O SULCO QUE FOR ABERTO

PARA PLANTAR UMA FLOR,

MARCARÁ SEMPRE, ESTOU CERTO,

O INÍCIO DE UM GRANDE AMOR.

Antonio Facci

 

 

Família e Política Social

Antonio Facci

Na pirâmide da sociedade humana,
Pequena como um grão de areia, brilha,
No imperial palácio e na choupana,
O alicerce do amor: a família.
Preservando sua origem com consciência ética,
No fastio do palácio ou na pobreza da choupana,
Vivendo o amor observando a estética,
Se faz a sociedade e a família se engalana.
A inobservância de uma social política,
Promove a exclusão e o desencanto,
Clamando o povo a uma consciência crítica,
Elevando sua voz em triste canto.
A família envolta pela exclusão,
Sai a procura de um coração solidário,
E a sociedade carente de organização
Faz de seu viver um calvário.
O vírus do egoísmo relega ao desamparo
O pobre, o doente e desvalido,
Símbolo do lamentável despreparo,
Ao longo da história construído.

 

 

Luzes

Antonio Facci

Na manjedoura nasceu a Luz.
Luz divina que se fez Homem.
Homem-menino, Salvador!
Ele é a Luz do Mundo.
Luz que em forma de tochas
Iluminou as catacumbas
Local de reunião dos Cristãos,
Perseguidos, vilipendiados, sacrificados.
Hoje sua Luz, ilumina o mundo livre,
Cada vez mais cristão.
Sempre, sempre,
Mais e mais LUZ.
Sua Luz resplandece nos altares,
Nas árvores de Natal,
Nos piscar dos pirilampos,
Nas casas comerciais,
Nas mansões, nos casebres,
Nos palácios, ao relento.
São sempre Luzes de fé,
De entendimento, de amor.
Comemorando o ascender
Desta Luz, devemos humildes,
Louvarmos sua chama,
Refletir sobre nossas vidas,
Espargir nossos haveres
Aos que nos estendem as mãos.
Sejamos também Luz
Para os que sofrem.
Senhor Jesus, nossa Luz,
Nos abençoe!

 

 

Ode a Maringá
Antonio Facci

Caminhemos todos,
caminhemos por nossa Maringá.
Admiremos seus edifícios
permaneçamos em silêncio
perante nossos templos,
observemos os ensinamentos
de nossas escolas,
apliquemos as técnicas desenvolvidas
em nossa Universidade.

Cantemos nossos bosques
nossos parques
nossos jardins
nosso verde,nossas flores.
Respiremos profundamente...
Sintamos os eflúvios positivos
de nossa terra, de nossa gente.
Visitemos o Maringá velho
berço da nossa civilização,
observemos que todos cantam
o nosso progresso,
admiram nossas vidas.
As largas avenidas
os canteiros centrais emoldurados
por majestosas palmeiras imperiais,
a modernidade da nossa gente.

O poeta esqueceu-se das origens,
o Maringá velho está a margem da notícia
mas não à margem da história.
Não se canta o seu brilho
está à margem do progresso.
Mas você Maringá velho
é a raiz de tudo.
Em seu seio, plantaram-se
as primeiras sementes.
Mas você permanece como dantes...
Sem enfeites,
luzes fosforescentes,
grandes edifícios...
canteiros centrais ajardinados.

Ah! Maringá velho!
Não chore, tudo é assim mesmo...
É preciso conservar as raízes
escondidas no solo,
por vezes maltratadas.
Mas... absorvendo sempre
de nossa terra dadivosa
a energia, para que
a árvore chamada Maringá
possa florescer!
Todos cantam o tronco,
por sua firmeza, rigidez estrutura...
Os galhos, que levam a seiva até as folhas...
As flores... Ah! as flores
com seu perfume,
confundem-se com o perfume
dos cabelos da mulher amada,
envolvendo nossas vidas, nosso ser...

Maringá velho não é cantado
pouco admirado, quase esquecido!
Mas vibre, exalte-se,
você é a base de tudo,
você é a raiz.
Jamais qualquer poeta cantou raízes,
contempla pois a rigidez de seu tronco,
a formosura de seus galhos e ramos
a fragilidade de suas folhas,
o perfume de suas flores,
estas, cantadas em prosa e verso...
Por toda a gente.

Ah! Maringá...
Os mais sensíveis de sua gente
os que têm amor e fé
buscam os momentos
de maior tranqüilidade,
talvez em alta madrugada...
Respiram o ar purificado por nossas árvores,
sentem o perfume das flores
e embalados por seus sonhos,
verão, mesmo que imaginariamente
uma grande orquestra formada
com suas trombetas,
tendo como moldura as estrelas cintilantes
a entoar os versos imortais
de nosso poeta Ari de Lima:
“Quem te avista nos dias de agora,
acenando ao porvir da esperança,
advinha a floresta de outrora
que embalou tua vinda em criança”.

Ah! Maringá!
Insisto em denominá-la
CIDADE CANÇÃO!
Já a chamaram menina,
verde, ecológica!
Mas seu nome tem a canção
como inspiração,
o poeta a imortalizou.
E somos todos poetas que te amamos!
Alguns fazem versos,
poemas e crônicas.
Outros plantam árvores,
semeiam flores,
perfumam os caminhos!

Por isso, Maringá,
você é
CIDADE CANÇÃO!

Antonio Facci

 

 

 

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