Ilustrações IV

Se estamos vivendo a realidade da vida em Cristo vamos nos deparar com a necessidade de transformação do nosso caráter à semelhança do nosso amado Salvador. Esta é uma obra que Deus sabe fazer muito bem, mas que necessitará da cooperação humana para que os resultados sejam positivos visando à eternidade. Essa transformação exigirá uma dose de sacrifício e resignação de nossa parte.

Mestre
Tem lugar em minha casa se quiser
Já bateu em tantas portas que nem sei
Oh, Rei dos reis
Mestre
Não pensei que TU fosses a casa de um plebeu
Ainda mais alguém humilde como eu
Oh, grande Rei
Já que veio é bem-vindo em meu viver
Faça Sua esta casa, oh meu Rei
E a faça santa...
E santo eu serei!
Grandioso e Santo, Santo, Santo
Oh Deus altíssimo, habita em mim.

Eu fui uma casa onde muita coisa entrou
Só eu sei o quanto o coração chorou
Mas Deus mudou
Quando permiti que Ele entrasse em meu viver
Fez mudanças que jamais imaginei realizar
Minha casa e minha vida eu dei para Deus
Oh, Senhor como quiser vem transformar.

(Josué Teodoro)

Vivemos no tempo da velocidade, da pressa, do “faz pra ontem” e não admitimos nada menos do que isto. Somos impacientes desde o momento que nascemos. As crianças choram com grande impaciência para mamar. As mulheres querem uma gestação mais rápida e um retorno do corpo à antiga forma, mais rápido ainda. Afinal de contas, quem sabe esperar? Como desenvolver a PACIÊNCIA como prática de vida?
PACIÊNCIA: É a virtude que consiste em saber esperar, suportar as dores, os incômodos, os infortúnios, etc., sem queixas e com resignação.
A paciência pode ser desenvolvida na vida, através de aprendizado. A mãe ensina a criança a saber esperar, a ter paciência. A educação acadêmica implanta no estudante o conceito de paciência como fruto da cultura, do conhecimento, do auto-controle.

Paciência, obediência e fé, eis três das jóias da coroa de Cristo. Nestes últimos dias estas qualidades são raras, mas o olho pesquisador de Deus discerne os que estão exibindo ao mundo estas preciosas qualidades. A paciência é uma das maiores e mais sublimes das qualidades vistas no homem. Um dos mais populares cristãos da antiga história de Boston era o Doutor Cotton Mather. Era um homem muito querido por sua disposição amável e, por sua paciência. Mas ele tinha alguns inimigos porque tomou partido político em alguma coisa de interesse da região e também porque reprovava fielmente a iniqüidade. Como resultado foram-se enviadas algumas cartas muito abusivas, as quais ele amarrou num pacote e escreveu em cima: “Inimigos, melhores esquecê-los”. Este é um século de impaciência. No caso de muitas pessoas o ânimo está sempre em ponto de ebulição (fervendo). A velocidade de nosso mundo moderno não é de molde a ajudar desenvolver esta qualidade chamada paciência. Acostumados a correr, as pessoas se irritam quando têm de parar na presença de um sinal vermelho. Por que as pessoas ficam enfurecidas quando têm de esperar por uma refeição, ou aguardar a vez numa fila? Por que não aproveitam para ler um livro de bolso? Como entregaremos o tempo na eternidade se não sabemos o que fazer com meia hora? Para ser paciente é preciso ter a mente de Jesus.


A rainha vitória visitou certa ocasião uma fábrica de papel. O gerente mostrou-lhe os diferentes departamentos, não sabendo que ela era rainha. Levou-a também ao quarto onde se classificavam os papéis sujos e imprestáveis. Ao vê-los, ela exclamou: “Como é possível branquear esses trapos sujos?”. O gerente balbuciou: “Ah! Senhora, tenho uma substância química de um poder tremendo, por meio da qual posso desmanchar estes papéis velhos, colori-los e ainda deixando-os como novos”. Antes que ela saísse da sua seção de produção, ele descobriu que tinha sido a rainha quem passara pelos departamentos da fábrica de papel. Alguns dias depois a rainha encontrou em seu escritório um pacote de papel, o mais formoso que já havia visto. Em cada folha do papel estava seu nome e sua fotografia. Havia também uma nota assim: “Majestade, receba uma amostra do papel, com a segurança de que cada folha foi fabricada com os resíduos sujos que viu nos braços dos trabalhadores. A transformação foi trabalhosa, mas eis aí o resultado”.
Melhor do que trapos que são transformados é a siginificação de que somos como o ouro que necessita de purificação, mas com a consciência de que este processo necessita do fogo da provação para nos tornar semelhantes ao Senhor Jesus.

O Dr. Goldwin não era muito conhecido fora de sua esfera de trabalho, pois andava muito ocupado. Desde sua formatura, em medicina, não podia assistir regularmente os trabalhos da igreja, mas era um discípulo incansável. Não era conhecido nas altas rodas sociais e poucos eram os seus divertimentos, pois seus doentes ocupavam quase todo seu tempo. Era, por eles, respeitado com veneração. Porém, certo dia uma senhora, movida pelo espírito de gratidão, disse, esquecendo o acanhamento: “A razão de alegrar-nos sempre, doutor, não é somente com sua visita..., não é somente porque o senhor operou a cura quase milagrosa do meu marido, mas porque sentimos sempre o ambiente diferente. Confiamos que de sua parte fará sempre o que for direito, e quando o senhor sai, sabemos que está orando. O senhor é um cristão, não é?”. Então, o médico perguntou: “Por que a senhora diz isso?”. E a resposta dela foi: “É porque acho que se não fosse cristão, não poderia fazer-nos pensar em Deus. E todos pensam nEle quando o senhor chega”.

Timur, o famoso guerreiro que conquistou rapidamente várias nações do Oriente, costumava contar a seus amigos o seguinte fato ocorrido em sua juventude: “Uma vez vi-me obrigado por meus inimigos a me refugiar em um edifício em ruínas, onde permaneci sentado durante muitas horas. Desejando desviar o pensamento de minha condição desesperada, fixei a vista em uma formiga que tentava subir por uma parede, carregando um grão de trigo maior do que ela. O grão caiu ao chão 69 vezes, mas o inseto perseverou, e por fim, na septuagésima vez, pôde chegar ao alto. Isto me confortou grandemente naqueles momentos e jamais me esqueci da lição”.

Um tirano pagão surrava um cristão e lhe perguntava: “Que coisa importante já fez por você o seu Cristo?”. O cristão respondeu: “Fez isso que Vossa Majestade está vendo: que eu lhe possa perdoar apesar de me tratar assim tão cruelmente”. A perseverança é desenvolvida em um coração paciente e perdoador. Peçamos, pois a Deus, paciência.
Que possamos suportar com paciência a provação que, porventura, estamos enfrentando. Oremos uns pelos outros para alcançarmos coração sábio e honrarmos nosso Deus.

Conta-se que certa vez um líder comunitário, chamado Bruce, estava na prisão desconsolado e desanimado por causa do peso da campanha que tinha feito para libertar seu povo. Meditava em deixar a luta quando atraído por uma aranha que procurava tecer uma teia; para fazer isto tinha que estender um fio entre dois objetos num quarto, para base da teia. Em sua primeira tentativa caiu; mas voltou e outra vez lutou para cruzar o espaço entre os dois objetos e outra vez caiu. Prosseguiu, porém, lutando e caiu sete vezes; na oitava vez teve êxito e com o primeiro fio como base, pôde construir sua teia com mais facilidade. Com este incidente, Bruce se animou de tal modo, que resolveu prosseguir avante, na campanha até que seu povo foi liberto. Por fim, ele venceu e viu sua esperança se concretizar ao confiar em Deus.

Anos atrás, um professor, em um laboratório, entregou a um aluno uma planta, dizendo-lhe que a estudasse, fizesse desenhos dela e escrevesse o que visse. Impacientemente, o jovem olhou para as folhas, para as raízes, para as flores, e dentro de cerca de 15 minutos relatou ao professor que não tinha visto nada de anormal na planta. O professor disse: “Você apenas começou. Continue”. O aluno serviu-se do microscópio de mão por um pouco, tomou mais algumas notas, depois se aproximou outra vez do mestre, desanimado. O professor novamente lhe falou: “Continue. Você nem começou a ver tudo quanto há naquela planta”. Isto prosseguiu por quatro dias. Então, para surpresa sua, o aluno começou a ficar fascinado pelas veias da planta, seus arranhos, o canalzinho do estame... Era como se ele estivesse explorando um mundo inteiramente novo. Como esse estudante, necessitamos maior paciência no estudar as coisas profundas de Deus.


Algumas vezes temos questionado os planos divinos e temos nos revoltado contra as aflições da vida. Temos olhado para um horizonte muito limitado dos nossos sonhos e planos. Isto produz falta de fé no poder divino e falta de esperança em Suas promessas. Por isso, a misericórdia divina pode responder nossas dúvidas.

Conta-se a história de um pequeno órfão que foi adotado por uma adorável família que desejava ouvir a disparada de pequeninos pés e o riso de crianças dentro de casa. O menino estava encantado com o seu novo lar e os brinquedos novos que seu papai lhe havia comprado. Aquele senhor ensinou o menino a chamá-lo de “PAPAI”. Em dado momento o homem puxou o pequeno para si e o beijou. O pequeno, que jamais havia conhecido o amor de um pai, olhou surpreso com os seus lindos olhos azuis, e perguntou: “Papai, que é isso que você fez”. Aquele senhor repondeu: “Querido, isto é amor”. Então, o menino disse: “Oh, papai! Se isto é amor, eu quero mais”... Assim, quando provamos as “insondáveis riquezas” do amor de Deus, também desejamos mais dEle e Ele nos dará, pois Seus planos são especiais para nós que buscamos esperança para nossa vida.


Conta-se que o imperador Napoleão prendeu um homem por um crime contra o governo. Ele fizera uma espécie de rebelião e fora condenado à prisão. Ali dentro, no mais completo desgosto, ele escreveu na parede com um carvão as palavras: “Tudo acontece por acaso”. Um dia, quando andava pra cá e para lá, no pequeno pátio, notou uma plantinha a brotar no intervalo das pedras. Na falta de outra coisa para lhe afugentar o seu aborrecimento, abaixou-se e pôs-se a examinar a pequena planta. No dia seguinte fez a mesma coisa, e pareceu-lhe que a planta tinha crescido um pouco. Dia após dia renovava a visita à planta, que se lhe tornou como um amigo. Logo ficou a perguntar: “Teria essa planta também vindo por acaso?”. Convenceu-se que não e abaixo daquelas palavras que tinha escrito na parede (“Tudo acontece por acaso”), ele escreveu a palavra: “TALVEZ”. Após alguns dias, desabrochou uma flor, de linda cor branca e avermelhada, com um friso prateado. Muito se alegrou o prisioneiro. A bela florzinha parecia trazer-lhe uma mensagem. Parecia dizer-lhe que coisa alguma acontece por acaso; que o grande Deus tem um propósito em tudo que acontece. Isto o reanimou, e reviveu-lhe a fé em Deus. A influência da florzinha continuou. Chegou aos ouvidos da imperatriz a história do interesse do prisioneiro pela flor, e ela levou consigo a plantinha e a plantou em seu jardim, a fim de que lhe fosse um perpétuo lembrete da solicitude de Deus. Mais tarde o prisioneiro confessou que na prisão ele aprendeu uma grande lição de paciência e como Deus dirige as coisas neste mundo.

Nas colinas distantes de Nilgiri, no Sul da Índia, via-se um velho indígena agachado, à moda oriental, entre homens e mulheres que choravam desconsoladamente, junto a um caixão de cadáver. Era evidente que seu coração estava pesado de tristeza. Era pai da jovem que tinha falecido. Para ele não existiam palavras confortadoras, de um Salvador amável, nem uma reunião jubilosa, na manhã da ressurreição, pois estavam sem Jesus.
O maior inimigo do ser humano neste planeta ainda é a morte, resultado do pecado original de Adão e Eva. Hoje o ser humano luta desesperadamente através da ciência para vencer este inimigo. Experiências genéticas, remédios rejuvenescedores, implantes de órgãos, criogenia (congelamento em azoto para tentar ser ressuscitado no futuro) e outras técnicas e invenções. Para todas essas tentativas vê-se a impotência humana diante desse inimigo milenar que só Jesus conseguiu vencer e pelo poder conquistado nos oferece a mesma chance de vitória.

Há alguns anos atrás, um artista parisiense montou seu estúdio num automóvel. Ao guiá-lo, dum lugar para outro, pintando cenas de rua e de toda a moderna vida parisiense, apresentava também a Cristo em roupas modernas. Toda Paris se maravihava da sua osuadia. Ele mostrava Jesus no meio da multidão bricalhona e boquiaberta com olhos cheios de curiosidade, tristonhos e suplicantes. A maioria das pessoas que estavam na multidão que a pintura retratava, tinha os olhares ansiosos e melancólicos e isto era a parte mais real da pintura.
Vivemos em um tempo de muita pressão psicológica e de muita correria para ganhar a vida. Com isto, os problemas aumentam e nos sufocam, produzindo ansiedade e depressão. Nossa única saída está na pessoa do Senhor Jesus, mas as pessoas teimam quanto a aceitar esta alternativa, crendo que podem resolver tudo do seu jeito pessoal.

Um dia em um ataque aéreo, na última guerra mundial, foi destruída parte do Museu Nacional, de Londres. Temia-se que tivessem sido perdidas algumas das peças originais e mais valiosas ali expostas e que aquele edifício histórico jamais pudesse ser restaurado perfeitamente. Entretanto, ali compareceu um célebre restaurador chamado Giuseppe Nicolini, um dos mais velhos de uma grande empresa italiana. Ele tomou todas as peças danificadas e levou-as para seu atelier. Depois de alguns meses ele as apresentou à diretoria do museu onde todos ficaram espantados com o trabalho. Pareciam novos. Os aplausos foram expontâneos para o nobre artista. Assim Jesus pode restaurar o que os ataques do nosso inimigo espiritual danificaram em nossa vida. Graças a Deus por isto. Hoje também, podemos utilizar este recurso, pois está e sempre estará disponível.

Certa vez, um pastor que voava alto por sobre uma ilha do Oceano Pacífico, ouviu quando um companheiro de viagem lhe disse que olhasse para baixo. Ali, acompanhando o avião, estava um grande arco-íris – visto do alto, era um círculo completo, em vez de meio-arco habitual. Dentro do círculo colorido, achava-se uma cruz negra, que era a sombra do avião projetada nas nuvens. Era bonito olhar, pois onde quer que fosse a cruz, ia o acro-íris; e esse arco circundava inteiramente a cruz. Assim cada uma de nossas aflições é uma cruz, porém cada cruz é circundada pelo arco-íris da promessa de Deus. Deus nunca nos abandona, apesar de termos esta impressão algumas vezes na vida.

Uma senhora que sofreu grandes desapontamentos no lugar em que vivia tornou-se triste e desanimada. No fim de um longo e penoso dia, um vizinho, que estava de mudança para outra localidade, trouxe-lhe um canário pedindo-lhe que cuidasse dele durante alguns dias. Ela não apreciou muito a idéia de ter um pássaro cantando enquanto ela estava tão triste. Porém, em lugar de cantar, o canário batia com suas fracas asas contra as grades da gaiola esforçando-se para fugir. Ela disse: “Não vale a pena, passarinho, todos nós estamos numa prisão e dela não podemos fugir. Temos de suportá-la de qualquer maneira”. Algumas horas depois voltou para ver como passava seu pequeno hóspede e ouviu uma tão linda melodia que ficou espantada. O canário estava repousando numa barra da gaiola, com a cabeça bem erguida e com o corpo todo vibrando em êxtase no cântico. Era, aparentamente, o pássaro mais alegre de todo o mundo. As lágrimas correram pelo rosto daquela senhora. Entao sempre que se sentia desanimada punha-se a cantar e pelo cântico, finalmente, se libertou das influências desagradáveis que atormentavam o seu espírito.

Devemos louvar a Deus por Seus atributos: grandeza, magnificência, bondade, misericórdia, domínio, ajuda, salvação. Deus merece nosso louvor por ser nosso Criador, nosso Salvador, nosso Mantenedor. Ele merece todo o louvor porque é bom, porque nos ama, porque nos perdoa, é misericordioso, levanta o abatido e nos ouve. A prática da vida de louvor será constante quando nossa vida estiver voltada para a grandeza de Deus, Suas obras e Seus milagres. Será uma prática normal quando abrigarmos em nosso coração e em nossa memória, as bênçãos que nos foram outorgadas por Seu grande amor. Deus nos abençoa e devemos manter isto vivo em nossa memória. Nós O louvaremos naturalmente quando estivermos testemunhando diante de outros o que Ele tem feito por aqueles que O amam. Um louvor leva a outro.


Após a Segunda Guerra Mundial, um americano estava em um bar tomando um lanche e, enquanto aguardava, começou a cantarolar um hino. Um homem se aproximou e perguntou-lhe se ele havia estado na guerra, em um certo lugar. O americano confirmou e o outro lhe disse que na guerra, teve na mira de sua arma um soldado que cantava um hino, aquele hino que ele estava a cantar e só não o matou, porque conhecia o hino cantado. Descobriram, depois da conversa, que eles eram exatamente os personagens do episódio. Estiveram na guerra e um deles reconheceu que tinha sido salvo por louvar e outro que havia poupado o inimigo por causa do louvor que tinha escutado.
Louvemos sempre ao Senhor, e Ele nos retribuirá com Sua presença e Seu amor.


Havia em uma igreja uma velhinha de 91 anos que escreveu no seu diário o seguinte: “Vivo sozinha, sem parentes, mas minha vida é rica e cheia de satisfação! Canto louvores à medida que me aproximo do fim, porque sei que a eternidade será o meu galardão quando Cristo voltar. Dou sempre graças por fazer sempre uma nova tarefa a cada dia, não com as minhas forças, mas com a força que o Senhor me dá pela Sua graça”. Cada dia ela cantava louvores e foi assim até o dia em que sua voz silenciou, na esperança de despertar na manhã da ressurreição para um encontro maravilhoso com o Salvador, doador da eternidade, a quem ela louvará por Seu amor e bondade para sempre.
Essa experiência de louvor foi vivida pelo Apóstolo Paulo e seu companheiro Silas, na prisão de Filipos, na Macedônia. Em meio às dores dos açoites e com os pés e mãos algemados, eles cantaram com os pulmões bem cheios, produzindo um milagre que fez sacudir a terra, abrindo todas as celas. O louvor beneficiou além de Paulo e Silas, outras tantas pessoas que ouviram o louvor a Deus e testemunharam do milagre do terremoto. O resultado foi o batismo do carcereiro.

Conta-se que uma vez, um grande maestro estava executando uma peça com centenas de vozes e instrumentos musicais. Quando o coro cantava em alta voz, o poderoso órgão se expandia, o tambor, as cornetas e os címbalos soavam. O homem que tocava a flauta, e que estava bem escondido entre os músicos, disse para si mesmo: “Entre todo este ruído, não tem nenhuma importância o que estou tocando”, e deixou de tocar. Repentinamente, o diretor ergueu sua batuta em sinal de silêncio, e num instante tudo parou em completa quietude. Então, ele perguntou em voz alta: “Que aconteceu com a flauta?”. O ouvido do diretor havia notado que nem todos estavam tocando e que alguma coisa faltava.
Que façamos a nossa parte e o Senhor nos aceitará em nossa sinceridade em louvá-Lo. Exercitemos o louvor para que nosso coração se acostume com a adoração a Deus.

Que o Senhor nos abençoe e nos ajude a desenvolvermos o gosto e a sensibilidade para o louvor. Que nossa vida seja um cântico de glória em louvor e agradecimento ao nosso eterno e amado Pai celestial.


Um ministro e um fabricante de sabão, que era incrédulo, caminhavam rua abaixo. O fabricante de sabão, olhando para um bar com muitos alcoólatras, começou dizendo: “Bem, meu amigo, o evangelho que o senhor prega não parece ter realizado grande soma de benefícios. Existe ainda boa porção de pecado e pecadores no mundo!”. Por uns momentos o ministro deixou sem resposta a acusação. Logo, os dois passaram junto de um grupo de crianças sujas, que brincavam na lama. O ministro observou: “Parece que o sabão que o senhor fabrica não tem trazido muitos benefícios ao mundo. Ainda existe muita sujeira e muita gente suja”. O fabricante de sabão foi ligeiro em responder o desafio: “Oh, o sabão é muito bom, mas tem que ser usado!”. Assim, o ministro arrematou: “Exatamente, o mesmo se dá com o evangelho – ele tem de ser aplicado à vida para produzir conversão, mansidão humildade e semelhança com Cristo”.

Em certa aldeia pagã na Ásia, algumas pessoas estavam falando de Jesus. Comentavam Suas graciosas palavras, Sua bondade, Sua prestatividade e altruísmo. Um velho aldeão disse: “Conheço esse Homem. Ele já morou aqui”. O pregador quis saber, um tanto surpreso: “É mesmo?”. O velhinho confirmou: “Sim. Há alguns anos atrás”. Levou, então, os obreiros cristãos para fora da aldeia, a um lugar onde se via a sepultura de um missionário, muito bem cuidada, e acrescentou: “Ele viveu entre nós muitos anos atrás, e nós todos lhe queríamos muito bem!”. O pregador entendeu que o missionário falecido tinha sido tão semelhante a Jesus em suas atitudes de mansidão e humildade, que as pessoas acreditavam nessa semelhança de coração. Oxalá nós tivéssemos essa mesma experiência na vida.
Deixemos que em cada dia o Senhor Deus nos renove espiritualmente e tenhamos a certeza de que a mansidão e a humildade estarão sendo colocadas em nossa vida, como um tesouro para enriquecê-la.
Mostremos sempre ao mundo o brilho dessas riquezas na nossa vida.


Anos atrás, um elegante vaso suíço, de cerca de 30 cm. de altura, foi oferecido em leilão. O leiloeiro não contou a história do vaso, mas só chamou a atenção ao fato de que era da data de 1763. Sua beleza lhe proclamava a genuinidade. Era dado lance após lance, até que foi atingido o preço de 20.000 (vinte mil) dólares. E por esse fabuloso valor foi vendido. Todavia, esse objeto de genuína antigüidade havia sido apenas um bloco de argila comum. O que foi que lhe deu tanto valor? Foi o labor e a habilidade do artista que moldara com muito cuidado e paciência. Deus quer moldar para nos valorizar e Ele usa a paciência para esta obra.

Conta uma fábula antiga que o inimigo de Deus um dia fez uma liquidação, oferecendo à venda suas ferramentas. Estas se achavam expostas, trazendo cada uma seu rótulo: ódio, inveja, malícia, ciúmes, doença, desespero, crime, etc. Um pouco à parte, encontrava-se uma ferramenta de aspecto inocente, em forma de cunha, com o rótulo: “Impaciência”. Estava já muito gasta, mas tinha marcado um preço muito mais alto que as outras, mostrando que era objeto de estimação. Quando lhe perguntaram a razão de tão alto preço, o inimigo respondeu: “Esta ferramenta é a que eu uso com mais facilidade e de forma mais eficiente do que qualquer uma das outras. Com ela abro as portas da mente de qualquer cristão; uma vez dentro da alma, posso usar qualquer ferramenta que eu escolha e destruir qualquer vida cristã promissora.


Um rapazinho viu num jornal o anúncio: “Precisa-se de um rapaz”. Às 8 horas da manhã seguinte, lá estava ele na loja. Encontrou, porém, vinte outros rapazes na fila diante da porta. Outros chegaram depois dele e com pressa de serem atendidos, desistiram. Que fez o rapazinho? Escreveu apressadamente um bilhete; correu depressa até à frente, e passou-o ao secretário, dizendo: “Quer ter a bondade de entregá-lo ao chefe imediatamente? É urgente!”. O secretário foi ter com o chefe, e disse: “Há lá fora um rapazinho que diz ser muito importante que o senhor leia isto imediatamente”. Ele recebeu o bilhete, abriu-o e ali viu na caligrafia de um menino, estas palavras: “Sou o vigésimo primeiro garoto da fila. Não tome nenhuma decisão enquanto não falar comigo”. O chefe sorriu, releu, e levantou-se depois, dizendo: “Gostarei de ver um rapaz assim. Não se desanimou com vinte outros em sua frente. Tem iniciativa”.

Abraão Lincoln também experimentou muito de derrota antes de seu triunfo final. Se bem que recebesse muitos infortúnios (muitas vezes se decepcionou e se sentiu constrangido) ao lutar por ir avante, NÃO DESISTIU PORQUE SE DELEITAVA NO SENHOR DEUS. Entre os retrocessos que ele teve, até chegar ao êxito, destacam-se: perdeu o emprego em 1832; fracassou nos negócios em 1833; foi eleito para a câmara estadual em 1834; morreu a eleita do seu coração em 1835; foi derrotado na indicação para o Congresso em 1843; foi eleito para o Congresso em 1846; perdeu a reindicação em 1848; foi rejeitado para um importante cargo oficial em 1849; foi derrotado para o Senado em 1854; foi derrotado para indicação como vice-presidente em 1856; novamente derrotado para o Senado em 1858; até que em 1861 foi eleito presidente, tornando-se o melhor presidente que o país já teve em todos os tempos.

A vida cristã é uma eterna comparação com situações e fatos que nos proporcionam lições profundas sobre nosso relacionamento com Deus, seu plano de felicidade e nossa submissão à Sua vontade. A semelhança, por exemplo, da vida espiritual com a semente é algo que merece ser avaliado.

Sobre um velho tronco apodrecido as aves deixaram uma sementinha tão pequena como a semente de mostarda do Evangelho. A semente produziu uma árvore cujas raízes se aprofundaram pelo tronco abaixo, até o chão, e ela subiu pelo tronco acima. O velho tronco se rompeu, deixando apenas um ou outro fragmento apgado ao novo tronco. É assim o Evangelho: se ele atinge o coração e deita raízes, há de romper com os erros doutrinários. Nunca pensemos em conseguir o efeito antes de estabelecer-se a causa. Com o Evangelho em ação ocorre a transformação.
O ensino e a aplicação deixada pelo Senhor Jesus a respeito da semente está no fato de que a semente pecisa morrer, para viver outra vez e produzir mais frutos. Os fatores envolventes na experiência da semente estão relacionados com o semeador que a joga, com a terra onde ela vai cair de forma aleatória, e ainda com a situação da semente em si que passará pela fase de apodrecimento, morte e nova vida. Tudo isto pode ser aplicado ao nosso relacionamento com Deus, a forma de nossa submissão a Ele, nossa transformação, utilidade no reino e produtividade espiritual. Enfim, esta é uma lição da prática e valerá a pena estudá-la e praticá-la, com a direção divina.


Todas as pessoas com cultura ou sem cultura, com riqueza ou sem nada, livres ou prisioneiras, em meio à multidão ou sozinhas, envolvidas emocionalmente com alguém ou na solidão dos seus sentimentos; todas tem a noção de independência e do cuidado de sua própria vida. Ninguém aprecia ser submisso à outrem de maneira serviçal. Só pelo amor é que uma pessoa se sujeita a realizar algo por outra pessoa de maneira submissa.

Geralmente a autoconfiança nos leva a fazer loucuras que necessitará cada vez mais do poder de Deus para nos livrar. É muito difícil se colocar em uma situação delicada por causa de nossa impetuosidade e autoconfiança e ver tudo dando errado e nos trazendo maiores complicações.

Bill é um incansável obreiro de Deus. Embora trabalhe longas horas no comércio, toma tempo para trabalhar pelo Senhor. Ele é conhecido e respeitado em sua vizinhança como homem piedoso. Nem sempre foi homem de integridade. Um amigo visitava a Bill muitas vezes para pôr fim a uma briga de bêbados, ou para fazer com que ele deixasse de bater na mulher e nos filhos. Então, Jesus veio ao seu lar, e se operou uma transformação. As bebidas alcoólicas, linguagem de baixo calão, o mau gênio e as brigas saíram pela porta da frente, e no lugar de tudo isto, nasceu o amor, a paciência e a ternura. Bill hoje é um novo homem. Seu lar é um lugar diferente e mais feliz. Ele foi uma semente que germinou com os nutrientes do Espírito Santo para a glória de Deus.


Quando passamos por alguma situação de muita pressão em nossa vida, geralmente precisamos nos concentrar no que é bom, nas promessas divinas de auxílio para a vida para sairmos inteiros da experiência com o mínimo de seqüelas possíveis. Isto tudo recebe o nome de “CRISOL DA VIDA”, onde somos comparados ao ouro que necessita de purificação. O processo de limpeza, que exige pressão e temperatura nem sempre é bem aceito e alguns se revoltam contra a vida, contra Deus e contra a igreja. Os que passam pela prova são os aprovados no crisol (nas provações) da vida.
Uma história do passado relata de uma mãe que já havia perdido o marido e em seguida seu lindo filho – o fruto de um inesquecível amor. Com lágrimas dolorosas e súplicas, a infeliz mãe perdeu o equilíbrio mental e ficou a vagar pelas ruas muito tempo, balbuciando palavras sem sentido. Um mestre cristão encontrou a pobre infeliz em uma praça, perdida em seu desânimo. Com carinho e algum cuidado, assentou-se ao lado dela e escutou seu lamento. Depois passou a falar-lhe de Jesus e Seu cuidado especial por todos. Falou-lhe da mãe de Jesus sofrendo enquanto Ele morria na cruz e como Ele Se preocupou com a mãe provendo-lhe amparo nesta vida. A pobre moça como que saindo de um abismo emocional, pela primeira vez em muitos meses olhou para o mestre e com um brilho no olhar, perguntou: “Será que Ele pode me ajudar?”. Foi um lampejo de esperança que trouxe aquela mente perturbada pela dor, de volta para a realidade. Ela foi conduzida a Jesus e ficou completamente curada no emocional e no espiritual.
Quando vierem situações e provas sobre nós, estaremos preparados para enfrentá-los com dignidade cristã.

Conta-se a história relatada pelos chineses de um de seus filósofos que, durante os anos escolares, lançou ao solo o livro em que estudava, certo de que nunca poderia dominá-lo. Depois deste incidente ele saiu pelas ruas e se encontrou com uma senhora que estava esfregando uma barra de ferro sobre uma pedra. – “Por que está fazendo isto?”, perguntou o estudante. Então, ele ouviu a incrível e sábia resposta: - “Porque desejo obter uma agulha e assim estou afinando esta barra de ferro até que fique em condições de ser usada para costurar”. A lição da paciência e perseverança não foi desprezada pelo jovem, que tomou novamente seus livros e, dedicando-se a eles, tornou-se um dos maiores mestres chineses. Nossas provações poderão parecer-nos tão pesadas como a tarefa de tornar uma barra de ferro numa agulha. Entretanto, com paciência e com a ajuda de Deus, conquistaremos a vitória sobre todos eles. Que o Senhor nos fortaleça e nos dê paciência nesta vida.
Cremos que Deus, em Sua providência, tem colocado Sua mão de amparo em nossa vida e nos tem dado motivos de louvá-Lo. Os crisóis da vida são inevitáveis e a diferença está na forma de enfrentá-los pelo poder de Deus.
Sejamos, a cada dia, testemunhas do que Deus tem feito por nós. Sejamos sempre agraciados com a prazerosa presença divina em nossas vidas.

Um estatutário fazia de um bloco de mármore uma estátua destinada a um belo templo. A cada golpe que arrancava uma parcela de pedra, um lastimoso gemido partia desta pedra. O escultor, admirado, pára e, cruzando os braços, pergunta-lhe: “Que tens? Por que te lastimas?”. O bloco responde: “Eu me lastimo porque me golpeias, me mutilas e cobres a terra com meus fragmentos”. O estatutário replica, dizendo “Insensato. Não vês que estes golpes, que sofres, é que te fazem diferenciar da pedra bruta, e tornando-te graciosa, esbelta e digna do teu sublime destino? Tu não eras mais do que uma pedra tosca, uma grosseira e informe massa, e daqui a pouco serás uma estátua, uma obra-prima. E não saberás te conformar por tão gloriosa transformação?”. E o mármore calou-se e não se queixou mais dos golpes que recebia. Este mármore é a natureza que sofre em nós; o templo, a cuja decoração somos destinados, é o Céu; os golpes são os sofrimentos, os pesares, as provações; o estatutário é Deus, que talha, até ao vivo da nossa alma, nosso corpo e nosso coração, sua obra-prima, para chamá-los, um dia ao Céu, transformados na mais estupenda e gloriosa perfeição.

Um rapaz estava serrando um velho tronco de laranjeira, em pequenas toras para lenha. O tronco seco era duro de serrar e rachar. Ele, entretanto, estava com pressa, pois desejava encontrar-se com alguns companheiros, para ir pescar. Irritado, acabou machucando-se e proferiu palavrões contra a serra e contra a lenha. O pai ouviu-o e depois que ele acabou o seu trabalho, chamou-o e pediu que trouxesse uns pregos, o martelo e um alicate. Pediu depois, que trouxesse uma tora de laranjeira. Calmamente o pai lhe disse: “Pregue um prego na parte serrada”. Logo estava feito o que o pai tinha pedido. Em seguida o pai pediu que o filho arrancasse o prego. Embora intrigado, o rapaz disse que isto seria fácil e arrancou mesmo. Agora o pai disse para ele arrancar o buraco que o prego tinha feito. O filho respondeu: “Olha papai, isto é impossíve fazer”. Alguns anos mais tarde este filho contou o efeito que essa lição tinha lhe produzido. Ele compreendeu que, irando-se ou cometendo outro pecado, acabava produzindo o efeito do prego sobre o coração, ou seja: ainda que depois fosse arrancado, acabaria deixando os seus efeitos. Assim é com o pecado: podemos abandoná-lo, mas ficarão as cicatrizes, as marcas, as conseqüências.

“O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor levante sobre ti o Seu rosto, e te dê a paz” Números 6:24-26
“Eis que cedo venho e está comigo a Minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra” Apocalipse 22:12

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