Se olharmos
pra trás veremos quantas coisas deixamos de fazer no
ano que passou. Coisas que havíamos nos prometido e que
acreditávamos sinceramente na realização.
Por motivos vários nos negamos certas coisas. Gostaríamos
sim de ir aqui ou ali, tomar essa ou aquela decisão,
mas não vivendo isolados, acabamos por nos deixar levar
pelo que os outros pensariam de nós. Buscamos coragem
para muitas coisas no nosso interior, mas é no nosso
exterior que essa coragem se destrói. Pesam os julgamentos,
que eles sejam falsos ou justificados. Assim, damos passos para
trás na nossa felicidade e no bem estar que a vida nos
oferece como uma segunda chance.
Olhar para os lados nunca foi solução quando nos
encontramos num impasse. O olhar dos outros, o que vão
pensar ou dizer são estorvos no nosso caminho, porque
a maioria das pessoas e mesmo grande parte delas, se importam
pouco ou nada com a nossa felicidade. Mas Deus se importa e
por essa razão mesmo não nos condena. Entre agradar
aos homens e agradar a Deus é mil vezes preferível
agradar a Deus. E Ele somente conhece nossas veias, nosso coração,
nosso âmago e nossos sentimentos. Os homens nos aprisionam
com seus julgamentos. Somente Deus, com muito amor, é
que pode nos libertar.
Decidi começar o ano escrevendo sobre a liberdade que
podemos ter em Cristo, independente do pensamento dos homens.
Mesmo se milhões de homens dizem que não podemos,
se Cristo disser: "vocês podem" então
todos os caminhos estarão abertos. Mas é preciso
que aprendamos a nos libertar de todas as coisas que nos impedem
de caminhar.
Nosso primeiro texto do ano chama-se: O olhar dos outros - assunto
talvez corriqueiro, mas que impede muito nossa felicidade. E
Deus nos ama o bastante para querer ver-nos felizes.
O
olhar dos outros
© Letícia Thompson
O olhar das outras pessoas são mãos pesadas nos
nossos ombros. Quanto não deixamos de fazer por causa
de supostos ou verdadeiros julgamentos alheios?
A
sociedade impõe modos e comportamentos que nem sempre
são aqueles que condizem com o que somos, com o que desejamos
ou mesmo precisamos para nosso equilíbrio pessoal.
Não
voamos, não ousamos, não vamos além, não
plantamos e tão pouco colhemos não porque é
o que queremos, mas porque pensamos que é o que esperam
de nós. Vivemos de uma falsa liberdade que nos limita.
Muitos
"sim" nos contrariam para não contrariar outros,
muitos "não" chegam simplesmente para confortar
outros enquanto nossa alma dói. Vivemos da aparência
do que esperam de nós e nosso eu fica guardado e ressentido
porque muitas vezes ele queria simplesmente gritar que ele é
ele e ponto final.
Vamos
assim seguindo a maré da vida.
Jesus
também suportou o olhar dos outros. Mas com a diferença
de que para Ele importava muito mais o olhar dAquele que O havia
enviado. A morte na cruz era algo terrivelmente humilhante,
porém havia algo muito maior e superior à vergonha
de ser pregado numa cruz: agradar acima de tudo e por tudo Aquele
que com amor nos formou.
Nos
importamos muito menos com o olhar de Deus que com o olhar dos
homens. Portanto, enquanto os homens nos condenam, Deus nos
absolve sem fazer perguntas. Ele nos torna livres e se Suas
mãos se pousam sobre nossos ombros é para nos
abraçar.
Estamos aqui nesse primeiro passo para nossa
caminhada em 2008.
Obrigada por estarem comigo e por permanecerem.
Aos que chegam agora, sintam-se em casa!
Que o amor de Cristo liberte a cada um das suas
correntes,
sejam elas quais forem!
Tenham uma linda e abençoada tarde!
Com muito e muito carinho,
Letícia
copyright © 2008
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