O
amor do Senhor Deus não se acaba, e a Sua bondade não
tem fim. Esse amor e essa bondade são novos todas as manhãs;
e como é grande a fidelidade do Senhor! Deus é tudo
o que tenho; por isso, confio n’Ele. *lamentações
3.22


Paradoxo do Tempo
O paradoxo de nosso tempo na história é
que
temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas
mais largas, mas pontos de vista mais estreito; gastamos mais,
mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas
maiores e famílias menores; mais conveniências, mas
menos tempo; temos mais graus acadêmicos, mas menos senso;
mais conhecimento e menos poder de julgamento; mais proficiência,
porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde.
Bebemos demais,
fumamos demais, gastamos de forma perdulária, rimos de
menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente,
ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais,
raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante
da TV e raramente oramos. Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos
nossos valores.
Falamos demais,
amamos raramente e odiamos com muita freqüência. Aprendemos
como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Adicionamos
anos à extensão de nossas vidas, mas não
vida à extensão de nossos anos.Já fomos à
Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua
e nos encontrarmos com nosso novo vizinho. Conquistamos o espaço
exterior, mas não nosso espaço interior.
Fizemos coisas
maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos
a alma. Dividimos o átomo, mas não nossos preconceitos.Escrevemos
mais, mas aprendemos menos. Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos
a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência.Temos
maiores rendimentos, mas menor padrão moral.Temos mais
comidas, mas menos apaziguamento.Construímos mais computadores
para armazenar mais informações para produzir mais
cópias do que nunca, mas temos menos comunicação.
Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade.
Estes são
tempos de refeições rápidas e digestão
lenta;
de homens altos e caráter baixo; lucros expressivos, mas
relacionamentos rasos.Estes são tempos em que se almeja
paz mundial, mas perdura a guerra nos lares;
temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de
tipos de comida, mas menos nutrição.
São
dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de
residências mais belas, mas lares quebrados.
São
dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade
também descartável, corpos acima do peso e pílulas
que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.
É um
tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque;
um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras
e você pode escolher entre fazer alguma diferença,
ou simplesmente apertar a tecla Del.
Álvaro
Alves de Faria