Pequenos Versos
em
Grandes Sentimentos

Palavras ao vento
sentimentos ou pensamentos
todos feitos por mim!
lesliebravin

Dia de chuva
lágrimas pela vidraça
céu nublado.

Chega o vento
desliza sobre a erva fina
tremem os ramos.

É primavera
dança das borboletas
mimosas criaturas.

Noite de outono
perfume de flores
invade o ar.

Pensamento vago
na noite sem lua
seguindo vaga-lumes.

Escrever a calma
modelar momentos
sossego escutar.

Menina estrela
luz que enfeita
sempre a brilhar.

Desperta a natureza
na janela um bem-te-vi,
alegre manhã.

Raios de sol
gaivotas em vôo
passam velozes.


Ramos em flor
borboleta a brincar
chegou setembro.

No céu azul
levanta o sol intenso
é primavera.

Um sopro de vida
natureza veste cores
tudo sorri.


Crisântemos amarelos
em meio a verdes folhas
universo de encanto.

Manhã anunciada
pássaros se erguendo
em liberdade voarão.

Azul madrugada
o sopro do vento
janela cerrada.

Abandonados
após uma chuvarada
guarda-chuvas.

Correm velozes
pelas ruas da cidade
os dias e noites.

Entre a ramagem
num galho retorcido
pássaro canta.

Saudade estranha
de um tempo a passar
a vida é tão breve.

A natureza chora
lágrimas da chuva
caindo lá fora.

Poema lírico
é puro romance
para o poeta.

São duas rosas
com doces perfumes
entre espinhos.

No céu da manhã
nos campos esplendidos
as flores odoram.

Domingo à tarde
crianças na paisagem
raios de sol.

Em meio ao verde
nas brancas margaridas
um vôo de borboletas.

Vermelho escuro
canta sobre os montes
pôr do sol.

Duas figuras
em sintonia perfeita
almas gêmeas.

Sombras noturnas
no ramo do pessegueiro
um grilo canta.

Pela janela
a lua branca ilumina
meu silêncio.

Comemoração
festival imin cem anos
Brasil – Japão.


Cidade Japonesa
Kakogawa-Província de Hyogo
co-irmã de Maringá.


Festividade
imigração japonesa
solidariedade.

Duas culturas
japoneses e brasileiros
laço de união.

Celebração
centenário da Imigração
bela homenagem!

Em comemoração aos lOO anos da Imigração Japonesa no Brasil
1908 ~ 2008

As poesias
são rios de palavras
dentro de mim.

Nasce o inverno
um véu de brumas
envolve o céu.

Rumor de água
quando toca a terra
manhã chuvosa.

Os lírios brancos
almas de uma história
entre minhas mãos.

Numa sala antiga
luz fraca da candeia
no crepúsculo.

Ágeis andorinhas
puras nas asas do vento
novo imigrar.

Flores pisadas
agitadas pelo vento
abandonadas.

O mar canta
lua cheia encanta
rumor de água.

Ainda carrego
as marcas da origem
filha de imigrantes.

Vento de inverno
penetrando nos ossos
atmosfera gelada.

Erva banhada
chuva de passagem
fecunda a terra.

Alegria, tristezas
a vida é mesmo assim
caixinha de surpresas.

Barbas brancas
passado no presente
um ancião.

Antigas melodias
em doces harmonias
som de violinos.

Botões florais
esparsos pelos ramos
sorriem ao sol.

Sementes brancas
ao receberem chuva
ofertam os frutos.

Capim picado
uma pilha de feno
cavalos árabes.

Som do sino
névoa na manhã
céu de inverno.

Rua escura
raios de prata
incide a lua.

Cheiro de feno
luzes de lampiões
pequeno celeiro.



 

 

Atualizado 6/8/2009
A cada noite
íntimos versos surgem
é vida do poeta.