R
a í z e s
Além
de ser jardineira de poesias, sou jardineira de flores. Pelo
menos eu tento. As orquídeas estão entre as minhas
preferidas. As flores duram de quatro a cinco meses e elas não
precisam de nenhum cuidado especial. Raras são as que
possuem perfume, é verdade, mas a beleza das flores compensa
qualquer outra imperfeição, se imperfeição
existe. Não aos meus olhos, pelo menos. Outras flores
necessitam de cuidados mais especiais, precisamos estar mais
atentos. E eu não me dou por vencida para perder uma
planta tanto que ela tem suas raízes e resiste.
A chegada da primavera me inspira. Durante alguns meses a maior
parte da natureza estava dormindo e agora percebemos lentamente
que as plantas se vestem, se renovam, se preparam para mais
uma floração. As raízes fincadas na terra
as ajudaram a resistir ao inverno. E daqui a um ou dois meses
poderemos perceber o quanto foi importante essa resistência,
o quanto compensou essa espera.
As pessoas são como as plantas.
Se as raízes estão bem fincadas na terra, elas
resistirão a tudo. Mas, infelizmente, há aqueles
que se despregam, como as flores
que cortamos para colocarmos em vasos. Elas saem procurando
as suas verdades, vão de um lugar para outro e não
ficam em lugar nenhum, porque estão buscando a
perfeição olhando para o lugar errado. Em nenhum
grupo, em nenhuma sociedade existem pessoas perfeitas, que nunca
se enganam, que nunca pecam. Se olharmos para essas coisas,
estaremos correndo para nossa própria perdição.
Só as pessoas que se fixam na Verdade, sem olhar para
os lados é que conseguem resistir às durezas da
vida, evoluir, crescer e florescer. É de pessoas assim
que o mundo precisa para que possamos trazer de volta nosso
Éden perdido.
Espero poder estar trazendo
um pouco de perfume e beleza para vocês. Pelo menos é
o que o meu coração mais deseja nesse momento.
Queria fazer uma pequena
pausa para citar duas pessoinhas que têm sido maravilhosas
comigo. Uma é uma Abelhinha muito especial e há
algum tempo ela publica nossos textos em páginas tão
lindas quanto ela. Leslie, é o nome dessa abelha e aqui
vão as lindas páginas que faz:
http://www.minhasperolas.com/esperanca.htm
A outra Abelhinha que quero agradecer com amor é Meire
Michelin. Ela tem freqüentemente formatado e repassado
alguns textos também e não são raras as
vezes que recebo mails dizendo: "recebi de Meire Michelin..."
A vocês duas, o meu abraço carinhoso e especial
nessa tarde de hoje!
Há outras Abelhinhas por aí, que vou citando com
o tempo e que Deus, com certeza, recompensa.
Deus os abençoe a todos, dando sustento nas dificuldades
e forças nas tribulações! Tenham uma noite
especial e mesmo se estamos distantes de uma hora a mais (cinco
agora), meu coração continua com vocês,
bem pertinho.
Um carinhoso abraço e até breve, se Deus quiser!
Letícia
Nosso texto hoje fala sobre raízes, as
que devemos, para nosso próprio bem, possuir:
R
a í z e s
Letícia
Thompson
Depois
de cortadas, as flores não duram muito tempo. Elas enfeitam
nossa sala, quarto ou vida e por mais cuidado que tenhamos,
não atingirão o ciclo normal que deveriam para
em plenitude, viver e morrer.
Há
pessoas por aí vivendo como flores cortadas. Elas se
despregam de onde estão e saem em busca de alguma coisa
para preenher sua existência. Nada errado em procurar
a verdade ou algo que mate nossa sede de conhecimento. Mas estar
de um lado para o outro, como um passarinho de galho em galho,
é se impedir a si de criar raízes que possam sustentar
e fazer com que nosso crescimento seja normal e pleno.
É
importante estarmos bem onde formos plantados e cada um tem
o direito de mudar de jardim se acha que onde está não
convém. Cada qual deve sentir o que é melhor para
si. O que não é positivo é a eterna insatisfação,
é o estar aqui e lá; é o julgar que todos
estão errados sempre. Por quê? Porque pessoas assim
cotumam olhar mais para os homens que para Deus. E daí,
encontram as imperfeições, tão comuns a
todos nós.
Essas
pessoas jamais vão criar raízes, jamais vão
crescer espiritualmente, jamais vão estar próximas
o bastante de Deus, porque olham demais para os lados e não
olham o suficiente para o céu. Como o ser humano é
imperfeito, torto na sua maneira de viver e encarar as coisas!
A riqueza do mundo consiste justamente na diversidade da raça
humana e do seu aprendizado da vida através das experiências
pelas quais cada pessoa passa. Se estivermos num meio onde nada
mais temos a aprender (e isso não existe!) não
teremos mais a possibilidade de crescer.
Devemos,
sim, procurar nossa identidade pessoal. Religiões, existem
muitas e tenho certeza que cada qual possui sua riqueza. Deus,
é um só, Único e Soberano. Onde A Verdade
reina, nosso eu vai se reencontrar, pois por Ele fomos criados,
a Ele procuramos retornar.
Viva
de maneira a ser você o jardineiro do Éden onde
vive! Se flores se entristecem, murcham, secam, seja você
aquele que vai regar, tomar cuidado e mostrar que a beleza do
meio que vivemos depende muito mais de nós do que tudo
o mais que nos cerca.
Deus
te abençoe e permita que você floresça nesse
caminho!

Receita
para o eu
Eu que não gosto de escrever textos
longos, acho que exagerei hoje. É que tinha muito para
dizer. E se eu não me controlasse, diria ainda mais,
pois a lista é grande. Penso nas pessoas que não
se dão o devido valor, seja por que são assim
mesmo ou por que uma situação as conduziu a isso.
Elas perdem a estima e, por conseqüência, as pessoas
acabam perdendo por elas também. Há os que sofrem
por amor tanto e tanto que se esquecem de si, como se o outro
fosse vital à existência. Nessas horas é
bom rever a própria imagem e tentar fazer alguma coisa,
dar a volta por cima, recuperar-se.
Vocês já notaram que quando uma pessoa está
apaixonada sempre aparecem mais pretendentes? É que o
amor nos torna bonitos e nos faz sentir vontade de bonitos.
Daí essa atração dos outros. Então,
para sermos amados dos outros devemos cultivar em nós
esse amor, para que sejamos sempre bonitos e atraentes. Amor,
de qualquer forma que seja é tão visível
que é quase palpável. Transparece, nos transforma
e transforma aqueles que vivem conosco. E mesmo desconhecidos.
É fácil reconhecer uma pessoa que tem amor no
coração, basta olhar para ela.
Eu sei bem que o amor com grande A é coisa que acontece.
Mas aquele amor que devemos sentir pelo nosso eu não
acontece não, ele já deve estar lá, só
precisa ser desenvolvido. Às vezes é necessário
uma boa sacudida para fazer com que as pessoas o revelem. E
sejam completas, completando os outros.
Aqui vai uma pequena grande receita para um eu feliz:
Desejo que cada um de vocês se
ame. E seja feliz. Isso me fará feliz.
Que Deus conceda uma noite plena de estrelas (para que cada
qual pegue a sua) para vocês!
Tenham um lindo fim de semana!
Com muito amor e cuidado,
Letícia
Receita
para o eu
-
Letícia Thompson -
Às
vezes você fica pensando em como certas pessoas são
populares, vivem cercadas por outras. E lá no fundo nasce
aquela pontinha de inveja, que você nem quer confessar.
Talvez você quisesse saber o segredo para se ter amigos,
estar de bem com a vida, despertar o coração de
alguém.
Mas
você se acha desajeitado demais, ou feio demais, não
gosta disso ou daquilo em você mesmo. Na verdade, você
se conhece um pouco, mas não se aprova.
E
se você não se gosta, não há nenhuma
razão para que gostem de você. Se você mesmo
não quer ser seu amigo, por que outros iriam querer?
Se você não se ama, por que outros te amariam?
As
pessoas reagem conosco segundo o reflexo que damos para elas.
Se você é sempre sorridente, alegre, vai ter pessoas
à sua volta; se é mal humorado, vão te
olhar de lado e evitar sua companhia. E como uma bolinha de
neve descendo a colina, a situação tende a tornar-se
cada vez mais complicada.
O
caso é que você está sempre querendo agradar
os outros, não a você. Você busca aprovação
exterior, quando você mesmo deveria aprovar-se.
Aprenda,
então, primeiro a amar-se. Apaixone-se por si, sem exageros,
mas de amor sincero.
Faça
uma lista das coisas que você mais gosta em você
e das coisas que não gosta.
Realce
aquilo que gosta. É importante. O que resta, questione-se
sobre um jeito de mudar a situação, de maneira
que você possa crescer em auto-conhecimento e auto-valorização.
A
opinião que temos de nós é muito importante.
E, mesmo se dizem que não, a opinião que os outros
têm de nós é importante também, mesmo
se em menor escala. Mas atenção: uma opinião
exagerada de si mesmo tanto num sentido como em outro é
nociva. O equilíbrio é fundamental.
Sem
interferir na sua personalidade, você pode mudar. Aprenda
a ser uma pessoa bonita, sem buscar aprovação
exterior, isso virá como conseqüêcia.
Quando
se arrumar, faça por você. Use cores que te vão
bem, mude o corte de cabelo ou o penteado, pense na vida como
uma caixinha de surpresas, não um abismo.
Ponha
um sorriso no rosto, mesmo quando estiver sozinho. Lembre-se
sempre de coisas engraçadas ou bonitas, isso te dará
um ar feliz. E felicidade de dentro traz beleza pra fora, pelos
olhos, pelas atitudes, pelos gestos e até pelo falar.
Cultive
a serenidade, aprenda a paciência e a arte de saber ouvir.
Fale um pouco menos e olhe mais nos olhos dos que falam com
você, isso passa segurança. Quando não souber
o que dizer, dê um abraço. Isso vale também.
Procure
fazer coisas que gosta. Faça-se prazer, presenteie-se
de vez em quando.
Cuide
de sua saúde física, mental, espiritual. Não
cultive ressentimentos, eles são ervas daninhas e tornam
as pessoas feias. Cultive mais a palavra perdoar.
Ter
estrelas no céu é bom e bonito, mas só
vemos nas noites escuras. Traga, então, estrelas dentro
do seu coração. Assim você poderá
levá-las para todo lado e oferecê-las se seu coração
pedir. Acredite em mim: todo mundo gosta de receber estrelas
de presente.
São
as pequeninas coisas que conduzem nossa vida. E influenciam
nosso ambiente. Sentir-se bem consigo é dar aos outros
o presente de um nosso eu satisfeito. Todo mundo é beneficiado.
Antes
de dormir, sempre pense em algo bonito e deixe as preocupações
para o dia seguinte. Dormir preocupado não resolve problemas,
então melhor é dormir feliz.
Ame-se!
Por mais que seja difícil, ame-se! Um pouquinho mais
a cada dia! Suba esse monte sem pressa, não desista do
caminho. Você é um ser importante. Para si, para
o mundo, para Deus.

Recolando
pedaços...
Eu sou dessas pessoas
que não gostam de nada quebrado dentro de casa. Há
pessoas que colam tudo, colocam no lugar. Pra mim um objeto
que se quebra é jogado fora. Não por supertição,
mas por que sou assim. Gosto de coisas inteiras, perfeitas em
suas formas originais. Mas, mesmo se nossa maneira de viver
condiz muito com nossa maneira de agir dentro de casa, eu reajo
de maneira diferente quando se trata das coisas da vida. Sou
capaz de pedir perdão, de ir buscar de novo uma amizade
que se quebrou ou se afastou. Sou uma "recoladora "
de relacionamentos. Pelo menos eu tento, não tenho esse
orgulho de dizer que estou certa e não posso dar o primeiro
passo. Aprendi com a vida que o máximo que esse tipo
de orgulho pode fazer é deixar as pessoas uma de cada
lado, convictas de si e sós.
Mesmo se esse texto foi
escrito em especial para o dia das mães, talvez valha
a pena refletir sobre ele também no que se refere a amizades,
relacionamentos quebrados. Dar o primeiro passo é sempre
bom. Mostra que aprendemos a andar.
Que o Senhor conceda um
lindo dia a cada um de vocês!!!
Tenham um excelente dia
de trabalho!
Um abraço repleto de ternura
e cheio de agradecimento
por fazerem parte da minha vida!
Letícia
Recolando
pedaços...
Letícia
Thompson
Dizem
que as coisas recoladas não têm mais o mesmo valor,
nem a mesma beleza. Talvez você seja dessas pessoas que
pensam assim.
E
agora, que a festa para as mães se aproxima e você
vê e lê tantas coisas bonitas que dizem sobre as
mães, você se pergunta por que com você é
diferente. Você se diz que gostaria de ter tido aquela
ou aquela mãe, não a sua, com quem você
não consegue ter um relacionamento normal.
Definitivamente,
você se diz que a sua não é a mãe
com a qual sempre sonhou...
Mas...
você nunca, na realidade, sonhou com mãe nenhuma!!!
Foi ela quem sonhou você! Foi ela, sim, por mais imperfeita
que seja, que te carregou nos braços ou no ventre, ou
mesmo os dois, te carregou certamente no coração.
Foi ela quem se esqueceu da dor quando viu seu rostinho pela
primeira vez e teve o coração tão cheio
de ternura que ela não saberia encontrar as palavras
para definir.
Ela
sonhou que você seria a criança mais bonita do
mundo. Que seria o melhor aluno, melhor filho, melhor amigo.
Aquela pessoa que todos apreciariam. Ela nunca contou que você
teria defeitos!
E
portanto... crescendo, você foi se tornando você
mesmo, um ser tão imperfeitamente normal como qualquer
outro.
E
as desavenças, diferenças de opiniões,
ciúme, fizeram com que, um dia, você tenha ficado
de um lado e sua mãe do outro. E você continua
acreditando que, absolutamente, não se recola pedaços!!!
O
curioso é que você é muitas vezes capaz
de lutar, mesmo se humilhar, para recuperar o amor de uma outra
pessoa, mas o amor de mãe fica de lado. Seria o amor
de mãe menos importante que qualquer outro amor?
Talvez
você se diga que seja a ela fazer o primeiro passo, que
ela sempre teve preferência por um dos seus irmãos,
que foi ela quem errou. Mas você não sabe que coração
de mãe tem espaço especial para cada filho? É
possível que ela seja mais próxima de uma outra
pessoa, mas porque existem mais afinidades entre eles, não
por que o amor seja diferente. Amor de mãe é amor
de mãe.
Que
seja você a colocar o orgulho de lado pelo menos uma vez
na sua vida! Que seja você a estender a mão, a
pedir perdão! Que seja você a recolar os pedaços
de um relacionamento que se quebrou um dia! Que seja você
a ultrapasar as barreiras, derreter o gelo, dar o primeiro beijo,
reconciliar em você e por você mesmo, o primeiro
amor que você teve na vida!
Vasos
quebrados talvez não sejam como no início. Mas
poderão ter uma outra aparência, mosaica e bela.
E, sobretudo, a certeza de que alguma coisa foi reconstruída
e você foi o responsável.
Amor
reconquistado é amor dobrado. É amor carregado
das experiências que o tornaram mais forte, mais sólido
e verdadeiro.
Quer
ter uma vida longa? Eis a sabedoria bíblica:
"Honra
a teu pai e tua mãe para que se prolonguem seus dias
na terra."

Recomeçar
para o início do ano é a palavra chave. Todo mundo
sabe disso, mesmo se nem todos sabem como fazer. Quantas e quantas
vezes nos dizemos que sabemos o que devemos fazer, mas não
sabemos por onde começar? É como ver a casa bagunçada
depois da festa: sabemos por experiência que é
suficiente não se perguntar demais e colocar as ações
acima das questões e de repente tudo começa a
tomar outro jeito. E quanto mais ajeitado, mais temos coragem
para continuar até que o cansaço se misture ao
nosso sentimento de satisfação e nos dê
a sensação de paz por ver o necessário
realizado.
Nossas
hesitações vêm sempre do fato que não
sabemos por onde começar. Na vida é igual. Passamos
horas e horas, perdemos o sono, deixamos os dias sempre nos
dizendo que devemos recomeçar em busca de algo novo,
mas não fazemos nada por que não sabemos por onde
começar. Mas se pegamos o exemplo
de uma casa depois de uma festa acabada, saberemos que é
suficiente começar por algum lugar, pouco importa qual
e que com o tempo tudo parecerá mais fácil.
Não
permitam que o desânimo seja maior que a vontade de construir
alguma coisa. Não abandonem a fé, a força,
a coragem, mesmo se as contrariedades da vida quiserem derrubá-los.
Quem vence um obstáculo, vence dois ou três...
quem começou um dia, recomeçará sempre
e a vida está aí para nos provar que todos os
dias coisas novas chegam e outras partem e que continuamos,
apesar de tudo.
Para recomeçar com as nossas atualizações,
resolvi então abordar esse assunto que mesmo batido,
é sempre necessário e útil:
Recomeçar
é preciso...
© Letícia Thompson
Não
sei dizer se a vida nos cansa ou se nós é que
nos sentimos fatigados às vezes da existência.
Nos repetimos sempre. Ou quase. E nos lamentamos desse dia-a-dia
onde nos levantamos, trabalhamos, regressamos e descansamos
para no dia seguinte recomeçarmos.
Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança
nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta. Ter que recomeçar
alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira
e imutável causa segurança. Conhece-se os caminhos,
os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas.
A consciência de ter que recomeçar é que
nos faz sofrer, duvidar, temer. Medimos nossa capacidade e com
bastante freqüência... nossa incapacidade! Se não
medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam
nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos.
A mente humana é um poderoso instrumento. Ela condiciona,
impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom
sentido. Ela sente, ressente, guarda as impressões e
as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos. E se pensamos
em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha
em sinal de atenção. Assim é que muitos
paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se. Porém,
a vida nos impõe recomeços a cada instante e os
seguimos com naturalidade, fazemos nossa parte. Somos condicionados
e nem nos questionamos.
Me pergunto então por que não nos condicionamos
a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez
ousar. Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos
de nós, por que não pegarmos as rédeas,
o comando?
A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la.
Mas bem vivê-la. Deus nos criou para sermos felizes, não
para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes.
Avança!
Recomeçar é preciso quando o que temos já
não nos satisfaz. E recomeçar é sempre
possível quando colocamos de lado as dúvidas,
pois perdedor na vida não é quem tentou e não
conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a
fé.
Acho
que ainda é tempo para desejar a todos um ano novo repleto
de bênçãos e agradecer por estarem presentes
no meu caminho.
Um
carinhoso abraço e tenham um lindo e maravilhoso dia!
Letícia

Ser mãe
Letícia Thompson
Ser
mãe dói.
Dói
quando o filho nasce e ela se pergunta como vai saber educar.
Dói quando, tendo o futuro todo pela frente, ela se sente
perdida, como se o mundo não tivesse continuação.
Dói quando filho chora de noite e ela não sabe
bem como acalmá-lo. Ela aprende, então, a interpretar
cada choro pra entender seu bebê.
Ser
mãe dói quando filho fica doente e ela quer trocar
de lugar com ele e não pode. Dói quando ela não
sabe o que fazer.
Ser
mãe dói quando filho não quer começar
a escola e ela precisa fazer um esforço sobrenatural
para não chorar e deixá-lo começar a vida
de gente grande. Ela chora escondido depois. Mas dói
também, quando, deixando o filho na escola, ele dá
um sorriso e diz adeus. Dói sentir que ele desprega-se,
solta-se, torna-se independente. Como dói!!!
Ser
mãe dói quando filho tem problemas na escola e
ela precisa ouvir com naturalidade as queixas. Dói a
adolescência, as questões existenciais.
Deve
doer demais ver um filho indo para a guerra. Deve doer imensamente
ver filho seguindo caminhos diferentes dos que julgamos corretos.
Mãe que vê filho sofrendo, sofre dobrado.
Ser
mãe é uma missão que dói a vida
inteira.
Ser
mãe é ter a dádiva do dar. Ela planta e
sabe que não é pra ela.
Jesus
também teve mãe. E deve ter doído nela
mais que em qualquer outra mulher do mundo.
Uma
mãe é uma ponte entre os céus e a terra.
É o ser escolhido por Deus, certamente o mais bendito
de toda a criação, para que a terra se encha e
se multiplique.
Ser
mãe dói sim. Mas engrandece também. A medida
da dor é também a medida da alegria de ver filho
feliz.
A
maternidade é a corôa de toda mulher. De espinhos...
mas de flores também!
Benditas
sejam todas as mães do mundo!!!

Devo ter um coração
adivinho. Outro dia, ao enviar a última atualização,
eu disse que na próxima vez falaria sobre saudade. Mas
nem sabia que ela seria tão grande devido a esse longo
tempo sem enviar nada. Mesmo na semana da Páscoa eu queria
ter feito alguma coisa, mas não havia contado com o imprevisível
e as coisas ficaram assim.
Mas... eu estava falando
sobre saudade. E é sobre o que escrevi hoje, de maneira
franca e quase pueril, com esse meu coração que
se habituou à presença de vocês e agora
não tem mais jeito. Vocês sabem como é quando
o coração se acostuma com alguma coisa, ele fica
meio empacado para todas as outras. Assim, falei da saudade,
da que sinto, da que dizem sentir, dessa que faz parte da vida
de todo mundo que cativou e foi cativado.
A verdade é que
eu não deveria enviar novo texto, pois preciso dedicar
tempo para escrever para o livro. Mas não quero ficar
assim tão distante e tão ausente. Então
aqui vai:
Se existe saudade
© Letícia Thompson
A saudade
é esse passarinho que vem de leve e pousa no nosso coração
trazendo lembranças, como um colibri que beija a flor
e traz beleza. E ela nem escolhe hora ou lugar, só aparece
assim, invadindo inteiramente esse espaço que consideramos
reservado às pessoas ou ocasiões especiais.
Mas se existe saudade,
é porque existem sementinhas de ternura plantadas em
nós; pedacinhos de coisas boas, que talvez nem tenham
ficado muito tempo, mas o suficiente para deixar um rastro,
um sabor, uma marca, um perfume.
Outro dia, falando
sobre a saudade que sinto da minha família virtual, ouvi,
com surpresa, alguém dizer que não é possível
sentir saudade de pessoas que nunca vimos. E como não?
Que nome dar então
a essa falta, esse vazio nostálgico, dolorido e bom que
invade a alma e toma conta do momento? Essa viagem que fazemos
sem malas e documentos e que nos leva e nos trás, cheios
de amor e de não sei o quê?
A saudade é
uma prova, um certificado, carimbado e assinado embaixo de que
não estamos inteiramente sós e nem vazios. As
pessoas vêm e vão e ficam assim se prolongando
em nós, existindo pela eternidade do nosso caminho.
E amanhã ou
depois, quando tudo o que sobrar em nós forem pedaços
do passado, teremos esse coração rico em histórias
que nos farão rir sozinhos e nos sentir vivos.
São essas as peças que os verdadeiros amigos pregam
ao nosso coração. Caímos nessa armadilha
e ainda nos divertimos.
Aprendemos assim que
sentir saudade é respirar o amor que plantaram em nós.
É viver depois repletos desse amor para a vida toda.
Obrigada
a todos pelo carinho que me dedicam. Vocês são
maravilhosos!
Que
o Deus Pai guarde os momentos de cada um com preciosas bênçãos
e que a gente se reencontre bem rápido!
Um
carinhoso abraço a vocês!
Letícia

Travessias
da vida
Letícia
Thompson
As
oportunidades da vida são como as brisas nas noites quentes
de verão,
elas vêm e vão e precisamos aproveitar cada minuto
quando estão presentes para nos preparar para o depois.
E
quantas vezes elas chegam, vemos, somos conscientes,
mas
não fazemos nada. Duvidamos, simplesmente, de nós!
São
nossas barreiras emocionais, a insegurança, o medo,
a falta de fé, que paralisam nossas pernas.
Mas Deus jamais nos diz para atravessar sem que Ele mesmo
nos
forneça os meios para chegar do outro lado.
Se não vamos, é porque confiamos demais nesse
nosso lado humano
e
de menos na nossa parte que mais se parece com Deus, nosso lado
espiritual.
A
guerra que se estabelece na nossa cabeça nos momentos
de escolha
é muito comum e todo mundo passa por isso, sem exceção.
Há um lado que nos impele de ir em frente e o outro que
nos enche de dúvidas.
"E
se?" "E se não der certo?" "E se
eu não for capaz?" "E se não for isso?"
As desculpas que nos achamos para nos fazer desanimar
são
quase sempre mais evidentes e, não raro, muitos se apegam
a elas
e param no meio do caminho, ou seguem outra direção,
como aconteceu com Jonas.
Penso
em Moisés, quando Deus pediu que fosse libertar o povo
de Israel.
Ele duvidou e tentou se desculpar dizendo que tinha problemas
para falar.
Mas o Senhor, com Sua infinita sabedoria, retrucou que ele não
estaria sozinho.
E não estava mesmo. E foi, libertou o povo, o conduziu.
Cumpriu
assim a sua parte e tornou-se parte da história da humanidade.
É
nosso bom relacionamento com Deus que faz a diferença.
Como
no amor ou amizade, onde quanto mais próximos estamos
de uma pessoa,
mais acreditamos nela, mais confiamos.
Quando
as oportunidades baterem à sua porta,
antes
de dizer não com um monte de desculpas que nem você
mesmo acredita,
olhe
para o alto. Se uma vozinha responder dentro do seu coração
e sua alma se encher de paz,
é
que você fez a boa escolha. Vá, então, em
frente!
Não espere ver todas as soluções de uma
vez só,
as flores nascem cada uma a seu tempo e há frutos para
todas as estações.
Deus,
que olha por você, vai plantar no seu caminho,
vai te dar coragem, vai te motivar e te empurrar quando for
preciso.
Ele
nunca nos prometeu um caminho sem dificuldades,
um mundo sem aflições, mas nos disse para termos
bom ânimo.
Moisés,
guiado por Deus, atravessou o mar.
Não
há nenhuma razão para que não atravessemos
a vida como mais que vencedores.

Como muitos sabem,
eu sou de uma pequena cidade no interior do Espírito
Santo. Tenho, assim, minha maneira de me expressar, como as
pessoas da minha cidade e do meu estado. Mas minhas filhas nasceram
na Europa e só foram ao Brasil para visitar. Portanto,
têm o francês como língua materna. Mas como
sempre falei o português com elas, falam o português
corretamente, com certo sotaque, mas corretamente. E é
curioso como, vivendo longe do lugar onde nasci, às vezes
elas usam as mesmas palavras, as mesmas expressões. Mas
a explicação é muito simples: crianças
imitam, seguem exemplos, querem ser iguais aos pais. E isso
me faz pensar na importância de outras coisas da vida.
Se as crianças se espelham em nós, quem estamos
sendo para elas? Como estão vendo nossas atitudes em
relação aos outros, mais velhos ou mais jovens,
com o restante da nossa família e até mesmo com
relação a elas mesmas? E para nossos amigos é
a mesma coisa: muitas vezes se espelham em nós, querem
seguir nosso exemplo, ter as mesmas atitudes, talvez não
serem iguais, mas pelo menos parecidos. Percebemos assim nossa
parte de responsabilidade para com o mundo e aqueles que nos
cercam. E o texto que escrevi hoje fala um pouquinho sobre isso:
Somos
todos espelhos
~
Letícia Thompson ~
Nascemos
todos, certo, com uma enorme bagagem genética. Carregamos
em nós traços, expressões, modos de ser
daqueles que nos antecederam. Mas à partir daí,
saímos em busca de identidade.
Nossos
primeiros espelhos são nossos pais, a família,
aos quais nos jogamos de braços abertos, sem questões.
É a confiança que se instala desde a mais pequena
idade. Julgamos que se nossos pais fazem, podemos fazer, pois
eles devem saber o que é bom ou não. Crianças
imitam, quando ainda não sabem construir sozinhas. A
linguagem é a maior prova disso.
Nem
todo mundo tem essa consciência e nem se dá conta
do peso da responsabilidade que ela acarreta. Achamos que a
vida forma as pessoas, mas nos esquecemos que somos os primeiros
espelhos nos quais elas se refletem.
E
nós que queremos o melhor para os nossos filhos, que
sejam bons, grandes e bem sucedidos na vida, somos a pedra fundamental
do que eles serão mais tarde. Nossas atitudes em relação
à família, nossos valores, nossa maneira de gerir
os problemas e aprender a lidar com eles, tudo isso vai ficando
naqueles pelos quais somos responsáveis. É como
se fôssemos adiante, com uma lanterninha, mostrando o
caminho, que eles seguem, misturando assim o que vêem
a essa bagagem que já vêm carregando e formam assim
a própria personalidade.
Depois,
vêm os amigos, a escola, o meio em que se freqüenta.
Tudo isso vai espelhando e formando o eu de cada um e isso continua
vida à fora, mesmo na idade adulta.
Somos
todos pessoas importantes para outras pessoas e podemos influenciá-las
positiva ou negativamente. Amigos são grandes espelhos.
Daí
a importância de sermos pessoas boas, honestas, pacientes,
corajosas, espelhos nos quais outros poderão se olhar
e se encontrar.
É
preciso refletir sobre isso: que tipo de espelho estamos sendo
para nossos filhos, nossos grupos de amigos, trabalho e sociedade
em que freqüentamos? Somos do tipo "faça o
que eu digo, mas não faça o que eu faço?"
Bom é lembrar que muito mais que de palavras e conselhos,
as pessoas ouvem e vêm exemplos.
Cristo
deveria ser o maior espelho de toda a humanidade. Ele falou
sim, mas muito mais que isso, viveu, calou, mostrou, fez. Nos
refletindo nEle, evitaríamos muitos dos desastres pelos
quais atravessamos. Seríamos, assim, espelhos refletindo
o bem, para o bem daqueles que amamos.
Para aqueles
que estão enfrentando o calor que enfrentamos aqui, envio
uma brisa suave para que o dia seja mais agradável; para
aqueles que precisam de calor, recebam o que envio daqui. E
para todos, as mais lindas bênçãos de Deus,
com uma noite cheia de sonhos e o coração cheio
de esperança de dias melhores.
Obrigada ainda pelo carinho, visitas e divulgação
do site e dos textos.
Abraço forte e carinhoso
Letícia
25
de julho de 2006

Quando Jesus
estava na cruz entre dois ladrões e que um deles disse:
"Lembra-te de mim quando entrares no reino dos céus"
Ele não perguntou qual tinha sido o pecado dele, nem
por onde tinha andado, nem o que tinha feito para estar naquela
cruz. Ele simplesmente respondeu: -"Hoje mesmo estarás
comigo no paraíso." Deus não pergunta, Ele
ama, Ele perdoa, Ele cura.
E por que algumas pessoas carregam suas culpas, que muitas vezes
nem culpas são, fazendo da própria vida um calvário,
como se punição fosse símbolo de perdão
e absolvição?
Qual o valor do sangue de Cristo? Não foi ele derramado
para que nossos pecados fossem perdoados?
Então, quando a sua carga parecer pesada demais para
ser carregada, olhe para Cristo. Ele não pergunta nada,
Ele simplesmente diz: venha como você é!
Cada vez que escrevo um texto recebo e-mails de retorno que
dizem: "foi pra mim." E mesmo se muitas vezes não
pensei em uma pessoa em particular, já que não
conheço a vida pessoal de todos vocês, sei que
Deus nos fala através das pessoas. Mas hoje, esse texto
tem uma direção certa. Está dirigido a
uma pessoinha que não conheço pessoalmente, mas
que sei que sofre e que precisa dessas palavras. Talvez, ao
mesmo tempo, sirva para outras pessoas e eu bendigo a Deus se
assim for. De qualquer forma, é sempre bom refletir sobre
o fato de que Deus nos ama, apesar de sermos quem somos.
Tenham todos uma linda tarde,
uma noite de paz e cheia de amor!
Deus os abençoe de
maneira especial!
Com muito amor,
Letícia
O
sentimento de culpa
Letícia
Thompson
Existem
as culpas pequenas e as grandes. As que ficam por algumas horas
e as que perseguem para o resto da vida. As primeiras são
os pequenos pecados do dia-a-dia, as mentiras bobas, os deslizes,
que até nos impedem de dormir muitas vezes... mas são
passageiras e acabam tornando-se banais e nem se pensa muito.
As últimas são terrivelmente pesadas de se carregar,
elas podem destruir a vida toda de uma pessoa.
São
raras as pessoas que recebem uma condenação de
outros por algum ato cometido, que não tentem se defender
ou se justificar. Mas não há quem se condena a
si mesmo que procure aliviar sua culpa com desculpas.
A
questão não está nas coisas sem conseqüências.
Essas coisas fazem parte das marés do dia-a-dia e perdoamo-nos
tão facilmente como cometemos os erros. A questão
está nas culpas que chegam sozinhas, os acidentes pelos
quais as pessoas se responsabilizam, as perdas e sofrimentos
os quais as pessoas se dizem que poderiam ter evitado se tivessem
feito isso ou aquilo e se condenam a cada instante.
As
auto-punições não resolvem. O recusar-se
a felicidade não corrige erros, não compensa as
dores. O abandonar-se não faz ir adiante. Dormir mais
horas para não ver passar o tempo não vai diminuir
o tempo determinado por Deus para a vida de cada um. E tentar
encurtar esse tempo, dom de Deus, pelos próprios meios,
só pode trazer uma condenação eterna, que
ninguém merece.
Somos
nós nossos juízes mais severos se somos também
nossos promotores mais duros. Mesmo com toda compreensão,
com todo amor, toda ajuda possível, não podemos
nos livrar de culpas se essa libertação não
vem do nosso interior, se ela não vem com a ajuda dAquele
que sendo tudo, ainda nos prometeu um coração
novo.
Então...
o Anjo que o Senhor prometeu estar à nossa volta, nos
diz isso:
Não
importa em quantos pedaços seu coração
foi quebrado, Jesus pode restaurá-lo.
Não
importa o que você fez, onde você andou, nem os
caminhos que escolheu, Jesus ama você acima das suas escolhas.
Não
importa quantas vezes você caiu e quantas se levantou,
Jesus pode levantar você de uma vez por todas.
Não
importa qual foi seu pecado, se os homens te condenaram ou absolveram,
Deus te absolve.
E
se Deus absolve... acredite nEle: você é livre!

As
nossas sombras estão sempre coladas a nós. Onde
quer que a gente vá, nos seguem, por que fazem parte
de nós. Assim é nosso passado, não podemos
nos desligar dele, fazer de conta que nunca existiu ou passar
uma borracha por cima.
Ninguém vive e nem deve viver do passado. E, particularmente,
quando nos lançamos numa nova relação.
Muitas vezes, essas sombras reaparecem, não para quem
as viveu, mas para o outro lado. É difícil imaginar
que a pessoa amada tenha tido outro amor, outros carinhos e
isso podem vir a interferir no relacionamento e causar sofrimentos
para ambas as partes. Só que a pessoa que sofre mais
se esquece que ela também carrega sua sombra, seus momentos,
seus pedaços de vida. Se vamos a algum lugar é
por que percorremos um caminho. O bom é lembrar que justamente
o percorrido, ficou para trás e que a frente há
sempre uma nova visão, novos campos, novos objetivos.
O hoje importa muito, muito mais que o ontem ou mesmo o amanhã.
Aqui
vai nossa atualização de hoje:
Sombras
do passado
©Letícia Thompson
Comparo o passado às folhas do outono, belas, cheias
de nostalgia, mas vividas. Tiveram seu tempo de frescor, encanto,
mas soltaram-se e foram levadas pelo vento.
Todos nós tivemos um passado. E cada qual gosta de guardar
o seu, principalmente aquele ou aqueles que marcaram a vida,
deixaram cicatrizes na alma e para o qual olhamos de vez em
quando com ternura.
O que não gostamos mesmo é de saber que a pessoa
que amamos teve um passado amoroso. Difícil imaginar
que os lábios que nos juram amor fizeram outras juras,
que os braços que nos enlaçam guardaram outro
corpo dentro de si, que os carinhos e batidas do coração
tiveram como objetivo outra pessoa...
Ai!... Como se desprender da idéia de que não
somos únicos no mundo? Como aceitar que existam sombras
que acompanham e acompanharão para sempre essa outra
parte que de forma egoísta e bela julgamos nossa, só
nossa?!
Queríamos que os carinhos que são a nós
fossem só nossos, que pelo menos para a pessoa amada
a palavra "único" tenha nosso rosto.
Mas as folhas do outono vêm de diversas árvores
e quando olhamos para trás, vemos que temos também
nossa sombra, que nos acompanha com fidelidade.
Achamos que isso é menos importante, porque a dor no
peito do outro não nos incomoda tanto, porque nos cegamos
ao que ele pode sentir e ressentir. Porém nossas almas
são sensivelmente iguais e é só ter um
pouco de atenção para saber o que se passa em
outro coração.
Nos ententendo, entendemos a outra parte. Amadurecemos para
o presente e para o futuro que virá e com os frutos que
virão, mesmo se outras folhas cobriram nosso caminho
lá atrás.
Amar é também aceitar o outro com todas as suas
marcas, suas cargas, suas sombras... e seguir em frente!
Obrigada
a todos vocês pela presença querida na minha vida,
por me motivarem nesse bonito caminho da poesia.
A todos os que estão chegando, nossa porta está
sempre aberta e o jardim sempre florido.
Que o Senhor traga a cada um uma noite de paz e tranqüilidade,
que as estrelas estejam presentes e que os sonhos estejam sempre
à frente para mantê-los vivos na esperança
de um amanhã bonito.
Um carinhoso abraço cheio de amor a todos vocês!
Letícia

Tenho
aprendido a cada dia da vida. Nem sempre como eu quero e isso
é o mais doloroso, mesmo se não menos gratificante.
Quando nos prendemos às nossas verdades, sem deixar uma
fresta para a possibilidade de estarmos errados e com isso repararmos
nosso erro, aprendemos de forma mais dolorosa.
Para
que possamos aprender alguma coisa, precisamos primeiro reconhecer
que não sabemos ainda. Uma opinião alta e exagerada
do que somos nos cega e fecha as portas para as oportunidades
que a vida nos oferece. A soberba nunca nos eleva, muito pelo
contrário, ela nos isola de todas as possibilidades de
crescimento como ser humano e, principalmente, espiritual.
Podemos
mostrar às pessoas como gostaríamos de ser tratados,
tratando-as da mesma maneira. Indo na frente, distribuindo os
passos de amor pelos quais deverão seguir. Ensinamos
às pessoas como amar e nos amar. Se não damos
um beijo e um abraço porque não recebemos e que
a outra pessoa reage da mesma maneira, então podemos
colocar um ponto final nos beijos e abraços na nossa
vida, até que alguém ceda. Por que não
nós a abrir o caminho?
Hoje
eu escrevi sobre nossa atitude ante certos acontecimentos da
vida. Espero que tirem algum proveito, como eu mesma tirei ao
escrever:
Pagando
com a mesma moeda
© Letícia Thompson
Viver
não exige de nós tanto esforço. Mas sentir
a vida e prová-la nos seus mínimos detalhes, isso
sim, exige que sejamos mais que seres viventes que respiram.
E
desejamos crescer sempre. Desejamos ser bons, melhores e não
raro, superiores. Só que a noção de como
chegar a um ponto alto é muitas das vezes distorcida
ou mal compreendida. Assim, fazemos exatamente o contrário
e nos julgamos inteligentes.
Numa
briga ou desentendimento com uma ou mais pessoas, fala mais
alto não quem levanta a voz, mas quem sabe controlar-se
para revidar com sabedoria. Nunca pensamos que quando gritamos
com uma pessoa que grita conosco ou apontamos o dedo para quem
nos aponta, estamos nos colocando não num grau de superioridade,
mas exatamente no mesmo nível que ela, lá embaixo.
E
quanto mais gritamos, mais descemos; quanto mais palavras ásperas
usamos, mais caímos, menores ficamos.
Ninguém pode sentir-se superior por pisar em ninguém;
ninguém pode sentir-se melhor por pagar com a mesma moeda
quando isso significa render mal por mal.
Devemos
dar de nós sim, mas somente aquilo que as pessoas podem
pegar e construir algo positivo; nossa parte humana e pequena,
nossos defeitos e nossos pecados pertencem a nós e é
a busca da melhoria do nosso eu que vai fazer com que diminuam
em nós.
Nada
mais desconcertante do que um gesto de amor quando é
exatamente o contrário que se espera.
Diz
a Bíblia no livro de Provérbios que quando pagamos
o mal com o bem amontamos brasas na cabeça do outro e
ainda é acrescentado que com isso o Senhor nos recompensará.
Que
a partilha da nossa vida seja da nossa parte mais bonita, aquela
que ama, que sabe agir com sabedoria no momento certo, que sabe
manter-se grande mesmo nos momentos onde ser grande exige de
nós o esforço da renúncia do nosso eu,
do que julgamos saber e conhecer.
Um
enorme obrigada pelo carinho e atenção.
E
agora vou ficando por aqui. Desejo a todos uma maravilhosa e
abençoada semana, na paz de Cristo.
Com
muito amor,
Letícia

Palavras
Falamos
tanto em tomarmos atitudes positivas, pensarmos positivo, agirmos
de maneira positiva. Falamos também em dizermos coisas
positivas. Só que poucos pensam no poder que têm
todas as palavras na nossa vida e nas dos outros.
As
palavras têm poder!
E disse Deus: -Haja luz! E houve luz!
Com palavras Ele criou o mundo.
As palavras têm grande poder em tudo o que fazemos. Tudo
o que proferimos vai agir em nos, vai influenciar em toda a
nossa vida e na daqueles que convivem conosco. Pouco pensamos
ao etiquetarmos os outros. Nao refletimos a nossa falta de cuidado
ao etiquetarmos as pessoas de lerdas, bobas, burras, idiotas,
sem jeito, retardadas... e tantas coisas que podem sair da nossa
boca. Entao pensamos isso sao apenas palavras e nao aquilo que
desejamos para as pessoas.
Mas...
Palavras cortam, ferem, curam, consolam, maldizem, bendizem,
abençoam, amaldiçoam, constroem, destroem. E uma
vez ditas, nao ha como voltar atras.
Quem diz que morre de saudade, de sede, de fome, de odio e até
de amor, vai morrendo aos pouquinhos de verdade, porque é
isso o que disse e as palavras pesam.
Jesus disse à figueira para que secasse e esta secou;
disse ao mar que se acalmasse e este se acalmou; disse "-levanta-te
e anda" e o deficiente andou... Quanto poder nas palavras
do Mestre!!!
A nos foi dado também o poder, mesmo se nossa fé
é menorzinha que um grão de mostarda.
Não pensamos muito quando falamos. Quando irados, nem
mesmo pensamos. Portanto... quao bom seria refletíssemos
antes de dizer um ai.
Falamos por falar, porque todo mundo fala e que é assim
mesmo. Mas nos surpreendemos quando as coisas começam
a acontecer. Entao dizemos que parece até que estávamos
adivinhando... ou o clássico: "eu nao disse?"
Claro, disse sim, adivinhamos sim... nada mais natural que os
desejos do nosso coração se realizem.
É possível mudar a consequência dos fatos
na nossa vida, mudando nosso modo de expressão. E possível
trazer bênçãos e saúde, felicidade
para nós, nossos filhos, nossos amigos, nossa família.

Às vezes quando alguém
presenteia uma criança e os pais dizem a esta para agradecer,
nossa reação mais rápida é o de
"não precisa agradecer." Mas erramos, tentando
ser gentis. Mas precisa sim e, em particular, uma criança.
Tudo na vida não nos é devido e aprendemos na
escola que a educação começa do berço.
Aqui na Bélgica nas escolas
maternais há sempre um quadro com as palavrinhas mágicas
que as crianças aprendem como matéria desde que
entram na escola. Pode parecer bobagem, mas na realidade são
coisas essenciais e que deve-se aprender, pois o uso dessas
palavras nos tornam pessoas melhores aos olhos do mundo. Eu
conheci uma pessoa aqui que criticava o sistema por que dizia
que era besteira e que uma criancinha não precisava aprender
a dizer merci, bonjour e essas coisinhas do dia-a-dia. Mas há
certas coisas que se não pegamos o hábito desde
pequenos, nunca faremos.
Assim, pequenos ou grandes, não
nos custa fazer uso das palavras que vão abrindo caminho
nessa selva, às vezes tão difícil de se
atravessar. E que possamos aprender a cada dia que ser bom e
gentil não é obrigação, é
privilégio daqueles que escolheram seguir as pisadas
do Mestre.
As
palavras mágicas
©
Letícia Thompson
Palavras mágicas são aquelas
que abrem portas. Nada complicado como abracadabra ou qualquer
coisa do gênero. São aquelas simples mesmo dia-a-dia
e que ficam tão corriqueiras que muitas vezes nos esquecemos.
É
incostestável o poder das palavras nas nossas vidas.
As que dizemos e as que calamos; as que saem do olhar, as que
são ditas com lágrimas, as que fluem de um sorriso,
as que são gritadas em silêncios que machucam...
...
e aquelas tão simples que parecem banais demais, mas
que nos tornam pessoas educadas, simpáticas, agradáveis
e que nem precisam de estudos ou sermos adultos para que façam
parte do nosso vocabulário.
Um
obrigado substitui centenas de outras palavras; um bom dia pode
ser o primeiro raio de sol na nossa janela, assim como um boa
noite o último raio de luar da noite. Com licença
abre caminhos e perdão e desculpe derretem corações
e podem trazer oportunidades que estavam perdidas para sempre.
O por favor faz hesitar o mais endurecido dos corações
e pode até fazer com que mude de idéia.
Você
é importante pra mim eleva a auto-estima; você
vai vencer nos dá coragem para prosseguir e, enfim, as
mais poderosas de todas as palavras: amo você! Nessas
palavras estão incluídos dicionários inteiros,
até mesmo com as palavras que desconhecemos.
A
gentileza é uma arte que não nos custa nada e
que nos traz enormes benefícios. O mundo não nos
pertence e não vivemos isolados como ilhas no meio do
oceano. Fazer uso das palavrinhas mágicas no nosso dia-a-dia
não só vai nos tornar pessoas mais simpáticas,
vai também construir pontes entre nós e aqueles
que o Senhor escolheu para fazerem parte da história
da nossa vida.
Obrigada
a todos vocês pelas visitas e divulgação
dos meus textos.
Às vezes dou uma parada, mas vocês não param
e isso faz caminhar meu coração. Que o Senhor
semeie alegria, bondade e todo tipo de bênçãos
entre vocês, como as chuvas que regam a terra e a fazem
florescer.
Amo
vocês! Até breve, se o Senhor assim o quiser!
Abraço
bem forte e carinhoso,
Letícia




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Quem
teme o Senhor está aprendendo a ser sábio.
provérbios 15.33