
minha mensagem pessoal a vocês, como faço a cada
fim de ano.
Coloquei meu coração nela, espero que sintam:
Meus
amigos!
© Letícia Thompson
Se
eu tivesse o dom de pintar quadros, faria um onde meus braços
pudessem alcançar o mundo e colocaria todos vocês
dentro desse imenso abraço.
No decorrer do ano e mais ainda nesse final, recebi inúmeras
manifestações de carinho, palavras que muitas vezes
eu nem soube agradecer. Disseram pra mim que ensino a vida, que
carrego emoções em palavras e tiveram mesmo a grande
gentileza de dizer que parece que eu escrevo dentro dos corações.
Essas coisas me calam muitas vezes, porque penso que vocês
não têm consciência do quão importantes
são à minha existência. Na minha maneira de
pensar, a vida só tem sentido se damos de nós às
pessoas e quando recebo as respostas de vocês, pra mim são
mãos segurando minhas mãos e braços me carregando
nos braços.
Nem sempre a vida é um mar de rosas e as lágrimas
me fizeram companhia inúmeras vezes. Mas o sol brilhou
em outras e a chuva me cantou lindas canções. E,
em todos esses momentos, estavam vocês, seja me amparando,
seja compartilhando minhas alegrias.
Não pensem que vocês aprendem alguma coisa comigo...
não... nós aprendemos juntos, tenham certeza disso.
Tento viver o que penso ser o certo e, creiam, se parece difícil
à vocês é difícil a mim também.
Fazer a vontade de Deus e cumprir os ensinamentos de Jesus contraria
muitas vezes nosso modo de vida ou o que a sociedade espera de
nós e é preciso sermos fortes. E não somos,
mas podemos nos fortalecer em Cristo.
Tenho hoje um grande pedido a fazer ao Senhor: que Ele esteja
guardando os caminhos de cada um de vocês, dando sabedoria
nas escolhas, alento nos momentos rudes e paz de espírito
no dia-a-dia.
Quero que saibam que pouco importa o que a vida vos ofereça
ou imponha, Deus é uma presença constante e quem
segura Suas Divinas Mãos jamais se sentirá desamparado.
Que Cristo faça morada permanente em suas vidas, que haja
sol para iluminar o dia e chuva para fertilizar a terra. Que nunca
falte o pão na mesa, nem amor no coração!
Obrigada de todo meu ser a cada um de vocês por compartilhar
minha vida, minhas palavras, meu caminho.
Que tenham não o mais lindo dos Natais, pois o melhor ainda
está por vir, mas que esse seja tão perfeito quanto
desejarem! E que o ano próximo seja fértil! Que
a terra produza flores e frutos!
Deixo aqui meu abraço que abraça o mundo e que alcança
cada um de vocês!
Com muito, muito amor!...
Quero agradecer
a todos os formatadores que tão lindamente vestem meus
textos e poesias. Tenho uma fila enorme para colocar no site,
só preciso é ter mais um pouquinho de tempo. Obrigada,
de todo coração pelo tempo que
dedicam aos lindos slides que expomos.
Obrigada
aos meus mensageiros. Vocês são anjos! Um semeia,
outro planta, outro rega... e outro colhe! E assim caminhamos
juntos!
A
vocês que chegaram hoje, a casa está aberta!
Deus
guarde a cada um de vocês! Sejam bênçãos!
Com
muito, muito amor, tenham um Natal inesquecível e um reveillon
de ano novo cheio de promessas divinas!
Até
o próximo ano, se Deus assim permitir!
Com
imensa ternura,
Letícia

Não
é bom que o homem esteja só...
Quem
disse que por detrás de todo grande homem há sempre
uma grande mulher?
Melhor seria dizer que ao lado de todo grande homem há
sempre uma grande mulher.
A
mulher é a assinatura de Deus na criação
do mundo. Depois que tudo parecia pronto,
viu Deus que o homem estava só e Seu coração
desejou lhe dar companhia.
Criou então os animais e aves. E, ainda, algo faltava para
dar o toque final à grande obra do universo.
Teve então, Deus, uma idéia: e criou a mulher!
Desde
então, a terra nunca mais foi a mesma. De Eva a Maria
e tantas outras que se seguiram até nós, com dores,
alegrias e ousadias, chegamos até aqui, porque sabemos
que se para muitos representamos pouco, para Deus somos, nós,
mulheres, uma peça fundamental na continuação
do mundo, jóia rara e de beleza infinita.
Que
este dia seja especial para esses seres tão especiais!
E aqui segue minha homenagem, singela, certo, mas do coração
de uma mulher como todas vocês:
Abraço amoroso a todas vocês! Nunca desistam dos
seus caminhos!
Felicidades a todas nós!!!
Obrigada a todos por todas as mensagens recebidas pelo dia de
hoje em especial e por estarem presentes sempre e sempre na minha
vida!
Que Deus os abençoe com uma noite cheia de estrelas, mais
encantada ainda que de costume.
Com todo amor,
Letícia
Não
é bom que o homem esteja só...
Letícia
Thompson
A
mulher faz parte do alicerce do mundo,
é
a Flor que foi criada depois que todas as flores já existiam,
porque
olhando à Sua volta o Senhor nada encontrou
que
satisfizesse Seu coração para dar ao homem uma companhia.
Nem
as estrelas, nem o infinito, nem os campos e todas as coisas criadas.
E
foi com delicadeza, carinho e certamente muito amor que Ele a
moldou,
sendo
inspirado pelo belo que existia, de maneira que estivesse ao lado
do homem
para
que este sentisse que o que faltava nele, ela completaria.
E
talvez seja por ter sido o ponto final de toda a criação
que ela veio assim diferente,
voluntária,
com uma sensibilidade mais aguçada,
um
pouco de manha, pensando com o coração,
forte o bastante para gerar filhos e dar continuidade ao mundo.
Imperfeita
tanto quanto se pode ser, construiu e constrói a história,
ora trazendo perdição, ora a salvação,
mas sempre e sempre caminhando
na busca de um lugar que lhe foi dado por direito desde o início.
Maliciosa,
consegue o que quer com doçura,
como as flores que atraem as abelhas mais avisadas,
deixando
a elas no final a impressão de serem as grandes e fortes
vencedoras.
E
ela ainda ri... com o peito cheio de ternura!!!
Pérola
reconstruída à poder de dores, ela encanta o mundo,
resgata
sonhos perdidos e traz esperança à terra a cada
grito,
cada
raio de luz que vai espalhando, prometendo à terra um novo
amanhã.

Muitas
vezes as pessoas dizem que queriam ser isso ou aquilo, ou ser
de um jeito ou de outro. Elas se esquecem, portanto, que a vida
a gente aprende.
Com determinação podemos alcançar tudo o
que queremos. A fé nos leva muito
longe, muito além dos nossos objetivos e nos abre portas
que com os olhos humanos sempre vemos fechadas. E sem ela é
impossível agradar a Deus, que
nos deu o campo, as sementes e as ferramentas. Nosso dever é
plantar, cuidar, cultivar e colher os frutos. Pouco importa se
o que vemos na nossa
frente são desertos, Deus os fará florescer. Quem
não crê, que faça a experiência, que
durma uma vez pelo menos deixando do lado de fora a ansiedade.
O mesmo Deus que dá brilho às estrelas é
o que ilumina nosso coração.
Nosso
texto para hoje fala sobre a ansiedade:
Não
andeis ansiosos...
©
Letícia Thompson
Valemos
mais que todas as belezas da terra juntas. Todas essas maravilhas
que nos encantam, nos deixam extasiados e sem palavras, não
receberam a forma e semelhança do próprio Deus.
Nós sim.
A
nada foi dado o presente da eternidade. Todas as coisas passarão,
mas nós, mesmo quando essa forma que nos encobre nos abandona,
ainda continuamos e somos recebidos pelos braços abertos
do Deus-Pai, que nos ama acima de todas as coisas.
Então,
por que essa ansiedade que nos impede de bem viver? Por que as
horas perdidas no meio da noite pensando em como será amanhã
ou depois, se as horas que matamos só nos trazem cansaço
e desânimo? Se valemos mais que toda a criação
é que Deus tem também um cuidado todo especial para
conosco.
A
calma, o repouso da alma, o descanso é algo que se cultiva
devagarinho. À medida que a fé aumenta, a ansiedade
vai desaparecendo e quando chegamos ao ponto de dormir tranqüilos
mesmo quando a tempestade agita nosso barco, é que temos
a plena confiança nAquele que o dirige.
A
ansiedade nos conduz ao desespero que, por sua vez, nos faz tomar
atitudes precipitadas e com freqüência erradas. A fé
e a confiança ao contrário, nos dão segurança
e nos trazem a paz, tão necessária à nossa
saúde física e espiritual.
Pessoas
tranqüilas suportam mais facilmente a dor e as adversidades
da vida, elas vivem melhor e são companhias mais agradáveis
para os outros. São, na verdade, as flores que encantam
as abelhas por causa do seu mel e sua doçura.
E
mesmo se não possuímos a princípio esse dom
da calma, esse fruto do Espírito que reflete em nós
a luz de Cristo, ainda assim podemos aprender. É questão
de exercício, disciplina, oração. Um pouquinho
mais a cada dia, até que seja alcançada a plenitude.
Deus
nunca nos abandona! Ele vela nosso sono e guia nossos caminhos.
Nos dá sabedoria e orienta nossas decisões. Quem
crê nisso, jamais se desespera.
Não
andeis ansiosos! Valemos mais que os lírios e todas as
flores do campo! E Deus tem sempre cuidado de nós!

Eu
gostaria de aproveitar a oportunidade para dar uma palavrinha
a vocês.
Às vezes recebo e-mails que dizem: "parabéns
à toda a equipe..." e o que eu
quero dizer é que, com exceção dos formatadores
de pps, eu faço tudo eu
mesma, desde a concepção do site às buscas
de imagens, escritura dos textos,
construção e manutenção do site. Digo
isso por que o número de pedidos de
atualizações aumenta a cada dia e está sendo
cada vez mais difícil atender a
todos, sem contar que fica cada vez mais raro eu responder meus
e-mails, por
falta de tempo.
Não
sei se vocês sabem, mas escrevo por amor e preciso fazer
outro trabalho
para meu sustento. Conciliar as coisas tem sido muito, muito difícil.
Tenho então uma decisão importante a ser tomada:
se não encontrar alguém (ou
mesmo mais) que me ajude com o envio, devo limitar o mesmo, ou
seja, não
mais aceitar pedidos. A verdade é que me corta o coração
ter que dizer não a
alguém que me pede que envie as novidades. Se há
entre vocês alguém que
utilize o outlook e puder compartilhar esse trabalho comigo, agradeço
de
coração que me envie um e-mail para ver como vamos
fazer. Se não... vamos
esperar que o Senhor nos abra portas.
Outra
coisa: eu nunca envio pps por que sei que há pessoas que
não gostam de
receber mensagens pesadas. Assim, prefiro que os que querem receber
pps me
digam, para que eu crie grupos à parte. Enviem, por favor,
um e-mail
específico dizendo: atualização de pps.
Obrigada
mais uma vez a todos vocês por estarmos juntos. E obrigada
a Deus
pela inspiração, que me anima, me leva adiante e
me faz compartilhar com
vocês tudo o que tenho dentro de mim.
Tenham
um abençoado dia e fiquem na paz de Cristo!
Um
carinhoso abraço,
Letícia

Meu Livro
~ De Coração para Corações
Uma
pessoa me disse recentemente aqui na Bélgica: -"Sonhos,
todo mundo tem. E muitos vão buscá-los em lugares
distantes. Mas você buscou dentro de você. E esse
livro é a sua conquista."
Nunca tinha pensado nisso dessa maneira, pois tudo o que sempre
quis foi colocar minhas emoções para fora e vencer
as barreiras do mostrar-me, sem vergonha de que descubram quem
realmente sou com minhas dúvidas, feridas, esperanças,
felicidades alcançadas e outras negadas.
Minhas
primeiras mensagens eram cartas escritas a amigos dizendo de certa
forma que não estavam sozinhos nos seus problemas. Quando
sabemos que outras pessoas passam por coisas parecidas, nos unimos
na alma, o sentimento de solidão fica menos pesado e ajudar
os amigos nas suas cargas é uma maneira de nos sentirmos
úteis e vivos ao mesmo tempo.
Hoje
compartilho essas mensagens com centenas e centenas de pessoas
que me fazem sentir viva e feliz.
Se
tiver que dizer algo a vocês, digo: nunca desistam dos seus
sonhos, sempre levando em consideração que não
somos donos do tempo. Guardem, sobretudo, a fé em Deus,
pois ela nos segura nos momentos difíceis, nos ergue, nos
empurra, nos torna vencedores. E o amor de quem ama acima de todas
as coisas jamais nos deixará caídos!
Obrigada
a vocês por estarem no meu caminho!
Um
carinhoso abraço,
©
Letícia Thompson
De
Coração Para Corações
* || Leslie designer
||
© www.minhasperolas.com

M
i l a g r e
Letícia
Thompson
Há
pessoas que não acreditam em milagres. Outras, por experiência
ou por fé, acreditam e o afirmam.
O
que é um milagre senão algo de excepcional que nos
acontece, ou aos outros e que não achamos explicação
em lugar nenhum?!
Para
alguns, milagre é ver alguém curado de uma doença
da qual estava condenado; para outros, um deficiente sair andando
normalmente. E uma pessoa que sobreviveu a um acidente de avião?
E então, segundo a fé que se tem, acredita-se ou
não. E provavelmente quem não tem fé não
acredita nunca.
Mas
para muitos, felizmente, tudo é tão mais simples...
Não
é um milagre ver um bebê que passou nove meses no
ventre da mãe e que depois nasce com personalidade própria,
características próprias? E quando a gente se esquece
completamente da dor quando tem aquele ser pequenininho nos braços...
Quem ainda não teve a bênção de viver
essa experiência deveria experimentar e quem já teve...
sabe bem do que estou dizendo!
Quem
já plantou uma semente minúscula e viu dali brotar
uma árvore teve certamente uma sensação parecida.
A
vida está cheia de milagres, a gente é que não
sabe ver. Uma bola de fogo pendurada em nada e que vem cada dia
para iluminar nosso dia é um milagre cotidiano; sua companheira,
a quem raramente encontra, que nos oferece belos espetáculos
e faz sonhar os poetas, também é um milagre cotidiano;
Dois
corações que se apaixonam sem nenhuma explicação
não é também?!
É
maravilhoso poder acreditar que existe algo além do que
podemos sentir ou tocar. As pessoas que se extasiam diante dessas
belezas que nos cercam diariamente são provavelmente mais
felizes que outras.
E
ter um coração que pode sentir felicidade em meio
a tantas tribulações já não é
um milagre?
Acredite
na vida! Olhe em volta de você e verá que existe
bem mais belezas inexplicáveis no mundo do que nosso coração
em toda sua existência poderia sonhar.
Sente-se
um dia ao entardecer e aprecie o pôr-do-sol, ou acorde bem
cedo para ver a aurora... São espetáculos únicos
e que não têm preço. Olhe em sua volta, plante
uma semente, dê um pouco de você mesmo a quem precisa,
faça alguém sorrir...
Afinal,
a gente nem sempre se dá conta... mas... cada um de nós
já é um milagre da vida!!!

Missionárias
do amor
Mesmo se hoje preparamos
nossos corações para homenagear nossas mães,
sabemos que para muitas nem sempre foi assim. Todo mundo, sejamos
realistas, nem sempre viram sua mãe como aquele ser perfeito
e angelical, que merece todo o cuidado e amor que se pode ter.
Não digo que não existia amor, claro que sim, o
que digo é que uma mãe é um ser humano como
qualquer outro e nós somos filhos como outros. E erramos,
assim como nossas mães. Quando adolescentes nem sempre
entendemos quando ela diz não, quando não nos permite
fazer isso ou aquilo. Só depois, bem depois é que
podemos compreender.
Acho que nunca pensei tanto em minha mãe como quando estava
esperando minha primeira filha. Qualquer coisa era razão
para telefonar para ela, saber se isso ou aquilo era normal. Sempre
fui mais próxima do meu pai, mas viver a experiência
de ser mãe foi algo que tive vontade de dividir com ela.
E o fiz. E nessa época cheguei a uma conclusão que
me serve até hoje: só compreendemos nossas mães
quando somos mães também. Aprendemos a ver com o
coração, exatamente como ela e aprendemos as dores
e incertezas, o medo de errar, de não saber, de não
conseguir. Como não entender o "Baby blues"?
O nascimento de uma mãe é algo muito forte. É,
provavelmente, a mais linda e rica experiência pela qual
uma mulher pode passar. Mas, geralmente, a gente só descobre
isso vivendo...
E hoje resolvi homenagear as filhas que se tornaram mães,
como eu, como tantas de vocês:
Abraço carinhoso
a cada um em particular e que o Senhor os abençoe,
onde quer que estiverem.
Até breve, se
o Senhor assim permitir!
Com muito amor,
Letícia
Missionárias
do amor
Letícia
Thompson
Nós
só entendemos verdadeiramente nossas mães quando
passamos, nós mesmas, pelas dores e alegrias da maternidade.
Hoje
homenageamos nossas mães, a colocamos num pedestal, exaltamos
suas qualidades e belezas, mas nem sempre foi assim. O amor sempre
existiu em nós, profundo e verdadeiro, mas de forma diferente,
sem a ciência do que é realmente a vida em todos
os seus pormenores.
Antes
não sabíamos o que é a dor de ter um filho
e ter medo de perdê-lo pra vida, para o mundo; não
conhecíamos as preocupações de se sentir
responsável por ter posto na terra um ser a mais; não
sabíamos o que é ter um pedacinho da gente, independente
e voluntário, fazendo suas escolhas que, nem sempre, condiziam
com nossas próprias escolhas.
Nossa
sabedoria era limitada. Aliás, que sabedoria? É
difícil entender os nãos e os sins nunca questionamos.
Os porquês da adolescência tomam muito espaço
em nós, mas particularmente quando vai de encontro ao que
desejamos. E nessas horas uma mãe pode ser muito incompreendida,
pode ser aquela que não entende nada, que não sabe
respeitar o direito de cada um de fazer o que quer.
Só
depois, quando chega a nossa vez, é que compreendemos melhor.
Agora sim, é que entendemos o que ela queria dizer, compreendemos
suas aflições, medos, angústias e lágrimas.
Agora sabemos o que é desejar o melhor, mais bonito e perfeito,
uma boa profissão e felicidade completa.
Uma
mãe é aquela pessoa que cumpre a sua parte na história
da humanidade e, tal qual um atleta, vai passando a tocha pra
frente.
Nos
tornando mães nos igualamos às nossas mães.
Somos, finalmente, uma rosa que se abriu ao sereno da madrugada,
à luz da lua, aos raios de sol e às possíveis
tempestades.
Somos
nós, agora mães, anjos sem asas, missionárias
do amor de Deus aos coraçõezinhos inocentes, as
primeiras professoras na escola da vida.

Entre
um objeto de grande valor (material ou sentimental) e uma verdadeira
amizade não existe comparação. Objetos, por
mais que nos sejam caros e que pareçam insubstituíveis,
são objetos. Os sentimentos que despertamos e que despertam
em nós, esses sim, são de maior importância.
Conheço pessoas capazes de ficarem tristes o dia inteiro
por um objeto quebrado por uma outra pessoa, sem se importar se
os sentimentos da mesma estão quebrados ou inteiros. Portanto,
é mais fácil recolar um objeto que restaurar um
coração magoado.
Não sei se por que tenho alma de poeta ou por uma outra
razão, sou meio desligada de tudo. Gosto, como a maioria
das mulheres, de coisas boas e bonitas e aprecio as atenções
que têm para comigo. Mas um arranhão no meu carro
me deixa menos triste que o olhar triste de uma das minhas filhas
ou mesmo de uma outra pessoa. Aprendi (e estou ainda nesse árduo
caminho) a cultivar o desapego das coisas materiais e dos sentimentos
negativos no meu coração. Isso não quer dizer
que eu não dê valor às coisas que possuo,
mas que considero que há coisas muito superiores ao que
vou deixar aqui no dia que tiver que partir para sempre. Não
quero carregar indefinidamente minhas tristezas e feridas interiores,
pois se servirão a alguma coisa, será para que eu
abra menos os olhos às belezas do mundo.
Quero carregar em mim meus momentos de carinho. Decidi que o passado
que me fez mal foi uma etapa a qual venci e que ficou para trás.
Quero que minhas filhas no futuro lembrem-se sempre das nossas
cantigas e risadas, nunca das minhas zangas. Prefiro deixar como
herança boas lembranças de tudo o que vivemos juntas
e o ensinamento de que a vida nós construímos segundo
o que está dentro do nosso coração. Tenho
plena convicção que é isso o que Deus quer
de nós.
Aqui vai meu carinho no dia de hoje:
O
bem do desapego
© Letícia Thompson
É
quando nos preparamos para mudar que percebemos a quantidade de
coisas que guardamos sem necessidade. Nem sabemos por que o fazemos,
mas temos medo de um dia precisar disso ou daquilo e vamos acumulando
nossas preciosidades, se assim podemos dizer.
Grande armário é o nosso coração e
a nossa alma! Imagino que se um dia tivéssemos que "mudar"
esse pedacinho de nós, encontraríamos nele muitas
coisas desnecessárias das quais tivemos dificuldade para
nos desvencilhar.
Como nos nossos armários há roupas que nem nos cabem
mais, nas gavetas objetos inúteis, há nesse nosso
coração certamente sentimentos que há muito
deixaram de nos servir, mas que continuam intactos, como se o
tempo para eles não tivesse passado.
As águas correm nos rios, mas não no nosso interior.
Elas levam o que encontram pela frente, mas nós nos apegamos
ao inútil e nos impedimos assim de desembocar no grande
mar da vida que nos oferece novos horizontes.
Se um dia decidirmos mudar de casa e nos oferecermos uma nova
vida, não precisamos deixar tudo e nem carregar tudo. Um
coração sábio saberá escolher o que
deve ser aproveitado ou não. Os carinhos que recebemos
permanecerão intactos, mesmo se as flores se secaram e
as cartas se perderam.
Antigas e amareladas mágoas nunca têm utilidade,
a não ser para envelhecer e entristecer nossa alma. Coisas
que começamos e nunca terminamos ou continuamos, ou desistimos.
Não é vergonhoso deixar coisas para trás,
pesado mesmo e seguir em frente carregando essas mesmas coisas
que nem sabemos onde vamos colocar.
Valioso demais é nosso coração para que seja
maltratado, para que seja a ele negada a chance de se oferecer
novas oportunidades e novos ares.
Cultivar no seu jardim a flor do desapego não significa
amar menos ou deixar de apreciar o que de bom a vida nos oferece.
Apenas mudar nosso olhar em relação ao mundo e se
dizer que as coisas realmente bonitas e importantes ficam gravadas
para sempre nas paredes da nossa alma, seja qual for nosso caminho.
copyright © 2008
Que
o Senhor os conserve sábios e que portas e janelas se abram
à frente de cada um mostrando as imensas possibilidades
que temos para alcançar a felicidade! E não se esqueçam
da grande verdade de que, mesmo se Deus nos oferece esse vasto
jardim, cabe a nós esticar os braços para colher
as flores.
Um abraço especialmente carinhoso,
Letícia

Nossos
Sonhos
Letícia
Thompson
Nossos
sonhos são o óleo que faz com que a engrenagem da
nossa vida funcione.
Sonhando,
corremos o risco de cair do alto um dia; sem sonhos, nunca chegaremos
a subir a lugar nenhum.
Quem
não sonha, não vive; quem não sonha, perde
toda a esperança de ver qualquer futuro para si mesmo;
quem não sonha, morre antecipadamente, morre em vida.
Quem
não sonha, não gosta de pôr-do-sol, não
toma tempo para olhar as estrelas, deprime e não vê
as inúmeras possibilidades que a vida nos oferece para
que sejamos felizes.
Melhor
pensar que vai ser melhor amanhã do que ficar remoendo
as dores presentes; melhor acreditar que o mundo pode ser justo
e bom, que ainda existe gente boa e feliz, do que ficar vendo
coisas negativas em toda a parte.
Acreditar
no amor, não é um sonho. É acreditar em algo
possível. Porque o amor nunca é um sonho, mesmo
se nos faz sonhar; o amor é algo palpável e que
dá sentido à nossa vida.
Sonhar
que podemos ter uma vida diferente no futuro é apenas o
primeiro passo na direção desse mesmo sonho.
Enquanto
o vemos, vamos atrás dele e tudo fica infinitamente mais
leve e mais fácil no presente; as cargas tornam-se menos
pesadas, pois temos nossas mentes voltadas para algo mais bonito
e não ficamos sentindo pena de nós mesmos. E sabemos
que muito pior que sentir pena dos outros, é sentir pena
de si mesmo.
Foram
grandes sonhadores, idealistas, que mudaram a face do mundo. É
preciso que pessoas assim continuem a existir. Podemos não
ser grandes revolucionários no mundo, mas podemos tentar
ser os revolucionários da nossa própria vida. Cabe
a nós fazer alguma coisa. Só a nós!
Quem
sonha, mantém a vida em movimento, num eterno passo na
direção que nos aponta nosso grande Criador.
Quem
sonha voa, corre, experimenta a vida, faz todas as coisas tornarem-se
possíveis; nos sonhos pode-se ser rainha, rei, cinderela,
rico, feliz ou simplesmente amado de amor infinito. É uma
experiência enriquecedora.
Então,
escolha você mesmo o que você quer ser.
E
depois, acredite firme nisso...
E
tenha um lindo e encantado dia!

Nosso
coração é uma casa
Letícia
Thompson
Nosso
coração é uma casa onde ninguém entra
e sai, com ou sem nossa permissão, sem deixar marcas nas
paredes.
Muitos
deixam marcas profundas de felicidade; outros deixam cicatrizes
que marcarão nossa vida para sempre.
Os
amigos deixam marcas fortes, mas suaves. E cada vez que tocamos
nossa alma com nossas recordações lá estão
os traços, invisíveis, mas legíveis, como
as escrituras em Braile. É suficiente fechar os olhos para
ver toda uma história gravada nas paredes do nosso ser.
Nesses momentos nosso rosto sorri sozinho.
Os
amores perdidos deixam marcas irrecuperáveis: eles deixam
um gosto doce e amargo ao mesmo tempo. Amargo na maioria das vezes.
Sim, eles têm mais gosto que qualquer outra coisa e sempre
sobem a nossa garganta quando as lembranças nos assaltam.
Tristes
são as marcas das dores que deixaram os que nos fizeram
mal. São as cicatrizes que deformam nossas vidas se não
aprendemos a conviver com elas. Mesmo se queremos ir adiante,
de vez em quando nosso olhar se volta para esses rabiscos mal
traçados e sentimos a dor tal e qual no primeiro dia.
Quantas
vezes não impedimos que alguém entre por causa de
preconceitos ou idéias pré-concebidas, ou medo de
tentar de novo uma nova relação. Ao primeiro olhar,
nos trancamos. Outras vezes, sem muita consciência, deixamos
entrar quem não valia muito a pena. Somos maus juízes
porque confiamos demais nos nossos olhos e de menos no nosso coração.
Devemos pedir a Deus que nos dê um pouco mais de dicernimento,
pois agindo por nós mesmos, podemos estar nos trancando
a maravilhosos encontros.
De
vez em quando, é preciso fazer uma boa faxina nessa casinha
tão preciosa. É preciso polir carinhosamente, realçar
as marcas bonitas e passar tinta nova e clara nas paredes; de
vez em quando é bom abrir as janelas e deixar que o sol
entre e ilumine todos os cômodos. E enfeitar com as janelas
com flores de cores vivas e alegres.
De
vez em quando é mesmo muito importante achar o cantinho
mais gostoso dessa casa e sentar-se nele. E rir do nada. E jogar
os ressentimentos para bem longe. Sentir-se bem consigo.
Se
nosso coração é uma casa, faça do
seu a casa dos seus sonhos. Lembre-se que não importa quantos
entram e saem, você é o dono, só você
é responsável. Faça mudanças necessárias.
Jogue o inútil no lixo. Só não se esqueça,
nessa mudança, de colocar de volta nas paredes essas marcas
benditas que deixaram esses que foram bênçãos
na sua vida. Dê a mão aos doces momentos, os momentos
felizes. Tudo o mais é inútil, tudo o mais deve
ficar pra trás.

Eu vejo a vida como um grande
barco onde todos somos passageiros e onde
nunca sabemos em que dia, qual hora, qual porto atracaremos. Somos
levados e estamos todos sob as mesmas condições:
os normais, anormais, diferentes e indiferentes, os orgulhosos
e os humildes, os ateus e os que crêem.
As dores não escolhem
os mais feios, mais pobres ou menos capacitados. A dor é,
como o pranto e o riso, o sol, a lua ou as estrelas, algo universal.
E
ela nos torna humildes, pois mostra nossa vulnerabilidade ante
esse barco
que continua sua rota.
Fomos moldados do mesmo
barro e o mesmo sopro deu vida a todos. Por isso não podemos
ficar indiferentes com o que se passa do lado, não podemos
fazer como se não vemos, não podemos fingir que
não sentimos, não podemos dizer que aquilo não
nos atinge. E os vendavais não devem impedir ninguém
de
navegar, devem simplesmente nos mostrar que o lugar mais seguro
para se
estar é do lado dAquele que conduz esse imenso barco e
que possui todas as
ferramentas para reconstruí-lo, se preciso for.
Para todas as pessoas que
sofrem com as catástrofes naturais e para todos
nós um pouco de reflexão:
Viajamos
no mesmo barco
© Letícia
Thompson
Coisas
más não acontecem só a pessoas más.
As catástrofes naturais quando chegam não contam,
não escolhem, elas saem arrasando tudo o que está
pela frente.
Compreender o mal, a injustiça, a miséria, as dores,
as quase insuportáveis perdas, o desabrigo, a gente não
compreende. Não nos ensinaram tal ciência de ter
o coração assim tão perfeito e a alma tão
aberta. Por isso choramos tanto. E clamamos misericórdia
ao Pai.
Tomamos consciência da nossa pequenez e dependência
de uma força superior e ilimitada e nos curvamos.
Os sofrimentos e as dores nos aproximam de Deus e tocam os corações
de outras pessoas, que não podem e nem devem ficar indiferentes,
por que a verdade é que estamos todos navegando nesse mesmo
barco, que ora balança, ora se aquieta, sempre independente
da nossa vontade.
Mas obstáculos não são pontos finais, nem
muros sem saída. Quando se perde tudo, mas que a vida não
se perde, é que alguma coisa ainda há pela frente.
As coisas que não podemos evitar, vamos recebê-las
e aprenderemos a reconstruir com o que nos sobra.
Colamos um pedaço aqui e outro ali, refazemos a vida e
refazemos o mundo, afinal, se ele existe é por que existimos
e nossa cruz não será assim tão pesada, se
sabemos que temos Alguém que nos ajuda a carregá-la.
E... para que a esperança
não morra, queria dizer que eu e minha família
fomos também vítimas de uma catástrofe natural
há pouco mais de 30 anos, mas que estamos aqui, firmes
nas Mãos do Mestre, continuamos navegando.
Fiquem todos sob as bênçãos divinas e que
haja muita paz em cada coração!
Um carinhoso abraço
a todos vocês!
Letícia


Minha
mensagem de 2007
Espero
de coração continuar com vocês em 2008 através
do que a vida vai me ensinando. Desejo que haja, para aqueles
aos quais ainda não se deu, um verdadeiro encontro com
Deus, que nunca falha, nunca se esquece, mas perdoa e abençoa.
Obrigada a todos vocês pela presença no ano que se
passou. Obrigada aos que carinhosamente adquiriram meu livro,
que espero que seja bênção, obrigada pela
compreensão dos que não obtiveram resposta da minha
parte e também aos que saem por aí divulgando o
que escrevo, tal qual a palominha levando um galho de esperança.
Tenham todos maravilhosas festas de fim de ano! Fiquem sob a proteção
de Cristo e se Ele permitir, em breve estaremos de volta.
Um
abraço mais que especial!
Letícia
Deixo
aqui minha pequena mensagem de despedida de 2007:
Minha
mensagem de 2007
© Letícia Thompson
Se
tivesse que resumir o ano que está acabando, eu diria que
é o ano que Deus realizou alguns dos principais desejos
do meu coração.
Poucos
de vocês conhecem o inverno como conhecemos aqui. Fora a
beleza de alguns dias dignos de qualquer cartão de Natal,
os dias são escuros, longos e frios. Se não fosse
a esperança da primavera que hiberna, talvez não
fosse possível ser feliz.
Assim
é nossa vida em muitos e muitos casos. Como invernos longos,
intermináveis. Nos dirigimos a Deus e nos perguntamos quando
a primeira sementinha de esperança vai brotar e ver a luz
do dia. Não sabemos responder. Tudo o que sabemos é
que um coração que espera vive e sobrevive.
Deus
tem certamente um encontro marcado com nossos desejos se nos abandonamos
em Seus braços protetores e firmes. E toda espera, por
mais longa que tenha sido, torna-se nada quando abrimos nossa
janela e um mundo novo e maravilhoso oferece-se a nós.
Queria
deixar como presente, a cada um, essa sementinha de esperança
que mais dia menos dia vai acabar brotando. Queria dizer que Deus
está sempre aberto e pronto, que Ele não dá
passos, esses quem damos somos nós. Ele espera, pacientemente,
que estejamos prontos.
Que
2008 seja um ano fértil! Que seja, para vocês um
ano com portas abertas e felicidades infindas. Que possamos caminhar
juntos ainda e ainda...
O
meu mais carinhoso e agradecido abraço a todos vocês!


 
music
The Shepherd's Song - Rhesa Siregar
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