De grandes
ameaças e sofrimentos nascem os nossos melhores hinos.
O primeiro hino de Lutero, (*1483+1546)
consagrado a dois frades martirizados, intitulou-se O Cântico
dos Dois Mártires de Cristo em Bruxelas, Queimados
pelos Sofistas de Louvain. Seu hino inigualável, Castelo
Forte, foi escrito "na hora mais escura na história
deste movimento".
Perseguições da parte do Imperador Carlos V
ameaçavam a existência dos chamados "Protestantes".
Lutero mesmo sofria ameaças de morte à toda
hora. Sofria fisicamente, também. Quando foi acometido
pela "praga" que ceifou muitos dos seus irmãos
na fé, deu as suas despedidas à sua família.
Mas Deus tinha outro plano para Martinho Lutero.
Este hino, Castelo Forte, escrito em 1529, em Coburg, foi
o chamado à batalha de Lutero. James Moffatt chamou-o
de "o maior hino , do maior homem, do maior período
da história da Alemanha". Foi cantando com emoção
e sinceridade ao longo desses quase quatro séculos,
em milhares de línguas, que essa melodia chegou até
nós. Define até onde podemos confiar em nosso
Castelo Forte, nosso Escudo e Boa Espada. Mostra, também
, quem é o nosso inimigo;o Tentador, com seus adeptos,
contra os quais em nós mesmos não há
força para resistirmos. Mas, Cristo o venceu na cruz.
Quem nos defende é o Senhor dos altos céus,
o próprio Deus.
O grande acusador cairá com UMA SÓ PALAVRA!

Castelo
forte é nosso Deus,
espada e bom escudo,
com seu poder defende os Seus,
em todo transe agudo.
A nossa força nada faz,
estamos ,sim perdidos;
mas nosso Deus socorro traz,
e somos protegidos.
Defende-nos Jesus,
o que venceu na cruz,
Senhor dos altos céus;
e sendo o próprio Deus,
triunfa na batalha.
Se nos quisessem devorar,
demônios não contados,
não nos podiam assustar,
nem somos derrotados.
O grande acusador,
dos servos do Senhor,
já condenado está;
vencido cairá,
por uma só palavra.
Sim, que a palavra ficará,
sabemos com certeza,
e nada nos assustará,
com Cristo por defesa.
Se temos de perder,
os filhos, bens e lar,
embora a vida vá,
por nós Jesus está,
e dar-nos-á seu Reino.
Martinho Lutero