Poesias de Maricell

Há anjos... Anjos no meu e no teu caminho...

 

 

 

A n j o s
Maricell

Há anjos... Anjos no meu e no teu caminho
anjos que velam nosso dia
que estão junto ao homem e ao menino
que vêem nosso sorrir e nosso chorar.
Há anjos... Anjos para nos cuidar.
Anjos que acalantam nossos sonhos
que passam muitas noites sem dormir
anjos a cantar doces canções
anjos a pedir, em orações
que vivamos felizes, a sorrir.
Anjos que caminham ao nosso lado
que fazem mais suave a caminhada
quando, então, nossos pés já cansados
não conseguem mais, sozinhos, prosseguir.
Há anjos quando a sós, na madrugada,
na incerteza de outra aurora a surgir
pensamos desistir desta jornada
fechar nossas janelas e partir.
São anjos, o irmão e o amigo
que nos oferecem o abrigo
quando em nós há tempestades a rugir.
Há anjos pela vida a nos ensinar
que a vida foi feita para amar
a todos que nos foi dado conhecer.
Há anjos nos caminhos esquecidos
e quando pensamos que nada mais há a fazer
são eles que seguram nossas mãos
e nos fazem reviver.

 

Barcos
Maricell

Tantos anos a navegar
em encontros, em esperas
em partidas.
Barcos que chegam,
barcos que partem...
barcos que retornam,
outros que jamais voltarão...
barcos carregados de carinho
de ternuras, de sonhos...
barcos carregados de tesouros de Amor,
de Luz, de Paz e que aportam neste cais...
barcos que se vão, deixando ondas de saudades,
partindo para outros portos de passagem...
abençoados barcos de alegria
abençoados barcos de carinhos
abençoados barcos de amor!

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Obrigada pelos tesouros de amizade
que teu barco traz para o meu mar.
Terno carinho, sempre!

 

Quem te ensinou, poeta...
Maricell


Quem te ensinou, poeta
o caminho das palavras?
Quem te fez sonho de luares
e cantar das águas?
Quem te mostrou, poeta
as veredas dos poentes
e os mananciais cristalinos
onde as estrelas se olhavam
e as melodias que nos jardins
os rouxinóis cantavam?
Quem te contou, poeta
dos abismos infinitos
onde a solidão morava
e da tristeza imensa
que dos olhos da saudade brotava?
Quem te mostrou, poeta
que todo caminho
um dia findava
e que amor
com dor rimava?
Quem te ensinou, poeta
o caminho das palavras...?
Outubro * 2005

 

Bom dia!
Maricell


Bom dia, de passarinhos
de bem-te-vi, beija-flor
de pardaizinhos brincando
de frutos de muito sabor.
Perfume de laranjeiras
cheiro de mato no ar
de sabiá na palmeira
cantando pra te alegrar.
Bom dia de sol de verão
de melodia a tocar
uma cantiga antiga
que fala de amor e de amar.
Bom dia de muitos sorrisos
da alegria de viver
de criança pelas ruas
a brincar e a correr.
Bom dia, sonhos sonhados
desejos realizados
esperança no amanhã.
Bom dia felicidade
bom dia, meu grande amor
bom dia, também, saudade
bom dia, prados em flor.
Bom dia, a você, tristeza
que está agora a partir
deixando muita beleza
abrindo o meu sorrir.
Bom dia, a ti, amigo
que pelos caminhos da vida
segura a minha mão.
Bom dia, de coração.
Bom dia rios e regatos
montanhas, vales e mar
bom dia, céu fulgurante
bom dia, sol a brilhar.
Bom dia, para o passado
e a este presente, bom dia
ao futuro, que já chega
BOM DIA, MUITO BOM DIA!

 

Janelas
Maricell


Somos janelas... janelas de nossa própria vida
temos o domínio de nossas janelas...
somente nós as podemos abrir e fechar.
Podemos abri-las para o sol...
ou para as tempestades...
Podemos abri-las para distribuir amor...
ou dor...
Podemos colocar em nossas janelas,
cortinas que atenuem a luz intensa,
ou deixar que a luz nos inebrie tão fortemente
a ponto de ferir-nos como às mariposas...
Podemos abrir nossas janelas
para ouvirmos as suaves melodias
que brotam da natureza...
mas podemos fechá-las também
para que não ouçamos os gritos dos desesperados
que gritam a falta de amor, de pão e de lar...
Somos janelas...
Janelas abertas ou fechadas para o mundo.
Cabe a nós decidirmos
o que deixaremos passar por nossas janelas...
Cabe a nós a decisão do que permitiremos
entrar e sair por nossas janelas
O que queremos receber
e o que queremos distribuir de nosso imo.
Cabe a nós optarmos por sermos janelas
de desesperança e desamor...
Ou janelas de luz suave,
de amor e crença em nossa vida,
de amor e crença
na vida daqueles a quem amamos...
De amor e crença
na vida de todos aqueles que passarem,
um dia, por nossas janelas.

Bauru 04.12.2005

 

Infância
Maricell


Não me lembro de meus sonhos infantis
lembro-me apenas, com saudade,
de um tempo em que fui feliz.
A mina d’água, a poeira, o algodoal
as noites estreladas
pés no chão, o encanto de viver
os castelos de areia que nenhum mar levava
infância feliz que o tempo carregou
e não quis me devolver.
O sino da igreja a tocar
o fogão de lenha, o pão a assar no forno
a mãe sempre a cantar uma canção
que eu aprendia
e que hoje, com saudades, canto
tentando espantar a dor...
Maricell ** 2005

 

Ciranda
Maricell

Vaga-lumes na escuridão da rua
quais estrelas a bailar
enfeitavam as vestes da infância
na ciranda a rodar...
hoje não há mais vaga-lumes
nem infância a cirandar...
onde estão as crianças?

Maricell 2005

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E-mail da autora

maricell.zani@gmail.com

 

 

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