R a í z e s

Além de ser jardineira de poesias, sou jardineira de flores. Pelo menos eu tento. As orquídeas estão entre as minhas preferidas. As flores duram de quatro a cinco meses e elas não precisam de nenhum cuidado especial. Raras são as que possuem perfume, é verdade, mas a beleza das flores compensa qualquer outra imperfeição, se imperfeição existe. Não aos meus olhos, pelo menos. Outras flores necessitam de cuidados mais especiais, precisamos estar mais atentos. E eu não me dou por vencida para perder uma planta tanto que ela tem suas raízes e resiste.

A chegada da primavera me inspira. Durante alguns meses a maior parte da natureza estava dormindo e agora percebemos lentamente que as plantas se vestem, se renovam, se preparam para mais uma floração. As raízes fincadas na terra as ajudaram a resistir ao inverno. E daqui a um ou dois meses poderemos perceber o quanto foi importante essa resistência, o quanto compensou essa espera.

As pessoas são como as plantas. Se as raízes estão bem fincadas na terra, elas resistirão a tudo. Mas, infelizmente, há aqueles que se despregam, como as flores que cortamos para colocarmos em vasos. Elas saem procurando as suas verdades, vão de um lugar para outro e não ficam em lugar nenhum, porque estão buscando a perfeição olhando para o lugar errado. Em nenhum grupo, em nenhuma sociedade existem pessoas perfeitas, que nunca se enganam, que nunca pecam. Se olharmos para essas coisas, estaremos correndo para nossa própria perdição. Só as pessoas que se fixam na Verdade, sem olhar para os lados é que conseguem resistir às durezas da vida, evoluir, crescer e florescer. É de pessoas assim que o mundo precisa para que possamos trazer de volta nosso Éden perdido.

Espero poder estar trazendo um pouco de perfume e beleza para vocês. Pelo menos é o que o meu coração mais deseja nesse momento.

Queria fazer uma pequena pausa para citar duas pessoinhas que têm sido maravilhosas comigo. Uma é uma Abelhinha muito especial e há algum tempo ela publica nossos textos em páginas tão lindas quanto ela. Leslie, é o nome dessa abelha e aqui vão as lindas páginas que faz:

http://www.minhasperolas.com/esperanca.htm

A outra Abelhinha que quero agradecer com amor é Meire Michelin. Ela tem freqüentemente formatado e repassado alguns textos também e não são raras as vezes que recebo mails dizendo: "recebi de Meire Michelin..."

A vocês duas, o meu abraço carinhoso e especial nessa tarde de hoje!

Há outras Abelhinhas por aí, que vou citando com o tempo e que Deus, com certeza, recompensa.

Deus os abençoe a todos, dando sustento nas dificuldades e forças nas tribulações! Tenham uma noite especial e mesmo se estamos distantes de uma hora a mais (cinco agora), meu coração continua com vocês, bem pertinho.

Um carinhoso abraço e até breve, se Deus quiser!

Letícia


Nosso texto hoje fala sobre raízes, as que devemos, para nosso próprio bem, possuir:

R a í z e s

Letícia Thompson

Depois de cortadas, as flores não duram muito tempo. Elas enfeitam nossa sala, quarto ou vida e por mais cuidado que tenhamos, não atingirão o ciclo normal que deveriam para em plenitude, viver e morrer.

Há pessoas por aí vivendo como flores cortadas. Elas se despregam de onde estão e saem em busca de alguma coisa para preenher sua existência. Nada errado em procurar a verdade ou algo que mate nossa sede de conhecimento. Mas estar de um lado para o outro, como um passarinho de galho em galho, é se impedir a si de criar raízes que possam sustentar e fazer com que nosso crescimento seja normal e pleno.

É importante estarmos bem onde formos plantados e cada um tem o direito de mudar de jardim se acha que onde está não convém. Cada qual deve sentir o que é melhor para si. O que não é positivo é a eterna insatisfação, é o estar aqui e lá; é o julgar que todos estão errados sempre. Por quê? Porque pessoas assim cotumam olhar mais para os homens que para Deus. E daí, encontram as imperfeições, tão comuns a todos nós.

Essas pessoas jamais vão criar raízes, jamais vão crescer espiritualmente, jamais vão estar próximas o bastante de Deus, porque olham demais para os lados e não olham o suficiente para o céu. Como o ser humano é imperfeito, torto na sua maneira de viver e encarar as coisas! A riqueza do mundo consiste justamente na diversidade da raça humana e do seu aprendizado da vida através das experiências pelas quais cada pessoa passa. Se estivermos num meio onde nada mais temos a aprender (e isso não existe!) não teremos mais a possibilidade de crescer.

Devemos, sim, procurar nossa identidade pessoal. Religiões, existem muitas e tenho certeza que cada qual possui sua riqueza. Deus, é um só, Único e Soberano. Onde A Verdade reina, nosso eu vai se reencontrar, pois por Ele fomos criados, a Ele procuramos retornar.

Viva de maneira a ser você o jardineiro do Éden onde vive! Se flores se entristecem, murcham, secam, seja você aquele que vai regar, tomar cuidado e mostrar que a beleza do meio que vivemos depende muito mais de nós do que tudo o mais que nos cerca.

Deus te abençoe e permita que você floresça nesse caminho!

Receita para o eu

Eu que não gosto de escrever textos longos, acho que exagerei hoje. É que tinha muito para dizer. E se eu não me controlasse, diria ainda mais, pois a lista é grande. Penso nas pessoas que não se dão o devido valor, seja por que são assim mesmo ou por que uma situação as conduziu a isso. Elas perdem a estima e, por conseqüência, as pessoas acabam perdendo por elas também. Há os que sofrem por amor tanto e tanto que se esquecem de si, como se o outro fosse vital à existência. Nessas horas é bom rever a própria imagem e tentar fazer alguma coisa, dar a volta por cima, recuperar-se.

Vocês já notaram que quando uma pessoa está apaixonada sempre aparecem mais pretendentes? É que o amor nos torna bonitos e nos faz sentir vontade de bonitos. Daí essa atração dos outros. Então, para sermos amados dos outros devemos cultivar em nós esse amor, para que sejamos sempre bonitos e atraentes. Amor, de qualquer forma que seja é tão visível que é quase palpável. Transparece, nos transforma e transforma aqueles que vivem conosco. E mesmo desconhecidos. É fácil reconhecer uma pessoa que tem amor no coração, basta olhar para ela.

Eu sei bem que o amor com grande A é coisa que acontece. Mas aquele amor que devemos sentir pelo nosso eu não acontece não, ele já deve estar lá, só precisa ser desenvolvido. Às vezes é necessário uma boa sacudida para fazer com que as pessoas o revelem. E sejam completas, completando os outros.

Aqui vai uma pequena grande receita para um eu feliz:

Desejo que cada um de vocês se ame. E seja feliz. Isso me fará feliz.

Que Deus conceda uma noite plena de estrelas (para que cada qual pegue a sua) para vocês!

Tenham um lindo fim de semana!

Com muito amor e cuidado,
Letícia

Receita para o eu

- Letícia Thompson -

Às vezes você fica pensando em como certas pessoas são populares, vivem cercadas por outras. E lá no fundo nasce aquela pontinha de inveja, que você nem quer confessar. Talvez você quisesse saber o segredo para se ter amigos, estar de bem com a vida, despertar o coração de alguém.

Mas você se acha desajeitado demais, ou feio demais, não gosta disso ou daquilo em você mesmo. Na verdade, você se conhece um pouco, mas não se aprova.

E se você não se gosta, não há nenhuma razão para que gostem de você. Se você mesmo não quer ser seu amigo, por que outros iriam querer? Se você não se ama, por que outros te amariam?

As pessoas reagem conosco segundo o reflexo que damos para elas. Se você é sempre sorridente, alegre, vai ter pessoas à sua volta; se é mal humorado, vão te olhar de lado e evitar sua companhia. E como uma bolinha de neve descendo a colina, a situação tende a tornar-se cada vez mais complicada.

O caso é que você está sempre querendo agradar os outros, não a você. Você busca aprovação exterior, quando você mesmo deveria aprovar-se.

Aprenda, então, primeiro a amar-se. Apaixone-se por si, sem exageros, mas de amor sincero.

Faça uma lista das coisas que você mais gosta em você e das coisas que não gosta.

Realce aquilo que gosta. É importante. O que resta, questione-se sobre um jeito de mudar a situação, de maneira que você possa crescer em auto-conhecimento e auto-valorização.

A opinião que temos de nós é muito importante. E, mesmo se dizem que não, a opinião que os outros têm de nós é importante também, mesmo se em menor escala. Mas atenção: uma opinião exagerada de si mesmo tanto num sentido como em outro é nociva. O equilíbrio é fundamental.

Sem interferir na sua personalidade, você pode mudar. Aprenda a ser uma pessoa bonita, sem buscar aprovação exterior, isso virá como conseqüêcia.

Quando se arrumar, faça por você. Use cores que te vão bem, mude o corte de cabelo ou o penteado, pense na vida como uma caixinha de surpresas, não um abismo.

Ponha um sorriso no rosto, mesmo quando estiver sozinho. Lembre-se sempre de coisas engraçadas ou bonitas, isso te dará um ar feliz. E felicidade de dentro traz beleza pra fora, pelos olhos, pelas atitudes, pelos gestos e até pelo falar.

Cultive a serenidade, aprenda a paciência e a arte de saber ouvir. Fale um pouco menos e olhe mais nos olhos dos que falam com você, isso passa segurança. Quando não souber o que dizer, dê um abraço. Isso vale também.

Procure fazer coisas que gosta. Faça-se prazer, presenteie-se de vez em quando.

Cuide de sua saúde física, mental, espiritual. Não cultive ressentimentos, eles são ervas daninhas e tornam as pessoas feias. Cultive mais a palavra perdoar.

Ter estrelas no céu é bom e bonito, mas só vemos nas noites escuras. Traga, então, estrelas dentro do seu coração. Assim você poderá levá-las para todo lado e oferecê-las se seu coração pedir. Acredite em mim: todo mundo gosta de receber estrelas de presente.

São as pequeninas coisas que conduzem nossa vida. E influenciam nosso ambiente. Sentir-se bem consigo é dar aos outros o presente de um nosso eu satisfeito. Todo mundo é beneficiado.

Antes de dormir, sempre pense em algo bonito e deixe as preocupações para o dia seguinte. Dormir preocupado não resolve problemas, então melhor é dormir feliz.

Ame-se! Por mais que seja difícil, ame-se! Um pouquinho mais a cada dia! Suba esse monte sem pressa, não desista do caminho. Você é um ser importante. Para si, para o mundo, para Deus.

Recolando pedaços...

Eu sou dessas pessoas que não gostam de nada quebrado dentro de casa. Há pessoas que colam tudo, colocam no lugar. Pra mim um objeto que se quebra é jogado fora. Não por supertição, mas por que sou assim. Gosto de coisas inteiras, perfeitas em suas formas originais. Mas, mesmo se nossa maneira de viver condiz muito com nossa maneira de agir dentro de casa, eu reajo de maneira diferente quando se trata das coisas da vida. Sou capaz de pedir perdão, de ir buscar de novo uma amizade que se quebrou ou se afastou. Sou uma "recoladora " de relacionamentos. Pelo menos eu tento, não tenho esse orgulho de dizer que estou certa e não posso dar o primeiro passo. Aprendi com a vida que o máximo que esse tipo de orgulho pode fazer é deixar as pessoas uma de cada lado, convictas de si e sós.

Mesmo se esse texto foi escrito em especial para o dia das mães, talvez valha a pena refletir sobre ele também no que se refere a amizades, relacionamentos quebrados. Dar o primeiro passo é sempre bom. Mostra que aprendemos a andar.

Que o Senhor conceda um lindo dia a cada um de vocês!!!

Tenham um excelente dia de trabalho!

Um abraço repleto de ternura

e cheio de agradecimento por fazerem parte da minha vida!

Letícia

Recolando pedaços...

Letícia Thompson

Dizem que as coisas recoladas não têm mais o mesmo valor, nem a mesma beleza. Talvez você seja dessas pessoas que pensam assim.

E agora, que a festa para as mães se aproxima e você vê e lê tantas coisas bonitas que dizem sobre as mães, você se pergunta por que com você é diferente. Você se diz que gostaria de ter tido aquela ou aquela mãe, não a sua, com quem você não consegue ter um relacionamento normal.

Definitivamente, você se diz que a sua não é a mãe com a qual sempre sonhou...

Mas... você nunca, na realidade, sonhou com mãe nenhuma!!! Foi ela quem sonhou você! Foi ela, sim, por mais imperfeita que seja, que te carregou nos braços ou no ventre, ou mesmo os dois, te carregou certamente no coração. Foi ela quem se esqueceu da dor quando viu seu rostinho pela primeira vez e teve o coração tão cheio de ternura que ela não saberia encontrar as palavras para definir.

Ela sonhou que você seria a criança mais bonita do mundo. Que seria o melhor aluno, melhor filho, melhor amigo. Aquela pessoa que todos apreciariam. Ela nunca contou que você teria defeitos!

E portanto... crescendo, você foi se tornando você mesmo, um ser tão imperfeitamente normal como qualquer outro.

E as desavenças, diferenças de opiniões, ciúme, fizeram com que, um dia, você tenha ficado de um lado e sua mãe do outro. E você continua acreditando que, absolutamente, não se recola pedaços!!!

O curioso é que você é muitas vezes capaz de lutar, mesmo se humilhar, para recuperar o amor de uma outra pessoa, mas o amor de mãe fica de lado. Seria o amor de mãe menos importante que qualquer outro amor?

Talvez você se diga que seja a ela fazer o primeiro passo, que ela sempre teve preferência por um dos seus irmãos, que foi ela quem errou. Mas você não sabe que coração de mãe tem espaço especial para cada filho? É possível que ela seja mais próxima de uma outra pessoa, mas porque existem mais afinidades entre eles, não por que o amor seja diferente. Amor de mãe é amor de mãe.

Que seja você a colocar o orgulho de lado pelo menos uma vez na sua vida! Que seja você a estender a mão, a pedir perdão! Que seja você a recolar os pedaços de um relacionamento que se quebrou um dia! Que seja você a ultrapasar as barreiras, derreter o gelo, dar o primeiro beijo, reconciliar em você e por você mesmo, o primeiro amor que você teve na vida!

Vasos quebrados talvez não sejam como no início. Mas poderão ter uma outra aparência, mosaica e bela. E, sobretudo, a certeza de que alguma coisa foi reconstruída e você foi o responsável.

Amor reconquistado é amor dobrado. É amor carregado das experiências que o tornaram mais forte, mais sólido e verdadeiro.

Quer ter uma vida longa? Eis a sabedoria bíblica:

"Honra a teu pai e tua mãe para que se prolonguem seus dias na terra."

Recomeçar para o início do ano é a palavra chave. Todo mundo sabe disso, mesmo se nem todos sabem como fazer. Quantas e quantas vezes nos dizemos que sabemos o que devemos fazer, mas não sabemos por onde começar? É como ver a casa bagunçada depois da festa: sabemos por experiência que é suficiente não se perguntar demais e colocar as ações acima das questões e de repente tudo começa a tomar outro jeito. E quanto mais ajeitado, mais temos coragem para continuar até que o cansaço se misture ao nosso sentimento de satisfação e nos dê a sensação de paz por ver o necessário realizado.

Nossas hesitações vêm sempre do fato que não sabemos por onde começar. Na vida é igual. Passamos horas e horas, perdemos o sono, deixamos os dias sempre nos dizendo que devemos recomeçar em busca de algo novo, mas não fazemos nada por que não sabemos por onde começar. Mas se pegamos o exemplo
de uma casa depois de uma festa acabada, saberemos que é suficiente começar por algum lugar, pouco importa qual e que com o tempo tudo parecerá mais fácil.

Não permitam que o desânimo seja maior que a vontade de construir alguma coisa. Não abandonem a fé, a força, a coragem, mesmo se as contrariedades da vida quiserem derrubá-los. Quem vence um obstáculo, vence dois ou três...
quem começou um dia, recomeçará sempre e a vida está aí para nos provar que todos os dias coisas novas chegam e outras partem e que continuamos, apesar de tudo.
Para recomeçar com as nossas atualizações, resolvi então abordar esse assunto que mesmo batido, é sempre necessário e útil:

Recomeçar é preciso...
© Letícia Thompson

Não sei dizer se a vida nos cansa ou se nós é que nos sentimos fatigados às vezes da existência. Nos repetimos sempre. Ou quase. E nos lamentamos desse dia-a-dia onde nos levantamos, trabalhamos, regressamos e descansamos para no dia seguinte recomeçarmos.
Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta. Ter que recomeçar alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira e imutável causa segurança. Conhece-se os caminhos, os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas.
A consciência de ter que recomeçar é que nos faz sofrer, duvidar, temer. Medimos nossa capacidade e com bastante freqüência... nossa incapacidade! Se não medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos.
A mente humana é um poderoso instrumento. Ela condiciona, impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom sentido. Ela sente, ressente, guarda as impressões e as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos. E se pensamos em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha em sinal de atenção. Assim é que muitos paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se.
Porém, a vida nos impõe recomeços a cada instante e os seguimos com naturalidade, fazemos nossa parte. Somos condicionados e nem nos questionamos.
Me pergunto então por que não nos condicionamos a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez ousar. Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos de nós, por que não pegarmos as rédeas, o comando?
A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la. Mas bem vivê-la. Deus nos criou para sermos felizes, não para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes.
Avança!
Recomeçar é preciso quando o que temos já não nos satisfaz. E recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé.

Acho que ainda é tempo para desejar a todos um ano novo repleto de bênçãos e agradecer por estarem presentes no meu caminho.

Um carinhoso abraço e tenham um lindo e maravilhoso dia!

Letícia

Ser mãe

Letícia Thompson

Ser mãe dói.

Dói quando o filho nasce e ela se pergunta como vai saber educar. Dói quando, tendo o futuro todo pela frente, ela se sente perdida, como se o mundo não tivesse continuação. Dói quando filho chora de noite e ela não sabe bem como acalmá-lo. Ela aprende, então, a interpretar cada choro pra entender seu bebê.

Ser mãe dói quando filho fica doente e ela quer trocar de lugar com ele e não pode. Dói quando ela não sabe o que fazer.

Ser mãe dói quando filho não quer começar a escola e ela precisa fazer um esforço sobrenatural para não chorar e deixá-lo começar a vida de gente grande. Ela chora escondido depois. Mas dói também, quando, deixando o filho na escola, ele dá um sorriso e diz adeus. Dói sentir que ele desprega-se, solta-se, torna-se independente. Como dói!!!

Ser mãe dói quando filho tem problemas na escola e ela precisa ouvir com naturalidade as queixas. Dói a adolescência, as questões existenciais.

Deve doer demais ver um filho indo para a guerra. Deve doer imensamente ver filho seguindo caminhos diferentes dos que julgamos corretos. Mãe que vê filho sofrendo, sofre dobrado.

Ser mãe é uma missão que dói a vida inteira.

Ser mãe é ter a dádiva do dar. Ela planta e sabe que não é pra ela.

Jesus também teve mãe. E deve ter doído nela mais que em qualquer outra mulher do mundo.

Uma mãe é uma ponte entre os céus e a terra. É o ser escolhido por Deus, certamente o mais bendito de toda a criação, para que a terra se encha e se multiplique.

Ser mãe dói sim. Mas engrandece também. A medida da dor é também a medida da alegria de ver filho feliz.

A maternidade é a corôa de toda mulher. De espinhos... mas de flores também!

Benditas sejam todas as mães do mundo!!!

Devo ter um coração adivinho. Outro dia, ao enviar a última atualização, eu disse que na próxima vez falaria sobre saudade. Mas nem sabia que ela seria tão grande devido a esse longo tempo sem enviar nada. Mesmo na semana da Páscoa eu queria ter feito alguma coisa, mas não havia contado com o imprevisível e as coisas ficaram assim.

Mas... eu estava falando sobre saudade. E é sobre o que escrevi hoje, de maneira franca e quase pueril, com esse meu coração que se habituou à presença de vocês e agora não tem mais jeito. Vocês sabem como é quando o coração se acostuma com alguma coisa, ele fica meio empacado para todas as outras. Assim, falei da saudade, da que sinto, da que dizem sentir, dessa que faz parte da vida de todo mundo que cativou e foi cativado.

A verdade é que eu não deveria enviar novo texto, pois preciso dedicar tempo para escrever para o livro. Mas não quero ficar assim tão distante e tão ausente. Então aqui vai:

Se existe saudade
© Letícia Thompson

A saudade é esse passarinho que vem de leve e pousa no nosso coração trazendo lembranças, como um colibri que beija a flor e traz beleza. E ela nem escolhe hora ou lugar, só aparece assim, invadindo inteiramente esse espaço que consideramos reservado às pessoas ou ocasiões especiais.

Mas se existe saudade, é porque existem sementinhas de ternura plantadas em nós; pedacinhos de coisas boas, que talvez nem tenham ficado muito tempo, mas o suficiente para deixar um rastro, um sabor, uma marca, um perfume.

Outro dia, falando sobre a saudade que sinto da minha família virtual, ouvi, com surpresa, alguém dizer que não é possível sentir saudade de pessoas que nunca vimos. E como não?

Que nome dar então a essa falta, esse vazio nostálgico, dolorido e bom que invade a alma e toma conta do momento? Essa viagem que fazemos sem malas e documentos e que nos leva e nos trás, cheios de amor e de não sei o quê?

A saudade é uma prova, um certificado, carimbado e assinado embaixo de que não estamos inteiramente sós e nem vazios. As pessoas vêm e vão e ficam assim se prolongando em nós, existindo pela eternidade do nosso caminho.

E amanhã ou depois, quando tudo o que sobrar em nós forem pedaços do passado, teremos esse coração rico em histórias que nos farão rir sozinhos e nos sentir vivos.
São essas as peças que os verdadeiros amigos pregam ao nosso coração. Caímos nessa armadilha e ainda nos divertimos.

Aprendemos assim que sentir saudade é respirar o amor que plantaram em nós. É viver depois repletos desse amor para a vida toda.

Obrigada a todos pelo carinho que me dedicam. Vocês são maravilhosos!

Que o Deus Pai guarde os momentos de cada um com preciosas bênçãos e que a gente se reencontre bem rápido!

Um carinhoso abraço a vocês!

Letícia

Travessias da vida

Letícia Thompson

As oportunidades da vida são como as brisas nas noites quentes de verão,

elas vêm e vão e precisamos aproveitar cada minuto

quando estão presentes para nos preparar para o depois.

E quantas vezes elas chegam, vemos, somos conscientes,

mas não fazemos nada. Duvidamos, simplesmente, de nós!

São nossas barreiras emocionais, a insegurança, o medo,

a falta de fé, que paralisam nossas pernas.

Mas Deus jamais nos diz para atravessar sem que Ele mesmo

nos forneça os meios para chegar do outro lado.

Se não vamos, é porque confiamos demais nesse nosso lado humano

e de menos na nossa parte que mais se parece com Deus, nosso lado espiritual.

A guerra que se estabelece na nossa cabeça nos momentos de escolha

é muito comum e todo mundo passa por isso, sem exceção.

Há um lado que nos impele de ir em frente e o outro que nos enche de dúvidas.

"E se?" "E se não der certo?" "E se eu não for capaz?" "E se não for isso?"

As desculpas que nos achamos para nos fazer desanimar

são quase sempre mais evidentes e, não raro, muitos se apegam a elas

e param no meio do caminho, ou seguem outra direção, como aconteceu com Jonas.

Penso em Moisés, quando Deus pediu que fosse libertar o povo de Israel.

Ele duvidou e tentou se desculpar dizendo que tinha problemas para falar.

Mas o Senhor, com Sua infinita sabedoria, retrucou que ele não estaria sozinho.

E não estava mesmo. E foi, libertou o povo, o conduziu.

Cumpriu assim a sua parte e tornou-se parte da história da humanidade.

É nosso bom relacionamento com Deus que faz a diferença.

Como no amor ou amizade, onde quanto mais próximos estamos de uma pessoa,

mais acreditamos nela, mais confiamos.

Quando as oportunidades baterem à sua porta,

antes de dizer não com um monte de desculpas que nem você mesmo acredita,

olhe para o alto. Se uma vozinha responder dentro do seu coração e sua alma se encher de paz,

é que você fez a boa escolha. Vá, então, em frente!

Não espere ver todas as soluções de uma vez só,

as flores nascem cada uma a seu tempo e há frutos para todas as estações.

Deus, que olha por você, vai plantar no seu caminho,

vai te dar coragem, vai te motivar e te empurrar quando for preciso.

Ele nunca nos prometeu um caminho sem dificuldades,

um mundo sem aflições, mas nos disse para termos bom ânimo.

Moisés, guiado por Deus, atravessou o mar.

Não há nenhuma razão para que não atravessemos a vida como mais que vencedores.

Como muitos sabem, eu sou de uma pequena cidade no interior do Espírito Santo. Tenho, assim, minha maneira de me expressar, como as pessoas da minha cidade e do meu estado. Mas minhas filhas nasceram na Europa e só foram ao Brasil para visitar. Portanto, têm o francês como língua materna. Mas como sempre falei o português com elas, falam o português corretamente, com certo sotaque, mas corretamente. E é curioso como, vivendo longe do lugar onde nasci, às vezes elas usam as mesmas palavras, as mesmas expressões. Mas a explicação é muito simples: crianças imitam, seguem exemplos, querem ser iguais aos pais. E isso me faz pensar na importância de outras coisas da vida.

Se as crianças se espelham em nós, quem estamos sendo para elas? Como estão vendo nossas atitudes em relação aos outros, mais velhos ou mais jovens, com o restante da nossa família e até mesmo com relação a elas mesmas? E para nossos amigos é a mesma coisa: muitas vezes se espelham em nós, querem seguir nosso exemplo, ter as mesmas atitudes, talvez não serem iguais, mas pelo menos parecidos. Percebemos assim nossa parte de responsabilidade para com o mundo e aqueles que nos cercam. E o texto que escrevi hoje fala um pouquinho sobre isso:

Somos todos espelhos

~ Letícia Thompson ~

Nascemos todos, certo, com uma enorme bagagem genética. Carregamos em nós traços, expressões, modos de ser daqueles que nos antecederam. Mas à partir daí, saímos em busca de identidade.

Nossos primeiros espelhos são nossos pais, a família, aos quais nos jogamos de braços abertos, sem questões. É a confiança que se instala desde a mais pequena idade. Julgamos que se nossos pais fazem, podemos fazer, pois eles devem saber o que é bom ou não. Crianças imitam, quando ainda não sabem construir sozinhas. A linguagem é a maior prova disso.

Nem todo mundo tem essa consciência e nem se dá conta do peso da responsabilidade que ela acarreta. Achamos que a vida forma as pessoas, mas nos esquecemos que somos os primeiros espelhos nos quais elas se refletem.

E nós que queremos o melhor para os nossos filhos, que sejam bons, grandes e bem sucedidos na vida, somos a pedra fundamental do que eles serão mais tarde. Nossas atitudes em relação à família, nossos valores, nossa maneira de gerir os problemas e aprender a lidar com eles, tudo isso vai ficando naqueles pelos quais somos responsáveis. É como se fôssemos adiante, com uma lanterninha, mostrando o caminho, que eles seguem, misturando assim o que vêem a essa bagagem que já vêm carregando e formam assim a própria personalidade.

Depois, vêm os amigos, a escola, o meio em que se freqüenta. Tudo isso vai espelhando e formando o eu de cada um e isso continua vida à fora, mesmo na idade adulta.

Somos todos pessoas importantes para outras pessoas e podemos influenciá-las positiva ou negativamente. Amigos são grandes espelhos.

Daí a importância de sermos pessoas boas, honestas, pacientes, corajosas, espelhos nos quais outros poderão se olhar e se encontrar.

É preciso refletir sobre isso: que tipo de espelho estamos sendo para nossos filhos, nossos grupos de amigos, trabalho e sociedade em que freqüentamos? Somos do tipo "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço?" Bom é lembrar que muito mais que de palavras e conselhos, as pessoas ouvem e vêm exemplos.

Cristo deveria ser o maior espelho de toda a humanidade. Ele falou sim, mas muito mais que isso, viveu, calou, mostrou, fez. Nos refletindo nEle, evitaríamos muitos dos desastres pelos quais atravessamos. Seríamos, assim, espelhos refletindo o bem, para o bem daqueles que amamos.

Para aqueles que estão enfrentando o calor que enfrentamos aqui, envio uma brisa suave para que o dia seja mais agradável; para aqueles que precisam de calor, recebam o que envio daqui. E para todos, as mais lindas bênçãos de Deus, com uma noite cheia de sonhos e o coração cheio de esperança de dias melhores.

Obrigada ainda pelo carinho, visitas e divulgação do site e dos textos.

Abraço forte e carinhoso

Letícia

25 de julho de 2006

Quando Jesus estava na cruz entre dois ladrões e que um deles disse: "Lembra-te de mim quando entrares no reino dos céus" Ele não perguntou qual tinha sido o pecado dele, nem por onde tinha andado, nem o que tinha feito para estar naquela cruz. Ele simplesmente respondeu: -"Hoje mesmo estarás comigo no paraíso." Deus não pergunta, Ele ama, Ele perdoa, Ele cura.
E por que algumas pessoas carregam suas culpas, que muitas vezes nem culpas são, fazendo da própria vida um calvário, como se punição fosse símbolo de perdão e absolvição?
Qual o valor do sangue de Cristo? Não foi ele derramado para que nossos pecados fossem perdoados?
Então, quando a sua carga parecer pesada demais para ser carregada, olhe para Cristo. Ele não pergunta nada, Ele simplesmente diz: venha como você é!
Cada vez que escrevo um texto recebo e-mails de retorno que dizem: "foi pra mim." E mesmo se muitas vezes não pensei em uma pessoa em particular, já que não conheço a vida pessoal de todos vocês, sei que Deus nos fala através das pessoas. Mas hoje, esse texto tem uma direção certa. Está dirigido a uma pessoinha que não conheço pessoalmente, mas que sei que sofre e que precisa dessas palavras. Talvez, ao mesmo tempo, sirva para outras pessoas e eu bendigo a Deus se assim for. De qualquer forma, é sempre bom refletir sobre o fato de que Deus nos ama, apesar de sermos quem somos.

Tenham todos uma linda tarde, uma noite de paz e cheia de amor!

Deus os abençoe de maneira especial!
Com muito amor,
Letícia

O sentimento de culpa

Letícia Thompson

Existem as culpas pequenas e as grandes. As que ficam por algumas horas e as que perseguem para o resto da vida. As primeiras são os pequenos pecados do dia-a-dia, as mentiras bobas, os deslizes, que até nos impedem de dormir muitas vezes... mas são passageiras e acabam tornando-se banais e nem se pensa muito. As últimas são terrivelmente pesadas de se carregar, elas podem destruir a vida toda de uma pessoa.

São raras as pessoas que recebem uma condenação de outros por algum ato cometido, que não tentem se defender ou se justificar. Mas não há quem se condena a si mesmo que procure aliviar sua culpa com desculpas.

A questão não está nas coisas sem conseqüências. Essas coisas fazem parte das marés do dia-a-dia e perdoamo-nos tão facilmente como cometemos os erros. A questão está nas culpas que chegam sozinhas, os acidentes pelos quais as pessoas se responsabilizam, as perdas e sofrimentos os quais as pessoas se dizem que poderiam ter evitado se tivessem feito isso ou aquilo e se condenam a cada instante.

As auto-punições não resolvem. O recusar-se a felicidade não corrige erros, não compensa as dores. O abandonar-se não faz ir adiante. Dormir mais horas para não ver passar o tempo não vai diminuir o tempo determinado por Deus para a vida de cada um. E tentar encurtar esse tempo, dom de Deus, pelos próprios meios, só pode trazer uma condenação eterna, que ninguém merece.

Somos nós nossos juízes mais severos se somos também nossos promotores mais duros. Mesmo com toda compreensão, com todo amor, toda ajuda possível, não podemos nos livrar de culpas se essa libertação não vem do nosso interior, se ela não vem com a ajuda dAquele que sendo tudo, ainda nos prometeu um coração novo.

Então... o Anjo que o Senhor prometeu estar à nossa volta, nos diz isso:

Não importa em quantos pedaços seu coração foi quebrado, Jesus pode restaurá-lo.

Não importa o que você fez, onde você andou, nem os caminhos que escolheu, Jesus ama você acima das suas escolhas.

Não importa quantas vezes você caiu e quantas se levantou, Jesus pode levantar você de uma vez por todas.

Não importa qual foi seu pecado, se os homens te condenaram ou absolveram, Deus te absolve.

E se Deus absolve... acredite nEle: você é livre!

As nossas sombras estão sempre coladas a nós. Onde quer que a gente vá, nos seguem, por que fazem parte de nós. Assim é nosso passado, não podemos nos desligar dele, fazer de conta que nunca existiu ou passar uma borracha por cima.
Ninguém vive e nem deve viver do passado. E, particularmente, quando nos lançamos numa nova relação. Muitas vezes, essas sombras reaparecem, não para quem as viveu, mas para o outro lado. É difícil imaginar que a pessoa amada tenha tido outro amor, outros carinhos e isso podem vir a interferir no relacionamento e causar sofrimentos para ambas as partes. Só que a pessoa que sofre mais se esquece que ela também carrega sua sombra, seus momentos, seus pedaços de vida. Se vamos a algum lugar é por que percorremos um caminho. O bom é lembrar que justamente o percorrido, ficou para trás e que a frente há sempre uma nova visão, novos campos, novos objetivos. O hoje importa muito, muito mais que o ontem ou mesmo o amanhã.

Aqui vai nossa atualização de hoje:

Sombras do passado
©Letícia Thompson

Comparo o passado às folhas do outono, belas, cheias de nostalgia, mas vividas. Tiveram seu tempo de frescor, encanto, mas soltaram-se e foram levadas pelo vento.
Todos nós tivemos um passado. E cada qual gosta de guardar o seu, principalmente aquele ou aqueles que marcaram a vida, deixaram cicatrizes na alma e para o qual olhamos de vez em quando com ternura.
O que não gostamos mesmo é de saber que a pessoa que amamos teve um passado amoroso. Difícil imaginar que os lábios que nos juram amor fizeram outras juras, que os braços que nos enlaçam guardaram outro corpo dentro de si, que os carinhos e batidas do coração tiveram como objetivo outra pessoa...
Ai!... Como se desprender da idéia de que não somos únicos no mundo? Como aceitar que existam sombras que acompanham e acompanharão para sempre essa outra parte que de forma egoísta e bela julgamos nossa, só nossa?!
Queríamos que os carinhos que são a nós fossem só nossos, que pelo menos para a pessoa amada a palavra "único" tenha nosso rosto.
Mas as folhas do outono vêm de diversas árvores e quando olhamos para trás, vemos que temos também nossa sombra, que nos acompanha com fidelidade.
Achamos que isso é menos importante, porque a dor no peito do outro não nos incomoda tanto, porque nos cegamos ao que ele pode sentir e ressentir. Porém nossas almas são sensivelmente iguais e é só ter um pouco de atenção para saber o que se passa em outro coração.
Nos ententendo, entendemos a outra parte. Amadurecemos para o presente e para o futuro que virá e com os frutos que virão, mesmo se outras folhas cobriram nosso caminho lá atrás.
Amar é também aceitar o outro com todas as suas marcas, suas cargas, suas sombras... e seguir em frente!

Obrigada a todos vocês pela presença querida na minha vida, por me motivarem nesse bonito caminho da poesia.
A todos os que estão chegando, nossa porta está sempre aberta e o jardim sempre florido.

Que o Senhor traga a cada um uma noite de paz e tranqüilidade, que as estrelas estejam presentes e que os sonhos estejam sempre à frente para mantê-los vivos na esperança de um amanhã bonito.

Um carinhoso abraço cheio de amor a todos vocês!

Letícia

Tenho aprendido a cada dia da vida. Nem sempre como eu quero e isso é o mais doloroso, mesmo se não menos gratificante. Quando nos prendemos às nossas verdades, sem deixar uma fresta para a possibilidade de estarmos errados e com isso repararmos nosso erro, aprendemos de forma mais dolorosa.

Para que possamos aprender alguma coisa, precisamos primeiro reconhecer que não sabemos ainda. Uma opinião alta e exagerada do que somos nos cega e fecha as portas para as oportunidades que a vida nos oferece. A soberba nunca nos eleva, muito pelo contrário, ela nos isola de todas as possibilidades de crescimento como ser humano e, principalmente, espiritual.

Podemos mostrar às pessoas como gostaríamos de ser tratados, tratando-as da mesma maneira. Indo na frente, distribuindo os passos de amor pelos quais deverão seguir. Ensinamos às pessoas como amar e nos amar. Se não damos um beijo e um abraço porque não recebemos e que a outra pessoa reage da mesma maneira, então podemos colocar um ponto final nos beijos e abraços na nossa vida, até que alguém ceda. Por que não nós a abrir o caminho?

Hoje eu escrevi sobre nossa atitude ante certos acontecimentos da vida. Espero que tirem algum proveito, como eu mesma tirei ao escrever:

 

Pagando com a mesma moeda
© Letícia Thompson

Viver não exige de nós tanto esforço. Mas sentir a vida e prová-la nos seus mínimos detalhes, isso sim, exige que sejamos mais que seres viventes que respiram.

E desejamos crescer sempre. Desejamos ser bons, melhores e não raro, superiores. Só que a noção de como chegar a um ponto alto é muitas das vezes distorcida ou mal compreendida. Assim, fazemos exatamente o contrário e nos julgamos inteligentes.

Numa briga ou desentendimento com uma ou mais pessoas, fala mais alto não quem levanta a voz, mas quem sabe controlar-se para revidar com sabedoria. Nunca pensamos que quando gritamos com uma pessoa que grita conosco ou apontamos o dedo para quem nos aponta, estamos nos colocando não num grau de superioridade, mas exatamente no mesmo nível que ela, lá embaixo.

E quanto mais gritamos, mais descemos; quanto mais palavras ásperas usamos, mais caímos, menores ficamos.
Ninguém pode sentir-se superior por pisar em ninguém; ninguém pode sentir-se melhor por pagar com a mesma moeda quando isso significa render mal por mal.

Devemos dar de nós sim, mas somente aquilo que as pessoas podem pegar e construir algo positivo; nossa parte humana e pequena, nossos defeitos e nossos pecados pertencem a nós e é a busca da melhoria do nosso eu que vai fazer com que diminuam em nós.

Nada mais desconcertante do que um gesto de amor quando é exatamente o contrário que se espera.

Diz a Bíblia no livro de Provérbios que quando pagamos o mal com o bem amontamos brasas na cabeça do outro e ainda é acrescentado que com isso o Senhor nos recompensará.

Que a partilha da nossa vida seja da nossa parte mais bonita, aquela que ama, que sabe agir com sabedoria no momento certo, que sabe manter-se grande mesmo nos momentos onde ser grande exige de nós o esforço da renúncia do nosso eu, do que julgamos saber e conhecer.

Um enorme obrigada pelo carinho e atenção.

E agora vou ficando por aqui. Desejo a todos uma maravilhosa e abençoada semana, na paz de Cristo.

Com muito amor,

Letícia

Palavras

Falamos tanto em tomarmos atitudes positivas, pensarmos positivo, agirmos de maneira positiva. Falamos também em dizermos coisas positivas. Só que poucos pensam no poder que têm todas as palavras na nossa vida e nas dos outros.

As palavras têm poder!
E disse Deus: -Haja luz! E houve luz!
Com palavras Ele criou o mundo.
As palavras têm grande poder em tudo o que fazemos. Tudo o que proferimos vai agir em nos, vai influenciar em toda a nossa vida e na daqueles que convivem conosco. Pouco pensamos ao etiquetarmos os outros. Nao refletimos a nossa falta de cuidado ao etiquetarmos as pessoas de lerdas, bobas, burras, idiotas, sem jeito, retardadas... e tantas coisas que podem sair da nossa boca. Entao pensamos isso sao apenas palavras e nao aquilo que desejamos para as pessoas.
Mas...
Palavras cortam, ferem, curam, consolam, maldizem, bendizem, abençoam, amaldiçoam, constroem, destroem. E uma vez ditas, nao ha como voltar atras.
Quem diz que morre de saudade, de sede, de fome, de odio e até de amor, vai morrendo aos pouquinhos de verdade, porque é isso o que disse e as palavras pesam.
Jesus disse à figueira para que secasse e esta secou; disse ao mar que se acalmasse e este se acalmou; disse "-levanta-te e anda" e o deficiente andou... Quanto poder nas palavras do Mestre!!!
A nos foi dado também o poder, mesmo se nossa fé é menorzinha que um grão de mostarda.
Não pensamos muito quando falamos. Quando irados, nem mesmo pensamos. Portanto... quao bom seria refletíssemos antes de dizer um ai.
Falamos por falar, porque todo mundo fala e que é assim mesmo. Mas nos surpreendemos quando as coisas começam a acontecer. Entao dizemos que parece até que estávamos adivinhando... ou o clássico: "eu nao disse?" Claro, disse sim, adivinhamos sim... nada mais natural que os desejos do nosso coração se realizem.
É possível mudar a consequência dos fatos na nossa vida, mudando nosso modo de expressão. E possível trazer bênçãos e saúde, felicidade para nós, nossos filhos, nossos amigos, nossa família.

Às vezes quando alguém presenteia uma criança e os pais dizem a esta para agradecer, nossa reação mais rápida é o de "não precisa agradecer." Mas erramos, tentando ser gentis. Mas precisa sim e, em particular, uma criança. Tudo na vida não nos é devido e aprendemos na escola que a educação começa do berço.

Aqui na Bélgica nas escolas maternais há sempre um quadro com as palavrinhas mágicas que as crianças aprendem como matéria desde que entram na escola. Pode parecer bobagem, mas na realidade são coisas essenciais e que deve-se aprender, pois o uso dessas palavras nos tornam pessoas melhores aos olhos do mundo. Eu conheci uma pessoa aqui que criticava o sistema por que dizia que era besteira e que uma criancinha não precisava aprender a dizer merci, bonjour e essas coisinhas do dia-a-dia. Mas há certas coisas que se não pegamos o hábito desde pequenos, nunca faremos.

Assim, pequenos ou grandes, não nos custa fazer uso das palavras que vão abrindo caminho nessa selva, às vezes tão difícil de se atravessar. E que possamos aprender a cada dia que ser bom e gentil não é obrigação, é privilégio daqueles que escolheram seguir as pisadas do Mestre.

 

As palavras mágicas

© Letícia Thompson


Palavras mágicas são aquelas que abrem portas. Nada complicado como abracadabra ou qualquer coisa do gênero. São aquelas simples mesmo dia-a-dia e que ficam tão corriqueiras que muitas vezes nos esquecemos.

É incostestável o poder das palavras nas nossas vidas. As que dizemos e as que calamos; as que saem do olhar, as que são ditas com lágrimas, as que fluem de um sorriso, as que são gritadas em silêncios que machucam...

... e aquelas tão simples que parecem banais demais, mas que nos tornam pessoas educadas, simpáticas, agradáveis e que nem precisam de estudos ou sermos adultos para que façam parte do nosso vocabulário.

Um obrigado substitui centenas de outras palavras; um bom dia pode ser o primeiro raio de sol na nossa janela, assim como um boa noite o último raio de luar da noite. Com licença abre caminhos e perdão e desculpe derretem corações e podem trazer oportunidades que estavam perdidas para sempre. O por favor faz hesitar o mais endurecido dos corações e pode até fazer com que mude de idéia.

Você é importante pra mim eleva a auto-estima; você vai vencer nos dá coragem para prosseguir e, enfim, as mais poderosas de todas as palavras: amo você! Nessas palavras estão incluídos dicionários inteiros, até mesmo com as palavras que desconhecemos.

A gentileza é uma arte que não nos custa nada e que nos traz enormes benefícios. O mundo não nos pertence e não vivemos isolados como ilhas no meio do oceano. Fazer uso das palavrinhas mágicas no nosso dia-a-dia não só vai nos tornar pessoas mais simpáticas, vai também construir pontes entre nós e aqueles que o Senhor escolheu para fazerem parte da história da nossa vida.

Obrigada a todos vocês pelas visitas e divulgação dos meus textos.
Às vezes dou uma parada, mas vocês não param e isso faz caminhar meu coração. Que o Senhor semeie alegria, bondade e todo tipo de bênçãos entre vocês, como as chuvas que regam a terra e a fazem florescer.

Amo vocês! Até breve, se o Senhor assim o quiser!

Abraço bem forte e carinhoso,

Letícia

 

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Quem teme o Senhor está aprendendo a ser sábio.
provérbios 15.33